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14.3.19

Ser intelectualmente chiquérrimo



… é, nas redes sociais, dizer-se que raramente se vê canais portugueses de TV. O pior é que se é apanhado numa curva: percebe-se facilmente que muitos dos que o afirmam vêem mesmo e que não é pouco. Pobre país!
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6.3.19

António e Cristina



Por um erro de zapping, fui ter ontem ao «Programa da Cristina», quando esperava chegar a um telejornal.

Vi António Costa a perorar sobre máscaras em carnavais de infância, ainda ouvi uns minutos, mas a chegada da famíla, a cataplana e o que certamente se seguiria pôs-me a milhas.

Mas a SIC e a SIC N exploraram a mina de ouro durante o resto do dia e foram dando excertos do cozinhado e do resto. Quando, num telejornal das 24h, vi o PM, de avental, a comentar o drama dos fogos de 2017 enquanto punha bocados de peixe na cataplana e os salpicava com sal, senti vergonha alheia. Não tenho estômago para tal espectáculo.

Como comentava alguém, nestes domínios «não é Marcelo quem quer».
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3.2.19

Recordações da Casa Amarela



«Por causa da especificidade da sua função, é comum confundir os jornalistas com os meios de transmissão impessoais que utilizam, e esquecer que cada intrépido repórter coexiste no mesmo corpo com um ser humano, muitos deles com sentimentos. É portanto de louvar o profissionalismo exibido nesta semana por toda a equipa de informação da SIC, que, mesmo ocupadíssimos com a sua mudança de instalações, conseguiram manter-nos permanentemente informados sobre a grande notícia da semana: a sua mudança de instalações. Enquanto o resto da imprensa se distraía com Venezuelas, debates parlamentares e outros flocos de espuma, a SIC soube focar-se no essencial - um grupo de pessoas ia sair de um edifício e entrar num edifício diferente, a sensivelmente nove quilómetros de distância.

Violinos. Imagens de arquivo. "A SIC mudou... saiu da zona de conforto... e arriscou." Rodrigo Guedes de Carvalho, não deixando que o tumulto deteriorasse o seu sentido de rigor, apresentou os factos cronológicos, geográficos, arquitectónicos e cromáticos em apreço: "Durante 26 anos, a SIC morou aqui, na Estrada da Outurela, número 119. O edifício conhecido pelas paredes... de tijolos. Uma casa... amarela."

O Jornal da Noite apresentou uma montagem subordinada ao tema "dias de agitação". Drones mostravam panorâmicas de um palácio de cristal nas terras exóticas de Paço de Arcos. Um operador de câmara interrompeu o que parecia ser uma acção de formação sobre o funcionamento de edifícios. Perante uma plateia atenta e curiosa, um perito em portas apontou para uma porta e explicou que se tratava de uma porta. Depois veio o esclarecimento adicional, através da qual o esclarecimento anterior foi semanticamente enriquecido: "É apenas uma das portas. Há outras."

O sentido de turbulência histórica foi transmitido através de imagens de pessoas a transportar caixotes de um lado para o outro, como decerto acontecia na Fortaleza de Sagres antes de partirem as primeiras naus. Mas questões logísticas importantíssimas eram resolvidas recorrendo a princípios científicos de vanguarda. "Venho eu... o computador... os dossiês... o bloco e as canetas...?" "E a cadeira." "A cadeira também?" Raramente o grande público tem acesso aos bastidores da História com "H" grande, mas aqui estava ela a acontecer à nossa frente: na imagem seguinte, uma cadeira foi de facto empurrada ao longo de um corredor. Nada é deixado ao acaso em operações desta natureza.


2.2.19

Marques Mendes?



Notícia importantíssima que me teria escapado se não estivesse a ler o Expresso de hoje. Ai se o Alexandre O’Neill ainda por cá andasse…
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27.1.19

Quadratura do Círculo




A escolha do nome demonstra uma imaginação prodigiosa… Sempre tinha mais piada se tivessem recorrido à língua dos «pês»: «Qupuapadrapratupurapa dopo Círpírcupulopo».

Entretanto, parece que vão concorrer, à mesma hora, com «O Eixo do Mal» na SIC N. Comentários para quê…
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16.1.19

Marcelo telefona, Cristas cozinha




Já deve haver inscrições de muitos outros políticos, agora que as eleições se aproximam. E como a SIC acabou com a «Quadratura do Círculo», talvez convença os seus membros a discutirem com a Cristina os amanhãs que não cantarão.

Hoje, marido uma filha e o cão de Cristas também estiveram no programa. E falando de Marcelo, ela confessou: «Já me ligou em momentos improváveis». Ui!... Em quais, em quais?

