Mostrar mensagens com a etiqueta blogosfera. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogosfera. Mostrar todas as mensagens

11.4.18

11 anos de teimosia



Este blogue nasceu em 11.04.2007, tem andado comigo pela vida e pelos quatro cantos do mundo, fiel depositário de memórias, descobertas, desânimos e esperanças.

Foram, continuam a ser, 11 anos de persistência ou de teimosia – como preferirem. Alimento-o todos os dias, de braço dado com o Facebook, mas não o abandono porque ele não deixa.

E muito obrigada a quem passa por aqui. Este é o 14.205º post que publico: loucura, loucura…

La nave va!
.

4.5.17

Convidada: JOANA LOPES



Vizinhos da blogosfera convidaram-me a escrever um texto para o «Delito de Opinião». Escolhi recordar uma das minhas viagens e aqui fica para quem estiver interessado num resumo do que vi e vivi quando fui à Etiópia.

Por terras da Abissínia

Ser turista é limitativo, eu sei. Preferia ser «viajante», sem prazos nem restrições físicas e financeiras, mas não é possível. Turista portanto me assumo e, como tal, tenho tentado conhecer um pouco dos cinco continentes deste pequeno mundo.

Preguntam-me, frequentemente, qual foi a minha viagem preferida, ou o «top 5» das que já fiz, mas deixei de ser capaz de responder. Escolho uma, sem lhe atribuir nenhum privilégio, mas porque me marcou de um modo especial. Talvez por ter nascido em África, talvez porque é o continente que menos conheço.

Há quatro anos passei duas semanas na Etiópia, pouco mais do que nada para ficar com ideias vagas sobre o segundo maior país africano em extensão. Parecia então ser um oásis naquele Corno de África, entre vizinhos em permanente conflito, e centro de onde irradiavam esperanças de conciliação e de progresso. Tristíssimo que tenha chegado a sua vez de contrariar expectativas, esperemos que não por muito tempo.

Percorri algumas centenas de quilómetros onde quase tudo é totalmente verde e fértil, com montes e vales bem cultivados (o celeiro etíope) e milhares de cabeças de gado que tornam o país praticamente autossuficiente em termos de alimentação. Mas falta tudo o resto e a pobreza é por isso extrema, as estradas e muitas outras infraestruturas são quase inexistentes ou muito rudimentares. Como mais do que rudimentares são os instrumentos usados na agricultura, numa terra onde «quem trabalha são as mulheres e os burros» – burros que são mesmo um ícone, tão grande é a sua quantidade, tão importantes as funções que exercem como meio de transporte de pessoas e de mercadorias.


O país depende cada vez mais de investimentos chineses e turcos, exporta algodão e têxteis, carne de várias espécies animais e, evidentemente, café. Aliás, reza a lenda ou a História (nem sempre é fácil perceber-se em que plano se está exactamente) que foi aqui que o café foi descoberto. Como? Uma cabra ter-se-á mostrado tão excitada depois de comer repetidamente a respectiva planta que os donos decidiram seguir-lhe o exemplo, descobrindo assim as suas potencialidades. A Etiópia é governada há quase trinta anos praticamente em regime de partido único, com as inevitáveis consequências em termos de corrupção, e a moeda nacional é tão fraca que tudo o que tem de vir do exterior tem um peso difícil de suportar. Em todo o caso, aparentemente vai-se (ou ia-se?) progredindo, por exemplo através de um interessante e muito louvável sistema de cooperativas. E, ao contrário dos vizinhos da Eritreia e da Somália, tem sido raro que multidões de etíopes fujam por essa África abaixo para se afogarem às portas da Europa.

Há também um povo altivo, orgulhoso da sua etnia («a Norte temos os árabes, a Sul os negros, nós estamos no meio»); orgulhoso também pelo facto de nunca ter sido verdadeiramente colonizado e de ter uma História rica, sem fronteiras muito nítidas que a separem de um extenso conjunto de lendas – uma realidade estranha, mas fascinante, para as nossas cabeças cartesianamente formatadas.

