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24.9.17

Dica (635)




«Globalisation was supposed to bring widespread uniformity and benefit. But it hasn’t addressed old grievances.» 
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Entretanto na Alemanha




«Across Europe, social democratic parties are in crisis and on Sunday, the German SPD could slide to its worst result since World War II. (…)

Martin Schulz has made "social justice" the central issue of his campaign, but the working class, once the key constituency of social democracy, has been fragmented into a well-paid core workforce and a periphery of temporary workers who often do the same work for less money. Others are stuck in dead-end service jobs. Are social democratic parties still the parties of workers? Or is this just a distant memory to which educated, upwardly mobile public servants cling to? That, at least, is what the SPD factions in state parliaments and the Bundestag make it look like.» 
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Insistam que ele diz


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Anda demasiado nervosismo pelo ar



«Há um nervosismo no ar que só pode surpreender. O PSD, mesmo se não for medido pela bitola do Dr. Rangel às quintas-feiras, vai-se enfunando: ora é a lei da imigração, ora os fundos comunitários, ora uma frase do primeiro-ministro, ora o rating, tudo o incomoda, ou seja, não há nada que possamos descortinar nesse apocalipse. O CDS não esconde que Cristas precisa de Lisboa para a sua candidatura seguinte. E, em todos os partidos, as sondagens, frágeis como elas se têm revelado à medida dos anos, provocam epidemias de susto.

Tanto barulho para nada. Excepto no PSD, não há em nenhum partido razão para se não sorrir. Tudo leva a crer que poucos dos autarcas desavindos triunfarão: há o caso de Isaltino Morais, uma recuperação desde a prisão, mas Valentim Loureiro e Narciso Miranda parecem vencidos. Tudo leva a crer que o PS arrebata a maioria das câmaras, mantendo o seu poder anterior com poucas perdas e ganhos. Tudo leva a crer que, onde tem a presidência, o PCP se mantenha e, onde é minoritário, continue numa fasquia relevante. Confirmará assim a sua força orgânica e o secretário-geral discursará aos militantes sobre o trabalho do seu partido. Tudo leva a crer que o Bloco cresça eleitoralmente e eleja vereadores em cidades importantes. Tudo tranquilo. Então, porquê o nervosismo em tantos destes partidos?

A primeira razão do nervosismo é o PSD. Se tudo estava desenhado para Passos Coelho continuar depois de outubro, mesmo derrotado, agora as águas agitam-se. O PSD pode ficar abaixo dos 15% em Lisboa e Porto, se as primeiras sondagens se confirmarem. Isso seria uma tragédia para a sua direcção. Mas o facto é que ninguém quer que Passos se vá embora: o Presidente quer mantê-lo, Rui Rio quer tempo, que a campanha interna não tem sido feliz, o Primeiro-ministro reza para que seja Passos a conduzir o PSD nas próximas eleições, o CDS também, o aparelho aguenta-o. Só que o comboio pode descarrilar em Lisboa e Porto e, aliás, os generais do PSD fizeram tudo para que isso acontecesse.

A segunda razão é o tal André Ventura em Loures. A sua campanha, em si, é uma tristeza, o PSD foge dele, os jornalistas só encontram banalidades e fingimento, a derrota é anunciada e será um ar que se lhe deu. Mas o aspecto mais importante do personagem não é propriamente os ciganos, a pena de morte, a castração e tudo o que mobiliza da conversa de sarjeta. É que o homem nasceu num programa de televisão sobre futebol. Foi o que criou a persona pública, que lhe fez sentir que não importa o que diga desde que seja chocante, que o que é preciso é abanar-se muito e interromper toda a gente. Ou seja, o exemplo pode vir a ser radicalizado: há canais de televisão prontos para inventar os seus candidatos e promover delinquentes, afinal o Brasil fica aqui tão perto.

A terceira é a manha. No caso da casa de Fernando Medina, que comprou mais caro do que um ex-ministro do CDS seu vizinho, no mesmo ano, nada a assinalar se não o interesse de Assunção Cristas que, na CMTV, pré-anunciou o que viria a ser publicado pelos jornais um par de dias depois. Sinal de nervosismo.

A quarta forma de nervosismo é a que não se esperaria que se manifestasse: Jerónimo de Sousa usa o seu repertório da raposa e das uvas para atacar Catarina, porque ela criticou os autarcas que apoiaram a troika. É portanto uma divergência inexistente, um pretexto. Mas revela uma preocupação pouco compreensível: é fácil levantar a base de um partido contra os apontados inimigos, mas era escusado ver um homem experiente como Jerónimo a ter que ouvir a resposta de Catarina rejeitando o sectarismo.

