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14.5.17

Só falta o Avé de Fátima



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13.5.17

O circo mediático em Fátima



Este texto de Paulo Mendes Pinto, no Público de hoje, fica aqui na íntegra.

«São difíceis os tempos que vivemos hoje em dia na incapacidade de distinguir as naturezas das coisas. Facilmente informação se transforma em espectáculo, não apenas por ser diversão, mas por trazer a mais ridícula e degradante subversão da ideia de conhecimento para dentro da função de informação que certos canais deveriam, em meu entender, ter.

Por estes dias estou com a SIC em Fátima. Fui convidado para fazer parte de um painel de “comentadores” entre os quais se encontram sacerdotes, Frei Fernando Ventura, o Pe José Luís Borga e o Pe. José Maria Brito, a teóloga Teresa Toldy, e o jornalista António Marujo. Isto é, estou enquadrado por um grupo de gente que conhece o fenómeno religioso e o questiona, seja pelo lado da crença, ou não.

O santuário instalou uma grande estrutura, um plateau, onde quatro canais televisivos instalaram os seus estúdios com o próprio santuário como fundo. É desse local, com uma vista impressionante, que somos entrevistados, que damos a nossa opinião, que questionamos e reflectimos, tentando dar algo de significativo ao telespectador.

Mas o circo mediático, na sua azáfama e procura do mais especial para transmitir, subverte a natureza do próprio evento. Esse plateau, instalado no extremo oposto ao altar onde tudo se vai passar, passou a ser uma segunda fonte de atracção, rivalizando, para muitas centenas de supostos peregrinos, com a imagem da Virgem Maria.

Ao nosso lado, noutros dos estúdios vizinhos, figuras mediáticas, em nada detentoras de interesse algum em termos religiosos ou de conhecimento, funcionam como imanes e a multidão aproxima-se, assenta arraiais para ver, de costa um Goucha um Marco Paulo ou uma Fátima Lopes.

Grita-se pelo Manuel Goucha e mandam-se beijinhos. Ele vira-se para trás e corresponde simpaticamente. Marco Paulo chega a cantar com o público, já muito longe de serem peregrinos. Fátima Lopes é ovacionada quando entre no plateau – grita-se “tu és linda!”

Sem palavras, assisto a este circo. Muito se poderia dizer da fraca cultura da nossa população. Muito se poderia dizer sobre este povo que vai a Fátima mas vira costas ao santuário quando vislumbra uma estrela televisiva.

Mas muito mais se poderia dizer sobre as estações que decidiram seguir este modelo. Muito mais se poderia dizer sobre estas máquinas de fazer audiências que conteúdo nenhum apresentam para melhorar o nosso mundo, a não ser, possivelmente, chorudas contas bancárias.

Não falo como crente, porque o não sou, mas falo como indignado em relação ao aproveitamento mediático em que os crentes são apanhados, usando-se das fragilidades sociais e culturais como ferramenta para inebriar e afastar os peregrinos daquilo que era o seu foco: a peregrinação, a crença em Senhora de Fátima.

É difícil fazer concorrência a isto; é difícil fazer concorrência a este estado de coisas. Contudo, fico contente por estar no estúdio ao lado, da SIC. Custa-me muito ver isto. A náusea é grande.»

(Quem é Paulo Mendes Pinto?)
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O papa falou e…?



Para os que esperavam que Francisco enviasse uma mensagem aberta ao mundo, ela não existiu – de todo. (Estranhamente, até eu o digo…) O texto: do que disse pode ser lido aqui.

Por curiosidade, fui à procura do discurso equvialente de Paulo VI, há 50 anos. Alguma comparação?
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Fátima, contextos e história(s) (I)



«No debate sobre a natureza e o significado da "mensagem de Fátima" há quem tenha convicções (ia dizer "fé") muito claras. Para muitos outros católicos, contudo, Fátima está muito para lá da literalidade dos seus três "segredos". É provável. O que não se pode, contudo, é pretender que os documentos sobre os quais se sustenta a "mensagem" não têm valor intrinsecamente histórico e material e, por isso, não devam ser sujeitos à análise contextual. Sobretudo porque desde a narrativa dos pastorinhos em 1917, centrada na oração para conseguir o fim da guerra, até à cristalização dos três "segredos de Fátima", em 1941 e 1944, não só mediaram 24 anos como se desenvolveu um processo de apropriação eclesiástica e de reciclagem narrativa que permitiu transformar Fátima, "a mais profética das aparições modernas" segundo o cardeal Tarcisio Bertone, numa arma política de que a Igreja nunca prescindiu até, pelo menos, o fim do papado de João Paulo II.