Axum, no Norte, é um paraíso para os arqueólogos, tantos são os rastos de civilizações antiquíssimas já descobertos e os muitos que há ainda por explorar. Conta a lenda que um filho de Noé, pai de todos os povos de pele castanha, era avô de Etiopos que foi enterrado em Axum e deu o nome a todos os habitantes do país. Seja como for, sabe-se hoje que as origens da civilização etíope remontam o século X a.c. Os etíopes reivindicam ter em Axum a «verdadeira» Arca da Aliança e «veneram» a rainha de Saba que, segundo as crónicas, teria regressado de uma viagem a Jerusalém grávida de um filho do rei Salomão, criança que viria a ser o célebre rei Menelik, fundador da dinastia Salomónica que perduraria na Etiópia até ao século XX e a ter, como último representante, o imperador Haile Selassie (tio avô de um dos elementos da troika que por aqui andou…).

Há também a Cidade Imperial de Gondar, um conjunto de seis castelos construídos seguindo técnicas introduzidas pelos portugueses no século XVI, implantados numa grande cerca que chegou a ter doze portas. E, acima de tudo, as igrejas de Lalibela, a «Nova Jerusalém» da Etiópia, cravada numa região árida e agreste. Não há palavras que possam dar uma ideia, mesmo que aproximada, do que são esses doze templos, escavados na rocha e em muitos casos ligadas por túneis, distribuídos por dois conjuntos separados por um rio, estando fisicamente afastado o décimo primeiro: último a ser construído e o mais espectacular, com a sua forma em cruz, enterrado, e com quinze metros de altura. As escavações começaram em pleno século XII e todo o conjunto foi construído em apenas vinte e quatro anos, o que é quase inacreditável! Terão estado implicados nas obras, usando instrumentos mais do que rudimentares, 40.000 homens e conta a lenda que trabalhavam enquanto havia Sol e que os anjos faziam o turno da noite… As igrejas de Lalibela, Património da Humanidade segundo a UNESCO, são um dos grandes motivos de orgulho dos etíopes – e com toda a razão.


Não falei de Addis Abeba? Nada de especial a assinalar, a não ser dois museus e um gigantesco e caótico mercado que tem nada menos do que 103 hectares e onde se vende tudo o que imaginar se possa.

Gostava de voltar à Etiópia? Talvez, mas é pouco provável. Até porque repetir viagens não é a minha praia: temo que não haja amor como o primeiro. 
.

11.4.17

Entre 10 Brumas e muita Memória



Este blogue faz hoje dez anos, nasceu no tempo da inocência das redes sociais, já viajou pelos cinco continentes e vai crescendo e envelhecendo comigo.

Tem resistido bem ao dinamismo avassalador do Facebook, talvez por este ser o amigo leal que traz um número muito significativo daqueles que aterram aqui. Mas também lhe deve «favores», como espelho do que se passa por lá. Vénia recíproca, portanto…

A todos os que lerem este 12602º post do blogue, muito obrigada.

La nave va! E hoje com música:






.

11.4.16

«Brumas» – Um zingarelho com 9 anos



Também podia chamar-lhe caranguejola ou gerigonça, mas os termos já foram usurpados. A verdade é que ando com este zingarelho às costas há 9 anos e que continuo, teimosamente, a alimentá-lo diariamente. Não falta muito para que ele reclame estatuto de dinossauro blogosférico.

Mudaram-se os tempos, mudei eu, o mundo e o país estavam menos preocupantes quando comecei. Alguns dos primeiros compagons de route foram andando por caminhos diferentes do meu, muitos outros foram aparecendo ao longo destes anos – directamente aqui, se não gostam de redes sociais mais «agressivas», ou através do activíssimo Facebook.

Obrigada a todos, neste 10 945º dos posts publicados neste blogue. Escritos aqui ou em algum dos 48 países por onde entretanto passei e que me mantiveram «viva»...

La nave va! 
.

27.4.15

Observatório da Grécia – um novo blogue



A partir de agora, farei parte do blogue colectivo «OBSERVATÓRIO DA GRÉCIA», «um site de informação independente que parte da constatação de que a evolução na situação económica e política da Grécia se reveste de enorme interesse para o nosso país, na medida em que partilhamos problemas comuns e o trajecto dos programas de ajustamento que ambos os países percorreram»

Os participantes permanentes serão: Ana Bastos, Andreia Quartau, Catarina Príncipe, Daniel Oliveira, Elísio Estanque, Eugénia Pires, Filipa Vala, Frederico Pinheiro, Isabel Moreira, Joana Lopes, João Madeira, João Ramos de Almeida, José Gusmão, José Luís Albuquerque, Margarida Santos, Mariana Avelãs, Nuno Tito, Paula Gil, Ricardo Noronha, Rui Bebiano e Tiago Mota Saraiva. 
.

