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22.12.25
12.2.25
Ajude a Dinamarca a comprar a Califórnia
«Milhares de pessoas já assinaram uma petição online que se propõe a comprar a Califórnia a Donald Trump para se tornar na “Nova Dinamarca”. A iniciativa satírica é uma resposta às intenções do Presidente dos EUA quanto à Gronelândia. (…)
A Califórnia passará a ser “Nova Dinamarca” e Los Angeles transformar-se-á em “Løs Ångeles”. E os cidadãos locais podem contar que os novos donos da sua terra levarão para lá os “valores dinamarqueses”. (…)
E, claro, pela Disneyland que seria rebaptizada de “Hans Christian Andersenland” – estão a imaginar o “Rato Mickey com capacete viking”?»
Notícia completa AQUI.
23.11.22
Como é que a rainha da Dinamarca se atreve?
«Até quem não é de intrigas e quer a paz no mundo, por mais plácida que seja a pessoa, não pode deixar de se indignar com a vergonhosa atitude da Dinamarca. Bem me dizem: aquele país não é de confiança, já há mais de 400 anos que sabemos das sinistras manobras na corte, o tio de Hamlet matou o irmão para casar com a mãe do nosso herói, ainda por cima andam por lá fantasmas, os conselheiros não aconselham e tudo acaba em desgraça, a coisa só se pode ter refinado entretanto, tiveram tanto tempo para agravar a sua malícia, é de temer o pior. Mas, mesmo assim, quem estava preparado para esta afronta monumental que agora nos impingem? Ninguém, isto é inimaginável.
Começaram de mansinho, só pediam que os jogadores usassem uma camisola alusiva aos direitos humanos. Matreiros, acharam que a Fifa ia cair na esparrela e, claro, receberam a chapada de uma digna e autorizada recusa. Os rapazes têm que ir de farda e continência. E insistiram, não perceberam o recado, vieram pé ante pé com mais exigências, que isto das mulheres, aquilo dos trabalhadores mortos nos escombros dos estádios, imaginem que até perguntaram pelas leis que proíbem que se seja LGBT, os dinamarqueses não se calaram. Incomodaram, isso sim. Até Macron, que gosta da pose como se sabe, acabou por ter que dizer que só vai de meia-final para cima. Outros países, cujos governos são azucrinados por opiniões públicas com manias, lá tiveram que desgraduar a visita para um qualquer Secretário de Estado. Imaginem que até as outras realezas se envergonharam e só mesmo Sua Majestade do Reino de Espanha por lá andará e deve ser visita curta, não lhe vá aparecer ao lado a Majestade Emérita que anda pelas Arábias. Agora, acham que a Dinamarca se ficou? Nada, agravou a sua insurrecta agressão ao espírito pacificador e embelezador do futebol mundial e, vai daí, anunciou que nenhum ministro ou membro do governo, nem sequer o embaixador, se fariam representar no espetáculo.
Tudo isto é, evidentemente, um truque para evitar que façamos a única pergunta que verdadeiramente interessa: e a Rainha, Sua Majestade Margarida II, como é que explica não ir ao estádio? Não sabe da bola, com regras tão simples, onze de um lado, onze do outro, uma bola por ali e uns paus com umas redes nas pontas do campo? Sabe mas não gosta? E a dignidade nacional? E o orgulho pátrio? E o espírito desportivo? Tenho para mim que a rainha, quieta lá no seu palácio, deve ter sido quem conspirou toda esta marosca.
Por isto, a atitude dos nossos Grandes é um alívio. Ao princípio vão à vez, não perdem um único jogo, primeiro o Presidente, depois o Número 2, depois o Primeiro, varrem a temporada de grupos e depois, assim espero, acotovelar-se-ão todos em cada um dos jogos seguintes que, queira o Altíssimo e o senhor engenheiro, venham a ser disputados pelos nossos rapazes. Vão ser filmados na bancada, mas sempre modestamente, o que eles querem mesmo é ir ao balneário cantar o hino nacional e deixar umas palavras inspiradoras para os alas e para os centrais, umas táticas que eles lá pensaram, não tenham dúvida de que é essa firmeza que vai lançar os heróis para a arena, vão como guerreiros depois de ouvirem as autoridades. Tenham por boa conta o que vos digo, cada golo que marcarem, e vão ser chusmas deles, vai ter a marca de Marcelo, de Augusto e de António. Nenhum outro país, ao que sei, é tão solidário com os seus jogadores, nenhuma autoridade, e não faltam por aí, tem tanto desvelo por aquele campeonato, deixem-se disso de milhares de mortos, de mulheres caladas, de imigrantes explorados, de gays e lésbicas condenados, que ninharias comparado com a grandeza da bola que desliza no relvado! Que comece o espetáculo, que os principais figurantes estão prontos e de malas aviadas.»
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4.12.18
O que eles não fazem para serem um dos povos mais felizes do mundo!
«Dinamarca planeia isolar os migrantes "indesejados" numa ilha pequena e de difícil acesso, que atualmente aloja laboratórios, estábulos e crematórios de um centro de pesquisa de doenças animais contagiosas. (…)
A ilha, com cerca de 69 mil metros quadrados, situada numa entrada do Mar Báltico a cerca de três quilómetros da costa mais próxima, não tem um serviço de ferries frequente, o que isolará os estrangeiros, que terão de se apresentar diariamente no centro da ilha - se não o fizerem, serão presos. "Vamos diminuir o número de partidas de ferries tanto quanto possível", frisou o porta-voz do People's Party sobre imigração, Martin Henrinksen, à TV 2.»
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9.7.18
Na Dinamarca, o terceiro país mais feliz do mundo
«Forcing immigrants to put their children into daycare for 25 hours a week from the age of one; automatically doubling the sentences for crimes committed in ghetto areas; threatening long fines or even prison sentences for anyone who fails to report parents suspected of hitting their children; setting quotas on kindergartens so that they can have no more than 30% of their children from immigrant backgrounds. All these measures are to be introduced by the Danish government in the latest spasm of xenophobia to afflict European politics. It’s likely the Danish government has gone further than any other in Europe in its attempts to assimilate refugees by force.»
E desde 2016 que se sabia isto: Parlamento condena “precedente chocante” aberto pela Dinamarca.
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26.1.16
Da vergonha alheia
Lê-se e é difícil acreditar. Num dos países mais ricos da Europa, aquele em que os cidadãos de dizem felicíssimos, acontece isto. É mesmo caso para se dizer que há algo de podre no reino da Dinamarca.
«O parlamento dinamarquês aprovou esta terça-feira, por larga maioria, a polémica reforma da lei do asilo, que prevê, entre outras medidas, o confisco de valores aos refugiados. As alterações que hoje passaram vão peitir à polícia revistar os que entram no país e confiscar bens com valor superior a 10 mil coroas dinamarquesas (1340 euros), desde que não sejam considerados essenciais ou de valor sentimental, como alianças.»
. 31.7.11
Bom Domingo
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Copenhaga, Maio de 2011.
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