P.S. - Lido algures no Facebook: «Havia a esquerda caviar, agora há a direita arroz-de-atum»
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13.1.19

A guerra de audiências é tão feia



«Percebe-se bem a zanga que lavra nesta guerra pelas audiências: nas vésperas da estreia do programa da Cristina Ferreira, Goucha convidou um nazi, a coisa parecia ter corrido bem, falou-se do caso, mas acabou por dar bernarda, perdeu logo a liderança das audiências, e daí encontrou um santo remédio, anunciou um fascista para a semana seguinte, Alexandre Frota. É uma galeria de horrores? Que nada, é uma feroz guerra pela audiência e pela publicidade, é dinheirinho. E, se o Presidente telefona à Cristina, a resposta é convocar a coleção dos energúmenos que parece que Goucha quer adotar. Se uma chora de comoção pela honraria, o outro promete o ator porno que se vangloria de uma violação, agora justificada como uma comédia stand up, entre muitas outras aleivosias (e depois o homem não vem no dia aprazado, malcriado). O sujo é mesmo sujo.

O convite de Goucha a Mário Machado foi interpretado como um gesto político e o convite a Frota logo de seguida só reforçou essa ideia. Mas continua a ser errada uma grelha de leitura política ou a teoria sobre a invasão fascista na comunicação social (já nem me refiro à pretensão de que um programa com um delinquente é uma restituição do pluralismo que falta). O único motivo de Goucha é a guerra das audiências, o que não desvaloriza o convite a um delinquente condenado a uma soma de 19 anos de prisão, e nazi declarado, ou vontade de promover o porradismo de Bolsonaro. Aliás, Goucha tentou apresentar Machado como um homem de “ideias” e o convite como uma forma de democracia, ou até de higiene preventiva, mas recuou logo e suspendeu a rubrica. Insistiu depois convidando Frota porque os números foram constrangedores: estava a valer metade do programa concorrente. A bolsa das audiências é que ativa o disparatómetro em que se tornou esta novela. Pode-se por isso temer que o programa passe a incluir, depois das receitas de cozinha, uma secção para ouvir os simpáticos milicianos que depois da emissão tiram a maquilhagem, dizem boa-noite e vão organizar a caça aos negros ou aos homossexuais, ou espancar mulheres pelas ruas fora. Se der audiências, pode estar certo que vai ser proposto.

De tudo, o que verdadeiramente me incomoda é que esta questiúncula, provocada por uma escolha publicitária que mostra como, na luta por umas receitas de bilheteira, um programador até pode utilizar a promoção da indiferença perante as violências racista e fascista e outras barbaridades, oculta o que é verdadeiramente perigoso. É mesmo essa guerra sem freio pelas audiências. Esse é o vale tudo. E esse vale tudo até já está entre nós em modo ambicioso, num canal perto de si, e tem estaminé no sofisticado populismo de gravata, que carimba as opiniões, que exibe a pretensão de falar com o povo, se não mesmo em nome do povo. Essa é a televisão de grande audiência que pode vir a ajudar um futuro partido de extrema-direita ou simplesmente a transformação de alguns dos partidos atuais. Deixemos o Machado na cela que escolheu, há por aí gente mais perigosa e que parece mansa, mas que, como diria o Aleixo, não sendo o que parece, parece o que não é.»

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19.12.18

Programas de Opinião Pública



Só eu é que considero que a maior parte destes programas têm temas completamente disparatados para o fim a que, teoricamente, deviam destinar-se: dar voz sensata à sociedade civil?

Hoje liguei a TV e estavam os meus concidadãos a perorar sobre a polémica da constituição do Conselho Superior do Ministério Público. Que manifestavam perceber do tema? Nada, pouco mais ou menos o que é o meu caso.

Chegada ao carro, apanhei outros em declarações definitivas, sem qualquer «nuance» e com laivos de tecnicidade, sobre culpados e responsáveis pelo acidente do helicóptero do INEM.

Ninguém pára estes dislates, só úteis para atiçar matilhas (o PAN que me desculpe...)?
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9.10.18

Manuela Moura Guedes



Como referiu, sem criticar, que Bolsonaro defende o porte de arma, ela antecipou-se e levou um revólver pendurado ao pescoço, ontem, na sua estreia na SIC. Será que foi oferta da estação de Balsemão para enquadrar as parvoíces que debitou?
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27.9.18

Manuela Moura Guedes?




«Manuela Moura Guedes vai ter um espaço de análise e comentário no Jornal da Noite da SIC. (…) Aos 62 anos, a ex-jornalista vai substituir Miguel Sousa Tavares, que trocou a estação de Carnaxide pela estação de Queluz.»

Que mais estará para nos acontecer? Que deuses ofendemos para que nos seja infligido tal castigo?

Recordar é viver:


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10.9.18

A televisão que temos…



Quando se lê este diálogo, numa entrevista a um novo director de programação de uma TV (Daniel Oliveira, SIC), estamos entendidos:

- O que quer que a SIC seja, sob a sua alçada de programador?
- Queremos ser competitivos.