11.4.15

Brumas – e vão 8



Oito anos de vida tem este blogue e este é o 9326º dos posts que fui publicando e que foram escritos nesta casa e nos muitos países por onde fui andando.

Cresci a ouvir dizer que sou teimosa. Mas um amigo disse-me um dia que admirava a minha tenacidade e nem ele sabe como deu assim um ar de virtude ao meu grande defeito de infância. Seja como for, é talvez por isso que esta barraca continua activa quando tantas outras, na vizinhança, fecharam portas ou as mantêm apenas entreabertas. Chamem-me excêntrica que eu gosto.

Muito obrigada a todos os que passaram por cá nestes oito anos, ficam já agradecimentos antecipados para os que continuarem a fazê-lo.

La nave va!

1.12.14

Novo blogue



Marina Mortágua acaba de lançar um blogue onde se propõe ajudar e perceber / ler o que se passa na Comissão de Inquérito ao BES. Serviço público. 
.

26.7.14

Blogosfera


Surgiu há dias um novo blogue – Tudo menos economia – de três ilustres economistas: Bagão Félix, Francisco Louçã e Ricardo Cabral. Confesso que ainda não percebi ao que vêm (têm todo o direito de não vir a coisíssima nenhuma...), mas um facto é lamentável: só tem acesso aos posts na íntegra quem for assinante do Público! É caso para se dizer que «não havia necessidade», quando nada há mais fácil, e mais rápido, do que criar um blogue, usando uma das várias plataformas disponíveis, totalmente gratuitas....

Achei graça a este texto de Bagão Félix, que aqui fica:

Obiang e o Acordo Ortográfico 

Durante a Cimeira em Dili da CPLP, o presidente Obiang da Guiné Equatorial terá balbuciado três palavras em português: sim, sim e sim. O país, entretanto, anunciou a sua adesão à Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, na página oficial do seu Governo na Internet em três línguas: espanhol, inglês e francês. Parece que a ausência da língua portuguesa se deveu a uma dúvida metódica do ditador: a de se deveria ou não utilizar o chamado Acordo Ortográfico. Compreensível, não acham? É que, por exemplo, Obiang queria escrever já em escrita acordista “A partir de agora, ninguém para a Guiné Equatorial!”. Mas alguém lhe terá explicado que em versão não acordista o que ele queria anunciar se escreve “A partir de agora, ninguém pára a Guiné Equatorial!”. Uma mera questão de um acento que muda. Ou será de um assento que, para Teodoro, não muda desde o longínquo ano de 1979? 
.

17.6.14

Muito obrigada



Ao Delito de Opinião, e em especial ao Rui Rocha, por o Brumas ser considerado o «blogue da semana». Dizer-se que, por aqui, se encontra «uma perspectiva lúcida de esquerda, sem concessões nem rodriguinhos» é o melhor elogio que me poderia ser feito.

Há anos que o Delito é uma paragem diária obrigatória também para mim, estando o Rui e alguns dos seus colegas entre os bloggers que leio sempre e que mais aprecio. 
.

11.4.14

Sete anos tem o «Brumas»



... e eu também sete, não de pastor mas de blogger.

Ao longo deste tempo, já bem longo, muitas coisas aconteceram, o mundo mudou e eu também. Fui deixando aqui um pedaço da minha vida, das minhas inquietações, de grandes viagens por esse mundo fora, que me encheram a alma e me ajudaram a ver tudo com maior distância. E este é o 7 865º post que publico – parece mentira mas não é!

Agradecimentos a todos os que por aqui passaram, redobrados se continuarem a passar.

La nave va!

6.1.14

«Ganhem Vergonha»



Foi um telefonema de um amigo que me alertou para a publicação, em El País, de um artigo que me tinha escapado – El Robin Hood del becario –, bem revelador do estado de uma parte do mercado de trabalho em Portugal. Vamos dando que falar também «lá fora» e nem sempre pelas melhores razões.

