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17.11.19

Grande jornalismo!



Só contra os «protestantes»? Se forem budistas ou católicos safam-se?
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17.8.19

As graçolas da imprensa que temos



Ainda há quem se queixe do populismo nas redes sociais, mas nos órgãos de comunicação social clássicos é o que temos. 
(A segunda imagem é do Expresso, da autoria do seu director adjunto.)
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14.7.19

O Expresso, esse semanário de referência



Enviei ao Expresso a seguinte mensagem:

Exmos. Senhores,

Gosto de Palavras Cruzadas e faço as do vosso jornal desde que este existe. Quando peguei nas publicadas ontem, 13.07.2019, percebi que o paradigma tinha mudado: de simples passatempo, tinha-se passado para uma plataforma em que se permite um graçola de mau gosto sobre uma classe profissional, logo na primeira linha: 1.ENSINAM QUANDO NÃO ESTÃO EM GREVE. (Resposta certa: PROFESSORES.)
Como assinante do vosso jornal, não quero deixar de contribuir para esta vossa nova fase e proponho que, na próxima semana, incluam o seguinte: 1.SEMANÁRIO COM 46 ANOS, QUE JÁ TEVE RESPEITO PELOS SEUS LEITORES. (Resposta certa:?)

Cumprimentos
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17.6.19

«Correio da Manhã», esse arauto das verdades



«O Correio da Manhã diz que tenho um gabinete no Banco de Portugal ao lado do de Constâncio. Era giro se não fosse mentira

Afirma o Correio da Manhã, com pompa, que tenho um gabinete no Banco de Portugal ao lado do de Constâncio. O único problema é que é mentira. Não tenho nenhum gabinete no Banco de Portugal.

Sou membro do Conselho Consultivo do Banco, o que implica participar duas vezes por ano numa reunião para discutir as contas da instituição. Não recebo um cêntimo por isso. Não tenho gabinete. Não tenho acesso a serviços do Banco.

O Correio da Manhã decidiu inventar. Podia ter investigado, perguntado ao Banco, podia ter-me perguntado. Mas isso implicava publicar a verdade e não uma mentira, e uma mentira é sempre mais apetitosa.

Da próxima vez, sugiro ao diretor do Correio da Manhã que invente melhor: porque não um gabinete com suite, um motorista, um BMW e uma casa de férias paga pelo Banco?»

Francisco Louçã no Facebook
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16.2.19

João Miguel Tavares, essa sumidade



Esta sumidade, escolhida por Marcelo para presidir às festas do 10 de Junho, quer fazer de nós parvos. Dizer que um dos filhos descobriu a expressão «Berloque de Esquerda» para falar do BE, quando ela tem barbas brancas, é o mesmo que eu afirmar que tenho um neto genial que inventou ontem «Geringonça» para caracterizar a actual maioria parlamentar. Haja pachorra!
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30.1.19

Desabafo de assinante de jornais



Actualmente, assino online dois jornais portugueses: o Diário de Notícias e o Expresso. E tenho duas histórias para contar:

1 – No dia 07.10.2018, critiquei, no Facebook e na caixa de comentários do jornal, o que considerei ser mau gosto reflectido na escolha da imagem para a capa do exemplar desse dia. Horas depois, com espanto e com gosto, recebi um mail do director do jornal em questão, onde me dizia que gostava de falar comigo e pedindo-me o meu número de telefone. Enviei-lho e… silêncio até hoje.

2 – No dia 19.01.2019, o Expresso começou a distribuir uma colecção de livros sobre Gandhi, que gostava de dar aos meus netos (em papel, obviamente, e não em versão online, nem sequer partilhável). Perguntei, para quatro endereços electrónicos diferentes do jornal, o que tinham a dizer-me sobre o tema. Recebi dois minutos depois uma resposta de um jornalista do semanário, bem conhecido e director nem sei de quê, na qual me dizia que ia «ver como se pode tratar e resolver essa situação». E… silêncio até hoje.

Nenhum dos dois me conhece. Se eu fosse «importante» para qualquer deles, é óbvio que o comportamento tinha sido outro. Alguma dúvida? Mas pergunto: querem manter assim leitores e assinantes fiéis? Ou só desejam cliques em links e uns euros por mês? Continuem a usar vinagre, mas não se queixem depois se não apanharem moscas.
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26.1.19

João Miguel Tavares



Quando num semanário como o Expresso, que se diz de referência, se lê isto, julgo que estamos conversados quanto ao que nos espera em tempos «popularuchos» que se avizinham.
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13.1.19

O «Público» esgotou hoje?



Dizem-me que sim, em muitos locais onde habitualmente se acumula. Adivinhem porquê. Nobre povo, aos pés de Cristina.
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O Estado Novo era de direita?