(Cfr. Público de 10.09.2018)
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7.9.18

Quadratura do Círculo



Ontem à noite, uma cidadã põe som na TV por pensar que vai finalmente livrar-se de dramas futebolísticos, mas não: foram necessários 39 em 51 minutos para que as excelsas criaturas mudassem de tema e não falassem apenas de… futebol. A rentrée promete!
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24.5.18

Apelo às Emissoras Televisivas



Nos últimos anos temos assistido a um desvirtuar total do desporto enquanto actividade de valores, de humanismo. A luta de palavras invadiu a normalidade dos noticiários e as agressões verbais tornaram-se a norma num ecossistema que parece alimentar-se dessa mesma violência.

Abarcando cada vez mais espaço nas mentalidades, os programas de comentário desportivo levam, muitas vezes, ao limite do inimaginável o prazer do azedume, da acusação, da maledicência. É a prática constante de uma violência verbal que alimenta essa voragem em que cada vez mais cidadãos se encontram, fechados nesse clima de intriga, ruminando um ódio que pode eclodir a qualquer momento.

Com uma grelha televisiva centrada nestes debates, muitos jovens não resistem à tentação dessa presença contínua nas televisões, sorvendo uma cultura que gera o ódio, que incita à violência e que desagrega a sociedade como um espaço de fraternidade e de paz.

Pelas consequências vistas nos últimos anos; Pelas consequências vistas nos últimos dias; Porque é preciso restituir dignidade aos telespectadores, lançamos um APELO aos canais televisivos para que criem mecanismos de regulação ética que enquadrem estes debates, e para que reduzam o tempo de exposição das dimensões colaterais ao futebol, fomentando uma cultura de respeito e de tolerância, sendo esses programas instrumentos de diálogo e de compreensão através do debate livre, e não ferramentas de disseminação do ódio em que parte do país se acha mergulhado, moldando mentalidades.

21 de Maio de 2018.

Promotores:
Paulo Mendes Pinto, Prof. Universitário / António Serzedelo, Activista cívico / Catarina Marcelino, Deputada / José Eduardo Franco, Prof. Universitário / Patrícia Reis, Jornalista e escritora / Pedro Abrunhosa, Músico

Assinam:
Alexandre Castro Caldas, Médico / Alexandre Honrado, Escritor / Anabela Freitas, Presidente da C.M. de Tomar / Anabela Mota Ribeiro, jornalista / Annabela Rita, Directora da Associação Portuguesa de Escritores / Ana Umbelino, Vereadora da C. M. de Torres Vedras / António Araújo, Prof. Universitário / António Avelãs, Prof. Universitário / António Borges Coelho, Prof. Universitário / António Pinto Pereira, Advogado / Berta Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Alfândega-da-Fé / Carlos Bernardes, Presidente da C. M. de Torres Vedras / Carlos Moreira Azevedo, Bispo / Carlos Vargas, Gestor Cultural / Cipriano Justo, Médico / Cláudia Horta Ferreira, Vereadora da C. M. de Torres Vedras / Elísio Summavielle, Gestor Cultural / Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa / Fernanda Câncio, Jornalista / Fernando Pereira, Cantor / Fernando Ventura, Frade Franciscano Capuchinho / Francisco Sarsfield Cabral, Jornalista / Graça Morais, Pintora / Henrique Pinto, Fundador-Presidente da Impossible – Passionate Happenings / Jaime Ramos, Médico, Fundador da ADFP / João de Almeida Santos, Prof. Universitário / João Couvaneiro, Vice-Presidente da C. M. de Almada / João Paulo Leonardo, Director do Agrupamento de Escolas Baixa-Chiado / Joaquim Franco, Jornalista / Joaquim Moreira, Quórum dos Setenta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias / Jorge Proença, Director da Fac. de Ed. Física e Desporto da Un. Lusófona / José Maria Brito, Pe. Jesuíta / José Vera Jardim, Jurista / Mafalda Anjos, Jornalista / Mário Beja Santos, Escritor / Manuel Sérgio, Provedor de Ética no Desporto / Mendo Castro Henriques, Prof. Universitário / Miguel Real, Escritor / Nidia Zózimo, Médica / Nuno Camarneiro, Escritor / Nuno Júdice, Poeta / Patrícia Fonseca, Jornalista / Paulo Borges, Prof. Universitário e Presidente do Círculo do Entre-Ser / Paulo Fidalgo, Médico / Rachid Ismael, Director do Colégio Islâmico de Palmela / Raul Castro, Presidente da C. M. de Leiria / Richard Zimler, Escritor / Rui Martins, Vereador Suplente na C. M. de Lisboa / Sofia Lorena, Jornalista / Tânia Gaspar, Dirigente Associativa / Zara Pereira, Presidente da Associação Humano
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