Francisco Ferreira, 30 anos, licenciado em Comunicação e Publicidade, desempregado, como tantos outros treinado no despiste de anúncios de emprego, decidiu criar um blogue – Ganhem Vergonha – onde denuncia anúncios ilegais de trabalho, nomeadamente aqueles que falam de «estágios» para mascarar salários indignos ou mesmo ausência pura e simples de remuneração. Mais: identifica e denuncia as empresas que propõem esse tipo de postos de trabalho, mas afirma que só divulga os casos que pode comprovar. Pede também que lhe sejam enviados testemunhos com experiências semelhantes e tem recebido muitos.

Vale a pena dar uma vista de olhos por esta «Plataforma de denúncia de empregadores sem vergonha» e pela respectiva página do Facebook. Não encontraremos nada que não seja já conhecido, mas é sempre bom sublinhar o esforço de quem se empenha em divulgar, preto no branco, esta triste realidade. 
.

18.6.13

Ubiquidades blogosféricas



A partir de hoje, para além de estar no «Brumas» que continua o seu caminho, morarei também no 5 Dias, hoje amplamente alargado com a entrada de 20 novos bloggers

Alex Matos Gomes, Alexandre de Sousa Carvalho, André Pestana, António Mariano, Felipe Abranches Demier, Frederico Aleixo, Gui, Joana Lopes, João Vilela, Lucia Gomes, Luhuna Carvalho, Luis Miguel Rainha, Paula Gil, Mário Machaqueiro, Nuno Bio, Paula Cristina Marques, Paula Godinho, Otávio Raposo, Rita Veloso.
.

12.4.13

Aviso à Navegação



Ali em cima à direita, na Barra Lateral, continuam duas secções, que são atualizadas diariamente, com textos que «repesco» de algumas das minhas leituras, blogosféricas e não só. Não sei se são utilizadas, mas continuarão. 
.

11.4.13

Seis anos a blogar



Dizem os registos que o «Brumas» nasceu em 11 de Abril de 2007, este é o 6 498º post que publico (parece mentira, mas não é) e foi alimentado não só a partir de Lisboa, mas também de mais de 30 países por onde fui viajando.

Como o povo é quem mais ordena, continuará activo enquanto a clientela quiser – e parece que quer já que o número de visitas quase duplicou durante o último ano.

Se fizerem o favor de continuar a passar por aqui, a gerência agradece. 
.

18.3.13

Custe o que custar!



«Restasse um pingo de bom senso, sobrasse uma réstia de vergonha, tivesse ainda o mínimo de respeito pelos cidadãos e Vítor Gaspar não hesitaria um segundo: após a conferência de imprensa de sexta-feira, dirigia-se a São Bento e entregaria a sua carta de demissão ao primeiro-ministro.»
Pedro Marques Lopes

Hoje, foi assim:




Este post será partilhado na página Demissão do Facebook.
 .

15.3.13

Demissão já, se possível ainda hoje



Muitas palavras para quê? O triste espectáculo a que assistimos em directo esta manhã a partir da Assembleia da República, ou de que fomos tendo notícias ao longo de todo o dia, só podem levar-nos a exigir que este governo se vá embora o mais depressa possível, por manifesta incompetência para gerir o que quer que seja.

Mesmo que não se saiba qual é a melhor cura para um determinado mal, não se insiste em continuar a dar um medicamento a um doente quando se sabe que, garantidamente, este só está a contribuir para piorar, com gravidade, o seu estado de saúde.

Estes números, divulgados hoje no Expresso online, falam por si.



Este texto será partilhado na página Demissão do Facebook, onde se apela a que outros surjam e os leitores cliquem. Desde já deixo esse desafio ao Miguel Cardina, ao Poke, ao Francisco da Silva, ao Renato Teixeira e à Paula Cabeçadas
.

21.1.13

Concurso de Blogues 2012 - Final



O Brumas é um dos cinco blogues que passaram à final, na categoria «Actualidade Política – Blogue Individual». Cada «eleitor» pode votar AQUI, uma vez em cada 24 horas (entre hoje e 26 de Janeiro).

Quando as coisas verdadeiramente importantes não vão bem, ocupemo-nos um pouco das outras... 
.