Não ponho aqui o link, mas o texto é todo ele fantasmagórico.
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12.1.19

No jornalismo o mais importante é a informação



José Pacheco Pereira no Público de hoje:

«Um dos problemas do jornalismo contemporâneo português é a sua pouca atenção à informação e a sua substituição pela opinião. A opinião é um elemento importante do tecido democrático que estende pelo espaço público o debate, mas não substitui a informação, o velho programa do jornalismo de “quem, o quê, quando, onde, porquê e como”. Ora o que se está a passar é uma contínua degradação da informação e, pior do que isso, da “vontade de informar”, em detrimento de uma informação opinativa, uma forma de “narrativa” que envolve subjectivamente o seu autor naquilo que relata, e o prende a uma sucessão de opiniões e a uma escassez ou deturpação de informações.

Já tenho várias vezes denunciado esse processo que se tem acentuado à medida que as redacções se tornam mais desertificadas, mais hierarquizadas e mais feudalizadas. E é um processo mais grave na imprensa de referência. Quem cobre um partido, ou uma área da cultura, ou do espectáculo, ou uma manifestação de rua, é hoje pouco mais do que um jornalista ou dois, e muito menos uma equipa, mesmo nos grandes jornais. Esse(s) jornalista(s) é (são) “especializado(s)” num assunto, o que em si é positivo, mas detêm o controlo da “narrativa” sobre esse assunto, o que é mau. Isto soma-se ao efeito do “jornalismo de rebanho” que isola as opiniões solitárias e tende a uniformizar o produto final, e a diminuir o pluralismo.

São eles também que falam com as “fontes”, muitas delas abusivamente anónimas, e com todos os problemas que essa relação tem, havendo quase sempre uma espécie de tradoff entre jornalista e "fonte". E não adianta rasgar as vestes porque toda a gente sabe que é assim, a que acresce a relação muito menos transparente com as agências de comunicação. Ainda me estão por explicar por que razão quando uma empresa, um escritório de advogados, uma consultora, paga a uma agência de comunicação consegue “colocar” as sua notícias e quem não tem ou não paga o serviço, não consegue publicar nada, independentemente do seu valor informativo. Os casos mais evidentes são as páginas especializadas, por exemplo, do jornalismo económico.

Existe jornalismo tendencioso por simpatia política, mas nem sequer é disso que estou a falar, embora o produto final possa caber nessa categoria. Um exemplo, do falhanço de informação, que neste caso não cumpriu a obrigação de informar, foi o completo desconhecimento na campanha eleitoral brasileira para as presidenciais em Portugal, de que havia uma forte simpatia a favor de Bolsonaro, que depois se revelou nas urnas. Os nossos jornais dedicaram muito mais atenção ao PT, nem sequer se interessando por um fenómeno também nacional.

Mas voltando à feudalização crescente nos jornais - o jornalista A “manda” no que se publica sobre a Europa, o B sobre a crítica de livros, o C sobre o PS, etc. - e condiciona a “narrativa” sobre essa matéria, e nesse caso acaba por ser envolvido no que escreve. Se diz que um autor ou um artista são muito bons, muito dificilmente dirá que são maus, mesmo que as suas obras futuras sejam de inferior qualidade. O mesmo se passa com a apreciação das pessoas em que factores de simpatia ou antipatia são inevitáveis e acabam por condicionar a “narrativa”.

O que acontece é que se algum facto ou actuação colocar em causa a apreciação jornalística, quem fica em causa é também o jornalista, porque algures cometeu um erro de julgamento ou de apreciação, ou porque se envolveu tanto com uma opinião pessoal ou de grupo, que não pode, consegue ou deseja sair desse casulo em que se meteu. E é por isso que as “narrativas” não mudam, porque há uma resistência psicológica à mudança, quando ela põe em causa todo um perfil, toda uma série de apreciações, toda uma sucessão de opiniões. É por isso quando alguém é bom, ou esperto, ou hábil, ou responsável, fica sempre assim, porque não são os factos que mandam, mas o julgamento opinativo do jornalista. E quem é mau, ignorante, desleixado, incompetente, fica também sempre assim, pelas mesmas razões.

Com a solidificação da “narrativa”, os factos deixam de contar porque ou são híper-valorizados para acentuar uma opinião, ou são ignorados se se tornam “factos incómodos”, porque colocam em causa a apreciação que o jornalista tem feito, nalguns casos de há muito tempo para cá. Não é difícil fazer uma lista de amizades, ódios, gostos e desgostos, em que se percebe bem demais a simpatia ou a antipatia em todas as áreas do jornalismo. Com a escassez de pessoas e o pouco trabalho de equipa, a feudalização e o mandarinato, os jornais são sucessões de opiniões com muito pouca informação por trás. No caso dos jornalistas individuais, isto pode ser psicologicamente compreensível, mas é mau jornalismo.»
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8.1.19

Não é Papa, é Pepa!