Há portanto muitas formas de nervosismo, mais do que as que se poderia esperar ou do que as que este país à beira-mar plantado merece. Mas, o que quer, cara leitora ou leitor, são eleições.»

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23.9.17

Dica (634)




«No. Protestar en las calles contra la operación policial lanzada para evitar el referéndum del 1 de octubre no puede ser calificado como un delito de sedición. Así de contundentes se muestran los juristas especializados en Código Penal consultados por Público que, además, muestran dudas acerca de si la Audiencia Nacional es el órgano competente para investigar este presunto delito.» 
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Empreendedorismo do melhor



O estranho caso dos likes egípcios nas autárquicas portuguesas.

Quando eu for grande hei-de criar uma start-up para vender «Likes».
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O que é que se passa na Europa e em Portugal face à Catalunha?



Assino este texto de Pacheco Pereira, no Público de hoje, sem tirar nem pôr uma vírgula:

«Não se percebe o que é que se passa na Europa e em Portugal perante os acontecimentos na Catalunha. Ou melhor, percebe-se bem de mais. O governo e a Assembleia catalã pretendem realizar um referendo para perguntar aos seus cidadãos se querem ou não uma Catalunha independente. Do ponto de vista do Estado espanhol, e da Constituição espanhola, o referendo é ilegal, o que implicaria que deste ponto de vista os seus resultados seriam juridicamente nulos. Impedir a realização do referendo é uma coisa de natureza muito diferente e destina-se a impedir não os seus efeitos jurídicos, mas os seus efeitos políticos. Por isso, o problema é eminentemente político e o modo como tem sido tratado é igualmente significativo no plano político.

É por isso mesmo que não compreendo, ou melhor, compreendo bem de mais, por que razão se silencia o debate político e se aceita o modo como o Governo espanhol está a reagir, com prisões, congelamento dos fundos, fecho de sites na Internet, ameaças de todo o tipo e, na prática, ocupação policial de instalações sob jurisdição do governo da Catalunha. Como não se quis invocar o artigo da Constituição espanhola que permitia, na prática, a ocupação policial da Catalunha e a cessação da sua autonomia, para evitar seguir os procedimentos legais da sua aplicação, a actuação governamental espanhola é igualmente de duvidosa legalidade. De novo, voltamos ao problema político que se pode resumir facilmente: os catalanistas esperam uma maioria de votos a favor da independência e os “espanholistas” temem o mesmo resultado. Não adianta dizer na mesma frase que se pensa que, se fossem votar, os catalães recusariam a independência, e impedir o referendo que, nessa presunção, daria uma forte legitimação ao Estado espanhol e um brutal golpe nas aspirações independentistas. De novo, insisto, uma coisa é fazer o referendo e assumir como nulos os seus resultados, fossem num sentido ou noutro; outra é impedi-lo. O impedimento mostra medo do voto, e isso fragiliza muito a posição governamental e dos partidos hostis à possibilidade de independência catalã.

Neste contexto, é perigoso o modo como as instituições europeias estão a actuar, acompanhadas, como é habitual nos momentos mais decisivos, por uma espécie de consenso comunicacional, que faz suceder artigos sobre artigos, noticiários tendenciosos sobre noticiários tendenciosos, contra o referendo catalão. Basta ler a imprensa e ver a televisão espanhola para perceber que não há verdadeiro debate sobre o que se está a passar, mas uma barragem de posições que tem em comum serem todas contra o referendo e a possibilidade da independência catalã. Estamos a falar da comunicação social de um país e uma democracia europeia, e ninguém parece espantado e revoltado com tanta unanimidade agressiva, com os jornalistas a incorporarem na sua linguagem todo o vocabulário e argumentário anti-catalão. Ora, isto não é normal, como não é normal o esforço das instituições europeias para isolarem a Catalunha, as mesmas que aceitaram o referendo sobre a independência da Escócia (que se irá repetir a curto prazo) e agora se calam perante um processo de controlo e manipulação comunicacional e perante a repressão política que se abate sobre a Catalunha. Sim, repressão política, que parece deixar indiferentes todos aqueles que vêm para a rua protestar contra qualquer violação dos direitos e liberdades e muitos dos quais certamente apoiam o referendo curdo pela independência do Curdistão iraquiano e acham abusiva a posição de o impedir por pressão da Turquia.



