7.10.09

A maioria relativa é porreira, pá!

















É impressão minha ou a quase garantida ingovernabilidade do país no caso de o PS perder a maioria absoluta, que tanto serviu para atacar quem ousava pensar o contrário, deu lugar agora, nos projectos e nas palavras dos mesmos agentes, a um quase admirável mundo novo onde se prevê que tudo corra mais ou menos na perfeição?

Afinal o PS só dependerá dos outros para 18% do que há para aprovar na AR, as oposições vão comportar-se bem porque a isso serão obrigadas, Sócrates será maleável e dialogante. Vai trocar uns ministros, juntar alguns nomes apelativos, mais independentes ou mais militantes, ainda não se percebeu - mas isto vai.

O PSD anda às voltas com a escolha de um novo líder pela 50ª vez nos últimos trinta anos, o dr. Portas continua a rir-se, o BE e a CDU estão rigorosamente iguais a si próprios e uma certa esquerda ficou com a consciência tranquila porque lançou um apelo lancinante para um Compromisso, totalmente inútil, mas... «quand même».

Ainda não se percebe muito bem o que vai na cabeça do dr. Cavaco, mas asseguram-nos que as relações entre PR e PM serão melhores do que as que deus tem com os anjos.

É mais ou menos isto que temos vindo a ouvir nos últimos dias, não é? Ora bem...

3 comments:

que deus me acuda disse...

Tudo me pareceu bem, salvo o teu interesse pelo que vai na cabeça do Doutor Cavaco. A comunicação dele parece-me indiciar perturbação psicológica, mas não sou psiquiatra e, em qualquer caso, estou certa de que ele nunca consultará nenhum.

Joana Lopes disse...

Eu estou «curiosa» relativamente à evolução daquela cabeça, confesso.

José de Sousa disse...

Há quem goste de ver sismos, inundações, crianças famintas, corpos esquartejados, velhas imagens dos campos de extermínio. Enfim, horrores! Sentem-se bem assim e claro que é por não estarem lá, nem serem aquilo. Tu estás curiosa em relação à evolução daquela cabeça. Que raio! Procuras um novo horror! Felizmente que também não te diz respeito. Eu, apesar de todo o meu desamor pelo personagem, não quero saber disso para nada. Um pouco de caridade. Por favor, Joana. Que Deus o ajude! E a mim, também!