Francisco intercedeu pela vitória do Tondela? Parece que não: alguém confundiu Papa com Pepa, o treinador do clube em questão. Queridos jornais!
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21.12.18

Público 2019



No Editorial de hoje, são anunciadas algumas novidades para o ano que em breve começa, entre as quais a seguinte:

«Queremos diversificar a oferta de opinião relevante com novos colunistas. António Barreto, Luis Aguiar-Conraria, Nuno Severiano Teixeira, Paula Teixeira da Cruz e Vasco Pulido Valente passarão a escrever no Público a partir de Janeiro próximo.»

Diversificar? Com estes nomes? Em bom português: é preciso ter lata!
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7.10.18

«Diário de Notícias» – do bom gosto



Isto é a capa de hoje. E querem convencer-me de que agora é que o DN está óptimo, que é o tal jornal de referência.
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2.10.18

Da série «grandes títulos»



Que ninguém se assuste, Portugal não vai acabar: não há exércitos espanhóis nas fronteiras, nem qualquer ameaça de Trump contra a Geringonça!
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«Público», um novo jornal humorístico



Nada tenho contra o facto de o Público se tornar um jornal humorístico, mas este destaque de um texto de Rangel sobre a Roménia e a Eslováquia merece uma comenda. Alô, Belém, não há por aí alguma medalha?
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28.9.18

O populismo jornalístico



«São demasiado optimistas as manifestações públicas de regozijo por Portugal permanecer até agora impermeável ao populismo. Há um ambiente populista na nossa sociedade, alimentado e amplificado pelos actuais dispositivos desenvolvidos pelos media televisivos, radiofónicos e, cada vez mais, também pela imprensa escrita (um populismo onde os políticos se sentem investidos na condição de jornalistas e os jornalistas assumem a condição de políticos). Há um clima deletério que os media atiçam sempre que há uma ocasião favorável, recorrendo à teatralização e à dramatização que solicitam os afectos e criam clivagens irracionais, pessoalizações passionais, dilatações demagógicas. O último pico de calor neste ambiente de populismo difuso foi a substituição da Procuradora Geral de República, Joana Marques Vidal. Como pudemos verificar, o resultado do processo, como é próprio do populismo, acaba por ser a despolitização — a despolitização generalizada da matéria política. Quem tomar atenção aos pequenos e grande sinais, com olhar de analista, descobre facilmente que a escrita jornalística, mesmo nos jornais que gostam de se reclamar como “de referência” (algo hoje tão inexistente como o unicórnio), se inclina cada vez mais — num gesto que se vai naturalizando e tornando-se mimético — perante este ambiente, induzindo uma audiência e afastando progressivamente o público mais exigente. Experimentemos olhar para três títulos de artigos recentes: “Oh Joana, pensar que estivemos tão perto” (Pedro Candeias, Expresso), “Aprende, Joana: em Portugal quem manda é o PS” (João Miguel Tavares, PÚBLICO), “Joana e Lucília” (editorial do PÚBLICO, por Ana Sá Lopes,). Quem é esta Joana, nomeada com a mesma familiaridade (pelo menos nos dois primeiros artigos, o de Ana Sá Lopes é, quanto a este aspecto, de mais baixa intensidade) com que se nomeia a colega de turma? É a PGR. De repente, passa-se da função-PGR para a pessoa que a exerce, na sua identidade civil. Ou seja, passa-se da entidade pública para a pessoa privada. O jornalista expõe a pessoa enquanto tal, na sua nudez, como se tivesse a prerrogativa da objectivação e do tu cá, tu lá, criando uma proximidade artificial e arrogante que, na sua lógica extrema, vai dar ao “oh palhaço!” da invectiva popular. Se verificarmos com atenção, este tipo de títulos está hoje disseminado na nossa imprensa, mesmo quando depois nem correspondem ao tom mais sóbrio dos artigos. Mas não são apenas os títulos “sexy” que caracterizam este regime populista da escrita jornalística. Para fazer subir a temperatura populista, esta escrita jornalística recorre ao artifício da teatralidade, da tirada lúdica ou humorística: o jornalista ocupa o lugar da “vox doxa”, faz falar uma improvável “sociedade civil”. Tudo isto é servido por uma linguagem simples, por um vocabulário e uma sintaxe que são a forma necessária e consubstancial dos conteúdos simples, das ideias elementares. O editorialismo difuso e primário deste “building journalism”, que é um jornalismo sentado (aquele a que pertence hoje toda oligarquia instalada nos jornais), contaminou a escrita jornalística. E é fácil perceber que esta escrita se empenha, consciente ou inconscientemente, em imitar o modelo retórico e teatral das redes. Não se trata, aqui, de demonizar as redes. Mas a escrita jornalística (compreendo, com esta designação, também as secções de opinião) deveria ser outra coisa diferente. Não deveria, sobretudo, contribuir para as ondas de gritaria, tagarelice e teatralização enfática que emergem constantemente no espaço público. Essa escrita está destinada a falar apenas para o público que ela cria. É suicidária.»