Em maio de 1917, Portugal estava em guerra havia um ano. Desde 1914 enviara já milhares de soldados para África. Num contexto em que a pobreza extrema deixava uma grande parte dos portugueses no limiar da sobrevivência, o envio de soldados para África e a Flandres, o racionamento, agravaram a angústia social. Quando, na Cova da Iria, Lúcia de Jesus dos Santos, dez anos, juntamente com dois primos seus, diz ter visto a Virgem, não faz mais do que reproduzir o que passara a caracterizar a religiosidade católica das décadas anteriores, cheia de aparições marianas, mais frequentes desde, precisamente, 1916 (ver estudos de David Luna de Carvalho). Quatro anos depois, Lúcia, com 14 anos, é internada num colégio. Entre 1925 e 1946 vive clausurada em conventos de Pontevedra e de Tui, na Galiza, onde, entre muros, passa a Guerra de Espanha (1936-39). Os seus primos Jacinta e Francisco haviam morrido três anos antes. Ela é a única sobrevivente das "aparições". É aí que, “em ato de obediência" a "sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e a Vossa e minha Santíssima Mãe”, Lúcia descreve em 1941 "o segredo" de Fátima, que "consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar."

No relato que faz das "aparições", a Virgem teria feito com que os três primos começassem por "[ver] o inferno", afinal o primeiro "segredo", na sequência do qual a Virgem lhes teria dito que, "se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz (...) mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior." Vejamos: a II Guerra Mundial começara dois anos antes, e Lúcia presume, portanto, que a Virgem dela a teria avisado em 1917. (…)

O "2º segredo" seria, nas palavras da Virgem, o do surgimento de um "grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração . (…)

Referências à Rússia e ao comunismo haviam sido introduzidas já a partir de 1935 nas Memórias da Irmã Lúcia. A Guerra de Espanha havia consagrado uma associação permanente entre Fátima e anticomunismo, mas a novidade na redação do "2º segredo" é o facto de o Bispo de Leiria lha ter pedido a 26 de julho de 1941, rigorosamente ao fim de um mês da invasão nazi da União Soviética.

Da mesma forma, o "3.º segredo" parece produto claro da perceção do mundo que Lúcia tem em 1944, no momento em que o descreveu.»

12.5.17

Fátima – hoje e há 50 anos



É estranho ou talvez não. Não liguei nenhuma às visitas de João Paulo II e de Bento XVI, mas a de hoje mexe comigo e não necessariamente para grandes entusiasmos. Hoje festeja-se um centenário e, exactamente há 50 anos, estive em Fátima para concretizar uma acção mais ou menos clandestina contra o salazarismo, junto de um papa – Paulo VI – que não alimentava menos esperanças de progressismo para o mundo do que Francisco, ainda na senda do Vaticano II (pouco depois, vieram as grandes desilusões, é verdade).

Não desejo tirar emoção nem esperanças a ninguém, apesar do entusiasmo alimentado pela parafernália de marketing salvífico e anestesiante dos nossos meios de comunicação, mas enfim… Para se entender de que falo, remeto para um texto que em tempos publiquei. 
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Deve ser isto um estado laico



Acabo de passar por uma escola 100% católica em aparente pleno funcionamento e, a meia dúzia de metros, por uma outra, pública, fechadíssima a cadeado. 
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11.5.17

Fátima, Futebol, Festival



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Greves e tolerâncias



Amanhã, estarei atenta para ver se as estações de TV percorrem hospitais para que os utentes se queixem dos inconvenientes que a tolerância de ponto lhes traz, como o têm feito, desde ontem, a propósito da greve dos médicos.
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Talent de rien faire?



«O infante dom Henrique tinha por lema "talent de bien faire".
As embaixadas e consulados portugueses no estrangeiro vão estar encerradas, por "tolerância de ponto", no dia em que o papa vai a Fátima? O pessoal vai a Fátima, é? Estão a gozar connosco, lá nas Necessidades?
"Talent de rien faire?" Depois queixem-se sobre a imagem que as representações portuguesas no estrangeiro projetam...»

Francisco Seixas da Costa, embaixador, no Facebook. 
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9.5.17

A laicidade pula e avança



Programação do principal canal de uma TV pública, numa República laica perto de si (RTP1, 08.05.2017) 
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5.5.17

O da Joana



«Um terço gigante, da autoria de Joana Vasconcelos, foi inaugurado esta semana à entrada da Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. Tenho a opinião de que Portugal só fica realmente completo quando a Joana Vasconcelos fizer uma padaria portuguesa gigante.

