25.1.19

O Jamaica é um espelho do que Portugal não encara


... e, mais uma vez, Marcelo, PCP, certo PS e a direita estão juntos nisso.

«Dá vergonha o que o líder parlamentar do PS, partido no governo de Portugal, disse sobre os acontecimentos que começaram no Bairro da Jamaica. Marcelo, o presidente empático, foi só equívoco. O PCP emitiu um monólito institucional. E a direita, igual a si mesma. (…) 

Carlos César, líder parlamentar do PS, não achou melhor do que simplesmente voltar-se contra o Bloco, acusando-o de “acirrar ânimos”, de “perturbar a intervenção das forças da ordem, que têm por dever assegurar a tranquilidade pública”, condenando "veementemente as declarações que a esse propósito têm sido feitas”, por não contribuírem “para a tranquilidade e para o bom esclarecimento do que está em causa”. (…) 

E Marcelo, onde esteve o seu ombro amigo? “Não há, do ponto de vista da democracia, nada que seja excepcionalmente positivo em generalizar comportamentos isolados”, foi o comentário do presidente, segundo li. Que frase, hem? (…) 

Já o PCP declarou por escrito que “não alimentará a corrente dos que, a propósito de factos concretos e pontuais, agem para os generalizar” porque “seria animar um ambiente de insegurança e intranquilidade”. Mais: “Eventuais situações de recurso a violência não justificada, naturalmente condenável e que deve ser prevenida, não podem contribuir para desvalorizar a acção das forças de segurança e dos seus profissionais.” Uma daquelas reacções comunistas que não cairia mal ao CDS.» 

Alexandra Lucas Coelho, AQUI.
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1 comments:

esteves, ayres disse...

Antes do 25 de Abril de 1974, recordo-me como se fosse um hoje, era um jovem com cerca de 18 anos, nessa altura já trabalhava, quando fechava um dos cafés no Largo do Rato, por volta das 11 horas, ficávamos a conversar perto do estabelecimento em grupo de 3/4/5/6, muitas das vezes eramos abordados por polícias (2) (e até por agentes da PIDE /DGC), que não tinham formação alguma muitos deles vindos do norte e centro do País. Que nos diziam;" mais de três pessoas é considerado um "chumiço" portanto toca a “dispensar” porque se não vão todos presos"( a esquadra fica cerca de 300 metros dos cafés. Este a era o tipo de linguagem que havia nessa altura! Hoje as policias tem uma formação e, muitos deles(as) até formação acima da média. Era importante esclarecer que este tipo de atitudes por parte das policias, quem a determina as acções contra os cidadãos, são os seus superiores, aqui cabe a responsabilidade ao poder politica (aos governos), que hoje se apelidam de esquerda, com apoio das suas muletas PCP, BE e PAN/IRA, tutelado por Marcelo, não o fascista seu padrinho esse já morreu.
Gostava de dar a conhecer, este testemunho que retirei de um texto do jornal online o “Público”: “A minha tolerância é diferente, a minha atitude é diferente. Cresci aqui e sei como dar a volta às pessoas: falando. Quando estou com a minha farda não preciso de agir como se não tivesse farda. Muitos agem com a farda como se fossem heróis".