26.2.10

E para continuara a falar de presos políticos




Na Birmânia, o Tribunal Supremo reconfirmou a prisão domiciliária de Aung San Suu Kyi, quando tinha sido largamente divulgada a possibilidade de ver reduzida a duração da sua pena, a tempo de poder agir, em liberdade, durante a campanha para as eleições que terão lugar em breve - as primeiras desde há vinte anos.

Nem as fortes pressões internacionais conseguiram o objectivo pretendido: apesar de não poder candidatar-se, seria muito importante para o povo birmanês que «a senhora», detida durante catorze anos nas duas últimas décadas, lhe pudesse dar alguma voz durante o período eleitoral. Pode parecer pouco, mas é uma fortuna para quem vê toda a espécie de liberdades a um nível próximo do zero – isso mesmo me foi dito quando passei alguns dias na Birmânia, há cerca de quatro meses.

Incansável e indomável, a sua libertação representaria uma ténue esperança numa tentativa de reconciliação nacional, para um povo muito pobre e vítima de uma feroz e generalizada corrupção. Tem-se agora a certeza de que se assistirá a mais um simulacro de democracia, a um novo episódio de uma enorme e dolorosa farsa.

(Fonte)

P.S. – Há neste blogue alguns textos com mais informação sobre a líder da oposição birmanesa, por exemplo este.