22.9.17

Universidade de Barcelona ocupada





«"Justamente porque nuestros padres y abuelos jamás se rindieron estamos hoy aquí y nos sentimos orgullosos de ser ciudadanos libres". Con estas palabras se ha dirigido Joan Tardà, diputado de ERC en el Congreso, a los cientos de estudiantes universitarios que ocupan desde hace horas el Edificio Histórico de la UB y la plaza Universitat.

"Nuestra causa es la de la libertad, del género humano, porque lo que queremos para nosotros lo queremos para todo el mundo, nadie es más que nadie", ha proclamado entre aplausos.

Los universitarios ocupan la sede de la UB, concretamente el claustro de la facultad de Letras, desde las 12.30 h. La intervención de Tardà está programada dentro de las actividades que han previsto para la jornada, como la participación del cantante Pau Llonch o del exdiputado de la CUP Antonio Baños. Por ahora, la protesta se ha planteado de forma indefinida.

Tardà ha afirmado ante la muchedumbre que el objetivo independentista es "crear una sociedad más justa", y ha reivindicado que el mejor "carburante" del este movimiento es "la fraternidad entre los pueblos".» 
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Ele aí está



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Dica (633)




«The Spanish state’s raids on Catalan government offices risk a loss of ground for Mariano Rajoy and may energise support for the secession vote. (…)
Madrid’s more aggressive approach could also lose it support in the region. Polls show that while an overwhelming majority of Catalans want a referendum, 49.4% are against independence while 41.1% are for it.
Any perception that the Spanish state is acting too harshly or threatening Catalan autonomy will serve to narrow that gap.» 
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A Sagrada Catalunha



«A Guarda Civil espanhola anunciou, na passada quarta-feira, a detenção do principal colaborador do vice-presidente da Catalunha, Josep Maria Jové. Segundo a comunicação social espanhola, o executivo prendeu 12 membros do governo catalão por causa do referendo pela independência. Ena, Espanha voltou a ter presos políticos.

Queria aproveitar a mão pesada do governo de Rajoy para denunciar o Barcelona por ter emitido um comunicado onde "condena as acções da passada quarta-feira" e expressa o seu apoio ao referendo que considera ser o desejo da "maioria dos catalães". Há aqui posições claramente anticonstitucionais e até um cheiro a rebelião. Fazem favor de prender uns quantos jogadores titulares do Barça, de preferência, antes da próxima quarta-feira.

Posto isto, quando vi as imagens da polícia a entrar, à força, pela porta de uma casa e a prender políticos, pensei, maldita Venezuela. Este Maduro só a tiro. Depois é que percebi que era em Barcelona porque, apesar de tudo, havia mais turistas que polícias.

Faço aqui um aparte. Muitas vezes, na caixa de comentários desta minha modesta crónica, surgem pessoas que me mandam ir para a Venezuela mas ainda não houve uma capaz de me pagar o bilhete. Fica o reparo.

Voltando ao tema. Grande parte dos presos nesta operação anti-referendo eram pessoas ligadas ao Ministério das Finanças da Catalunha. Deve ser a primeira vez que alguém ligado a um Ministério das Finanças em Espanha é preso. Normalmente, lá como cá, safam-se sempre. Aliás, se fosse cá, isto acabava a culpar o contabilista do movimento separatista.

Independentemente de a Catalunha ter direito, ou não, a fazer um referendo sobre a independência, Rajoy reagiu à Erdogan. Mandou prender parte do governo autónomo, queimou boletins de voto e arrancou cartazes. Só faltou mandar fuzilar os senhores que fizeram as urnas de voto. Foi à bruta. Acho que até com a ETA houve mais negociações. Depois desta decisão de Rajoy, imagino que, com o apoio do Rei, o referendo está condenado porque Rajoy garantiu a vitória do sim à independência.

Segundo li, os membros do governo da Catalunha foram detidos por "plebiscito separatista". Deve ser tramado para um polícia espanhol dizer: "Não se mexa. Você está preso por plebiscito separatista!" Dá a sensação de que o estão a acusar de violação de siameses.

Acho que Rajoy cometeu um erro. Agora, ou consegue impedir o referendo de dia 1 de Outubro à força ou, se ele se realizar, e a esmagadora maioria dos catalães quiser a independência, terá de usar ainda mais força. Parece o Sta Wars.

Não faço ideia de como vai acabar este braço-de-ferro dos "nuestros hermanos", mas se o governo espanhol tiver de enviar a tropa para a Catalunha, podíamos aproveitar para tomar Olivença. Mesmo depois do assalto a Tancos, acho que que Olivença seria nossa em vinte e quatro horas.»