Acho uma ideia parva. Segundo ouvi dizer, Nossa Senhora tinha previsto aparecer outra vez em Fátima para festejar os 100 anos, mas puseram um terço gigante no local da aterragem.(…)

A Joana Vasconcelos tornou-se a artista do regime, ainda que a frase pareça uma contradição. Mas desta vez temos um problema mais complicado porque, após ser conhecida a instalação, de seu nome "Suspensão", começaram a circular, nas redes sociais, fotografias de um terço igual ao que foi erguido entre duas palmeiras em 2013, em Vila Velha, no estado de Espírito Santo, aquando da visita de João Paulo II ao Brasil. Aleluia! Isto foi o Milagre da multiplicação!!!

Joana Vasconcelos já se justiçou e diz que o terço brasileiro "não tem nada a ver" com o de Fátima. E a justificação, de que não têm nada a ver um com o outro, é, e cito: "Aquilo é um terço pequenérrimo feito de esferovite." Fazendo uma comparação, o terço brasileiro tem 19 metros de comprimento e cerca de 60 contas, o da Joana tem 26 metros e 60 contas brancas. Ou seja, nunca se ponham nus em frente à Joana Vasconcelos. (…)

O bom disto é ver que Fátima comprou gato pôr lebre. A Joana Vasconcelos arranjou uma fraude para comemorar os cem anos das aparições. Finalmente, fez-se justiça.»

João Quadros
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Fátima em lenços de assoar



Depois do sucesso com os rolos de papel higiénico multicolores, a Renova abriu outra linha de negócio. Sucesso garantido, até a OLX já vende via internet.
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2.5.17

E Fátima lá terá o mamarracho Vasconcelos



Terço de Joana Vasconcelos vai iluminar peregrinos a 12 de maio.

E o disparate não paga impostos – é pena!

«Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima, precisa numa nota explicativa que a peça, com a “típica escala monumental” das obras da artista portuguesa, “lembra o pedido da Virgem Maria, de que se reze o terço com um propósito muito claro: o de alcançar a paz para o mundo”.»
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29.4.17

«Expresso» - Se são ignorantes, por que não mudam de ofício?


Expresso, 29.04.2017


- Claro que Salazar se encontrou com Paulo VI em Monte Real e até esteve em Fátima.

- Paulo VI veio a Fátima em 1967 e só recebeu os representantes dos movimentos de libertação das colónias três anos mais tarde, em 1970! Estava furioso com o papa, sim, mas porque nunca lhe perdoou que ele tivesse ido a Bombaim, em 1964, por causa da invasão de Goa, que se deu em 1961.

Sem o mínimo de pachorra para tanta incompetência! Se são ignorantes e preguiçosos, por que é que não mudam de ofício? 
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28.4.17

Há 50 anos: Salazar e a primeira vinda de um papa a Fátima



No dia em que o nosso insigne ditador completaria 128 anitos, recordo como foi nulo o entusiasmo com que encarou a visita de Paulo VI a Fátima por ocasião do 50º aniversário das alegadas «aparições» e retomo excertos de um texto retirado do meu livro Entre as brumas da memória – Os católicos portugueses e a ditadura, Âmbar, 2007:

Na segunda metade do ano de 1966, começou a ser ventilada a hipótese de Paulo VI se deslocar a Fátima por ocasião do cinquentenário das aparições, em 13 de Maio de 1967.

Em Novembro de 1966, a Conferência Episcopal dirigiu- lhe um convite formal nesse sentido, mas só em 1 de Maio de 1967 é que foi oficiosamente comunicada a decisão definitiva à embaixada de Portugal no Vaticano. Viria a ser oficialmente confirmada pelo próprio Papa, dois dias depois, na Basílica de S. Pedro.

De Novembro a Maio, subsistiu a dúvida e a posição de Salazar foi clara: «Não devemos dar um único passo ou ter um gesto que o Papa possa interpretar como significando interesse da nossa parte em que venha a Fátima.» (1) O ressentimento [devido à ida do Papa a Bombaim, em 1964, considerada como uma afronta depois da anexação de Goa pela União Indiana] não tinha passado. Mas quando a decisão foi conhecida, o governo afirmou que, «seguro de interpretar os sentimentos profundos de todos os portugueses, quer nesta ocasião expressar a honra e o júbilo da Nação Fidelíssima perante este acontecimento da maior relevância histórica» (2). (…)

Aproximava-se o dia 13 de Maio. Soube-se que o Vaticano tinha «despolitizado» a viagem: o Papa não viria a Lisboa (o avião papal aterraria em Monte Real), não condecoraria ninguém (em Bombaim, o presidente da União Indiana tinha recebido a mais alta condecoração concedida pelo Vaticano a não cristãos), não seria hóspede do governo mas sim do bispo de Leiria.