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18.9.18

E se Trump diz alto o que muitos pensam calados?



«O mundo é um lugar mais estranho, mais perigoso e mais complexo visto de um congresso de jornalistas em Austin, no Texas - onde estou por estes dias. Sobretudo na semana em que Bob Woodward editou o livro sobre a administração Trump, um relato da loucura que se vive na Casa Branca a que o autor chamou, sem pejo, Fear, Medo. E na ressaca da publicação pelo The New York Times do artigo anónimo de dentro da própria administração, em que o funcionário que o escreveu relatava um "estado de sítio".

Estes dois episódios são os mais recentes na guerra em que os media e Donald Trump entraram. Cada um dos lados tem usado as armas à disposição. Trump aproveitando algum descrédito do jornalismo e a fragilidade financeira das empresas de media desde que a concorrência de outras fontes de informação, como as plataformas e redes sociais, se tornou feroz. Os jornais amplificando todas as falhas, ridículos e exageros de uma figura caricatural e pouco ortodoxa. Os jornalistas estão acossados, os políticos e poderosos esfregam as mãos, o povo assiste na bancada.

Nunca se falou tanto em verdade num congresso de jornalistas. Dantes, não era preciso. Era a ordem natural das coisas. Os jornalistas perseguiam-na, os leitores acreditavam. Agora, com tantas versões da realidade a circular no inferno informativo, voltou a ser. "Sim, há uma verdade e uma mentira, sim, há factos e não, não há verdades alternativas, e uma notícia falsa, simplesmente não é notícia, é uma mentira", quase gritava Evan Smith, o fundador do Texas Tribune, um jornal online que só cobre política e políticas públicas e que apareceu para combater o que aqui se designa por deserto informativo - quando os grandes grupos abandonaram os pequenos mercados.

Fechados num hotel de Austin, no congresso da Online News Association, os jornalistas podem ter tendência a fazer aquilo que nas redações é um dos pecados capitais - olhar o mundo do seu ponto de vista. E o do público? Os cidadãos? Trump grita alto o que muitos pensam em surdina? E se tudo o que aqui, nos EUA, se vive tão à flor da pele seja o que se passa em todo o mundo de forma mais ou menos subterrânea?

A crise dos media é apenas um sintoma. Não é apenas a crise do jornalismo, é a crise da própria noção de democracia e do que os cidadãos querem fazer com ela, e nela. O jornalismo está a definhar, é certo - os dados da Pew mostram que há, hoje menos 23% dos jornalistas que havia há dez anos. Mas isso só acontece porque as pessoas, os consumidores e cidadãos, não valorizam o jornalismo - e não estão dispostas, por exemplo, a pagar por esse "serviço". Se quisessem escrutínio, como querem cervejas ao final da tarde num dia de calor, pagavam o escrutínio como pagam as cervejas. Se quisessem a verdade, e não mais uma versão do achismo, quanto mais escandaloso melhor, talvez estivessem dispostas a recusar o isco de cliques das notícias "mais ou menos" verdadeiras, mais ou menos ficcionais. O mesmo estudo do Instituto Pew mostra que 57% dos que veem notícias através das redes sociais esperam que sejam "altamente pouco rigorosas".

O jornalismo não está isento de culpas - por se ter distanciado do que as pessoas precisam, por se ter fechado em castelos de cristal, por ter estado mais perto do poder do que das pessoas, por não ter sido sempre rigoroso nem ter usado a integridade como o seu modelo de negócio. O que até é estranho, sendo que a vontade de ser jornalista envolve sempre uma missão altruísta, como dizia Dan Rather numa sessão: "Querer ser parte de algo maior do que só nós próprios, parte de alguma coisa que conta, que importa e se importa." Mas que ninguém tenha dúvidas. Como diz o The Washington Post, a democracia morre na escuridão. E é missão de todos iluminá-la.»

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17.8.18

Já nem os correctores de erros ortográficos usam!



Quando um jornalista mais do que encartado escreve, num texto do seu jornal, «DESFAZERIA o convite», algo vai pior do que talvez pensamos. 

(Daqui)
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