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21.9.17

Catalunha versus Escócia



Uma comparação interessante que Daniel Oliveira faz hoje no Expresso diário.
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21.09.2012 – O dia em que o aumento da TSU foi enterrado



Para refrescar as memórias: Seis dias depois da manifestação de 15 de Setembro, fomos milhares os que estivemos em frente ao Palácio de Belém, à espera das conclusões de uma reunião do Conselho de Estado.

Durante muitas horas, milhares de pessoas em Lisboa, e muitas outras espalhadas pelo país, deram ao conclave e aos seus membros a importância suficiente para esperarem, de pé, e lançarem gritos de protesto, de apelo e de raiva. Continuaram o que várias centenas de milhares de portugueses tinham começado alguns dias antes.

A reunião do dito Conselho durou oito horas e emitiu um comunicado, inócuo, incolor e inodoro, mas que incluía o único parágrafo que interessava: «O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única». Era de esperar outra coisa? Não, de modo algum. A batalha tinha sido ganha antes disso. Na rua. 
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Uma indignação ausência de indignação



Ricardo Araújo Pereira na Visão de hoje, a propósito da diminuição da pensão de reforma de Ricardo Salgado. 

«Como é que se espera que um homem habituado a auferir uma pensão de três mil euros por dia viva agora com 11 mil e 500 euros por mês? Vai ter de fazer contas, certamente, o que equivale a condená-lo à pobreza: é muito provável que um homem que conseguiu levar à falência o maior banco privado e a maior empresa portuguesa não tenha especial jeito para números.» 

Na íntegra AQUI.
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Catalunha: é tudo isto, sem tirar nem pôr




Fernando Rosas, numa intervenção no comício do Bloco em Almada, com uma saudação ao povo da Catalunha e à sua luta pela autodeterminação: «É tempo de decisões para os catalães».

Estado de excepção na Catalunha



«El gran debate de las últimas semanas sobre el referéndum catalán se había centrado en los dos caminos que tenía ante sí el Gobierno para frenar el desafío soberanista, ya fuera el uso del artículo 155 de la Constitución o la aplicación de la Ley de Seguridad Nacional, concretamente su artículo 24, que permite, por decreto, el nombramiento de una “autoridad funcional” a la que se atribuirían competencias para dirigir las actuaciones que considerara oportunas y a la que tendría que someterse la Generalitat. Es decir, se haría con el poder.

Ambas situaciones comportaban algunos inconvenientes. En el caso de la Ley de Seguridad Nacional, el Ejecutivo estaba obligado a definir la duración de la excepcionalidad además de rendir de inmediato cuentas al Congreso sobre las medidas adoptadas y la evolución de la situación. Por lo que respecto al 155, el catedrático de Derecho Constitucional, Javier Pérez Royo, lo explicaba magistralmente en un reciente artículo publicado en eldiario.es: “El Gobierno queda apoderado para hacer todo lo que la propuesta aprobada contiene, pero también limitado por el contenido de dicha propuesta”. Ha de hacer públicos los pasos que pretende dar y circunscribir su actuación a lo acordado. En definitiva, queda encerrado en su propio perímetro de actuación.

Ese es el motivo por el que Rajoy ha esquivado ambas vías haciendo de su capa un sayo, para lo que sólo precisa de los servicios de la fiscalía que tiene a sus órdenes y de la predisposición de al menos un juzgado que revista de legalidad cada uno de sus actos. Con esos dos únicos mimbres se está fabricando el cesto, que no es otro que la suspensión de tapadillo y por la vía de los hechos de la autonomía catalana.

En realidad, las medidas que se están aplicando en Catalunya se parecen mucho a las que establece la declaración del estado de excepción, con la ventaja de que no precisa la autorización del Congreso de los Diputados ni la mención expresa de los derechos cuya suspensión se solicita, enumerados en el artículo 55 de la Constitución. Entre ellos figuran algunos que ya se han puesto en almoneda, como el derecho a la libertad y a la seguridad, el secreto de las comunicaciones, la libertad de expresión y el derecho a la información y el de reunión pacífica sin autorización judicial. La coartada es la prevención de un supuesto e inexistente delito de apología del referéndum.

Una cosa es que la resolución del Tribunal Constitucional aperciba a alcaldes y altos cargos sobre sus responsabilidades por participar en la organización del referéndum y otra muy distinta es que ampare imputaciones masivas, dé cobertura a la intervención de la caja de la Generalitat y a la congelación de sus cuentas, permita la incautación de correspondencia dirigida a los ciudadanos y autorice la suspensión de reuniones pacíficas sobre la consulta.