Sabe-se agora que, cerca de uma semana antes da viagem, o governo recebeu uma informação da Embaixada de Portugal em Madrid, segundo a qual se preparavam atentados contra personalidades portuguesas de vulto e contra o próprio Papa. De Nova York, terá vindo uma outra notícia dizendo que um grupo de oficiais estava a organizar um golpe de estado contra Salazar. Estes boatos obrigaram a um reforço das medidas de segurança em Fátima, impedindo, por exemplo, que Paulo VI fizesse alguns percursos a pé, como inicialmente previsto. (…)

Nos bastidores do poder, passaram-se episódios que só muito mais tarde viemos a conhecer. Com a aversão que tinha a Paulo VI e com a sua proverbial misantropia, Salazar ficou furioso quando soube, na véspera das comemorações e já em Monte Real, que o Papa queria que a irmã Lúcia estivesse presente, porque considerou tratar-se de um acto puramente demagógico. Ameaçou mesmo regressar imediatamente a Lisboa, mas acabou por ficar – no Hotel de Monte Real, onde a estadia, com meia pensão, custou 220$00…

Para Franco Nogueira, «foi um dia de grande emoção popular, de grande espectáculo, de grande política para a ala conservadora da Igreja.» (3)

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(1) Franco Nogueira, Salazar, Vol. VI – O Último Combate (1964 – 1970), 3ª edição, Civilização, Coimbra, 2000, p. 275.
(2) Idem, ibidem, p. 278.
(3) Franco Nogueira, Um político confessa-se – Diário (1960-1968), Civilização, Porto, 1986, p. 236. 
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Um Estado laico-intolerante



«Eu estava convencido de que o Estado era laico. Afinal, é laico-intolerante. Esta mania de o nosso PM estar de bem com Deus e o Diabo ainda vai dar mau resultado.

Faz-me muita confusão ver tolerância de ponto por causa da visita do Papa. Quando veio cá o Dalai Lama, ninguém lhe ligou nenhuma. Nem o governo anterior decretou tolerância de ponto quando veio cá a Angela Merkel e sabemos que, para eles, a palavra dela é sagrada e que a austeridade era uma religião para aquela gente. (…)

Ainda sou do tempo (Cavaco) que a visita do Papa, além de tolerância de ponto, dava perdão das multas de trânsito. Isso é que era! O que eu gostava mesmo é que o Papa ainda fizesse aquele milagre de tirar multas de trânsito quando vinha a Portugal. Era espectacular. Fosse pecador, ou não, lá iam várias multas de estacionamento para o inferno. Seis meses antes da visita do Papa, eu estacionava em cima de estátuas porque já sabia que aquilo ia ser tudo desculpado graças a um senhor que vivia num bairro chique em Roma. (…)

Vivemos num Estado laico em que, no Prós e Contras, na televisão pública, vão padres debater o casamento homossexual, o aborto e a eutanásia e onde um ex-Presidente da República atribuía o sucesso nas reuniões com a troika a Nossa Senhora. Temos uma TV de um Estado laico que anuncia, com ar sério, a canonização de pastorinhos. Eu sou grande apreciador de ficção científica, mas fora dos noticiários.»

João Quadros
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26.4.17

Papa com tolerância de ponto




Mas, PORQUÊ? Temem-se engarrafamentos em Miranda do Douro e em Loulé? Os funcionários públicos, que irão a Fátima, não podem gastar um dia de férias? É para poderem ver tudo na TV, assim que acordarem, quando o papa só chega a Monte Real pelas 16:00?

Enfim… tudo como dantes.
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22.4.17

Mostrem isto ao papa



… quando ele estiver a fazer a viagem para Fátima e perguntem-lhe o que pensa deste espectáculo. Tem sempre respostas tão politicamente correctas que gostava de saber o que diria neste caso.
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21.4.17

Fátima - «Visões Imaginativas»



Espero, ou gostaria de esperar, que a comunicação social e os responsáveis políticos, presidente da República incluído, passassem a falar das «VISÕES» de Fátima ou, pelo menos (vá lá, sou condescendente...), das «ALEGADAS» Aparições em Fátima.


«Delegado pontifício da Cultura no Vaticano diz que é o momento de se falar com a “linguagem exacta” sobre o que se passou há 100 anos na Cova da Iria: foram visões místicas, não aparições.» 
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