El siguiente paso en la escalada ha sido la detención de 14 altos cargos de la Generalitat, entre ellos la mano derecha de Oriol Junqueras, a los que se acusa de ser los organizadores de la consulta. Los hechos están dando la razón a quienes sostienen que lo que está en juego no es la independencia de un territorio sino el Estado de Derecho, al que se burla con atajos. El uso torticero de la ley es una ilegalidad tan manifiesta como la que se pretende combatir.»

Juan Carlos Escudier

20.9.17

Catalunha: encerrados sites da web



Ainda faltam 10 dias para o referendo. Não é fácil imaginar como vão ainda aumentar as tensões entre Madrid e a Catalunha.

Dica (632)




«The year 2016 was a year of populist revolts. In June the UK decided to leave the European Union and a few months later in November Donald Trump was elected US President against all the odds. Since then there has been widespread confusion amongst political observers. How could this happen?

In this spotlight video, Social Europe Editor-in-Chief Henning Meyer discusses the roots of populism with Peter Hall, Krupp Foundation Professor of European Studies in the Department of Government and at the Minda de Gunzburg Center for European Studies of Harvard University.

Why have so many people fallen for populists and what can mainstream parties do to counter the threat populist parties pose to the democratic substance of Western societies? This conversation provides answers.»
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Rajoy quer mesmo a independência da Catalunha



Está a fazer tudo para que isso aconteça. É só uma questão de tempo.

La Policía entra en la sede de la CUP.
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A TAP perdeu o brio



É bom que se saiba em que estado se encontra o serviço da TAP, a vários níveis, como eu própria experimentei há poucos dias: a caminho de se tornar uma low cost com high costs. Este texto resume-o bem.

«A TAP, na sua nova fase pós-privatização, já não é o que era. Perdeu o brio e, com isso, deixou que a imagem do nosso país ficasse a perder. Aquela companhia de que todos nos orgulhávamos, que tendenciosamente dizíamos ser uma das melhores do mundo, que era um símbolo para as comunidades portuguesas, está irreconhecível.

O pior é que, hoje, já não conseguimos perceber o que é a Transportadora Aérea Nacional, que leva estampada as cores da bandeira. Transformou-se numa espécie de marca branca da aviação comercial, numa low cost com preços absurdos. Esta já não é a minha TAP, por mais que isso me custe a admitir. Até à privatização, fazia mais de 90% das minhas viagens com a companhia nacional. Atualmente, os preços subiram tanto que se fizer 30% já é muito.

O pior é que, tendo aumentado os preços, o serviço não melhorou e a imagem também não. Bem pelo contrário, principalmente porque nivelou por baixo, mesmo que a companhia esteja sempre a publicitar que ganhou este ou aquele prémio. Ou seja, a TAP adotou nesta sua nova fase o pior das companhias low cost, como a limitação de malas, bagagens debaixo do assento a causar desconforto, refeições de má qualidade, falta de espaço para arrumos, assédio constante para fazer o upgrade do bilhete pagando mais.

A juntar a este downgrade, há uma prática muito constrangedora, que é a criação das várias classes de passageiros. As low cost só têm uma classe de passageiros. As companhias de bandeira têm a classe executiva e a económica, e a TAP, além da executiva, tem pelo menos quatro categorias em económica. Quanto mais rígidas forem as condições da tarifa, mais baixos os preços, pelo menos na teoria. E, assim, temos os passageiros de primeira classe, de segunda, de terceira e de quarta classe, que são os que vão no fim do avião, mais apertados e sem regalias, a fazer lembrar os tempos em que os emigrantes eram enfiados na última das classes de passageiros quando faziam as viagens transatlânticas de barco para o Brasil. (…)

Acresce outro aspeto algo surreal, que é a possibilidade de, em qualquer voo, a tripulação poder decidir se fornece ou não as refeições se não houver membros suficientes, seja em económica ou executiva, situação igualmente inacreditável que não abona nada a favor da imagem e qualidade do serviço prestado.

É nisto que dão as privatizações. Piora o serviço e aumenta a indiferença perante a bandeira que representam. Pede-se à TAP que cuide, como é sua obrigação, da imagem do país e, sobretudo, que aplique o bom senso nas suas políticas comerciais para podermos ter de volta aquela TAP de que todos nos orgulhávamos.»