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15.12.12

Comentários para quê



(Via Virgílio Vargas)
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Não parece mas é



... um táxi, entre muitos outros, de todas as cores, que cruzam as ruas de Aracataca.
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14.12.12

Quem quer casar



…com a Carochinha que é airosa e formosinha? Que venha um noivo, seja ele quem for…  

Em casa de «Gabo»



Seria imperdoável vir à Colômbia e não passar pelos primeiros trilhos de Gabriel García Márquez, mais concretamente por Aracataca, a terra onde nasceu e na qual se inspirou para criar a mítica aldeia de Macondo, em Cem anos de solidão.

Aracataca é hoje uma localidade de 45.000 habitantes, feíssima, desmazelada, que não honra como devia o que de mais importante deu ao mundo, a não ser pela (boa) conservação da moradia em que «Gabo» nasceu, actualmente transformada num pequeno museu que justifica, sem dúvida, o desvio e a visita. 

Trata-se da casa dos avós, com quem viveu até aos 10 anos e que o marcaram profundamente. Família desafogada que não aprovou o casamento da filha com um simples telegrafista e que, por esse motivo, guardou a custódia do neto.

No museu, vêem-se as várias divisões da antiga habitação, documentadas com muitas citações de obras de GGM, sobretudo do primeiro volume da sua autobiografia – Vivir para contarla –, ao qual, infelizmente, não se seguiu, nem já se seguirá, nenhum outro… 

«Gabo» foi pela última vez a Aracataca em 2007, para uma tripla comemoração: dos seus 80 anos, do 40º aniversário da publicação de Cem anos de solidão e do 25º da atribuição do Nobel da Literatura. 

Quem sempre gostou tanto de GGM como eu, não fica indiferente ao pôr os pés em Aracataca. Está sempre à espera de reencontrar algum membro da família Buendía ao virar de uma esquina, um qualquer José Arcádio ou um dos muitos Aurelianos… 





(A escola primária frequentada por GGM)


(A Casa do Telégrafo, onde trabalhava o pai de GGM)
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12.12.12

Da série: «é preciso ter lata»

Quem diria?...


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Onde morreu o Libertador



Santa Marta, na costa Norte da Colômbia, é a cidade mais antiga do país, fundada por Rodrigo de Bastides em 1525.

Mas mais venerado do que o fundador é Simón Bolivar, não só por ser «o grande libertador», mas também porque foi aqui que morreu, em Dezembro de 1830, quando esperava por um barco que o levasse a Espanha para ser submetido a tratamentos de males pulmonares. Só permaneceu poucos dias em Santa Marta, mas a Quinta de San Pedro Alejandrino, onde se instalou, ainda hoje é local de visita obrigatória para quem por aqui passa. A casa mantém-se especialmente bem cuidada e rodeada de magníficas árvores e de espaços verdes onde se passeiam… simpáticas iguanas.

Mas esta cidade (e respectivos arredores) é também, e sobretudo, mar, praias e mais praias… Ontem com 38º C. 




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11.12.12

Não penhorem as nossas vidas!



13 Dez., 11:30, Ministério da Solidariedade e Segurança Social [Praça de Londres]

Denúncia pública em frente ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social contra a cobrança coerciva e injusta da dívida dos trabalhadores a recibos verdes.

Quem somos?

Somos um grupo de trabalhadores e trabalhadoras a quem os serviços da Segurança Social, e, portanto, o Estado português, exigem o pagamento de uma dívida injusta contraída durante anos sob a ameaça de penhoras a bens e rendimentos. Sabemos que neste momento há milhares de outros trabalhadores e trabalhadoras na mesma situação. Cada um dos casos é único e com especificidades. Mas todos têm algo em comum: a dívida que contraímos é resultado da luta contra a miséria a que nos querem submeter. Para pagar a renda da casa, a alimentação, tratamentos médicos, propinas universitárias ou os transportes, não conseguimos pagar a prestação mensal para a qual perderíamos, em muitos dos casos, quase metade do salário.

Nós somos os primeiros a querer melhorar a nossa carreira contributiva e contar com reformas dignas no futuro e defendemos a Segurança Social enquanto direito de todos. Mas grande percentagem de cada uma destas dívidas injustas resulta de relações laborais ilegais, os falsos recibos verdes. Há mais de um ano que o Ministro Pedro Mota Soares decidiu abrir guerra aos que trabalham nesta situação e ordenou que se executasse a cobrança das dívidas, de forma coerciva, sem se preocupar com as condições de vida e de liquidez económica dessas pessoas. Queremos ter uma carreira contributiva mas também queremos que a nossa contribuição esteja assente nas mais elementares regras de justiça social e laboral.

É injusto que à dívida se acrescente ainda juros que, de forma absurda, deixam ainda mais negro a tragédia económica e social de quem aufere salários que estão, muitas vezes, pouco acima do salário mínimo nacional. O que também há que deixar claro é que uma boa parte destas dívidas deve e tem de ser imputada às entidades patronais. São elas que, ao contratarem ilegalmente os seus e as suas trabalhadoras através de vínculos laborais precários descarregam sobre eles todo o peso da contribuição para a Segurança Social. Desta forma, não só se degradam as contribuições dos que trabalham como se degrada também a própria Segurança Social que deixa de contar com milhões de euros nos seus cofres.

Também neste conjunto de pessoas se encontram trabalhadores que são verdadeiramente independentes. E se é verdade que para eles não há lugar a descontos por parte de entidades patronais, não é menos verdade que a forma de cálculo dos escalões contributivos em que se inserem está desajustada da realidade actual. Com a sucessiva desvalorização do valor do trabalho, o aumento constante de bens e serviços e do desemprego, a carga fiscal que não pára de aumentar, muitos foram os trabalhadores independentes que viram a sua situação económica degradar-se substancialmente nos últimos anos. 

A par disto, o ministério que tem a pasta da Segurança Social tem cometido erros grosseiros no enquadramento dos trabalhadores independentes - falsos e verdadeiros - nos respectivos escalões contributivos. Para se resolver a situação coloca-se, uma vez mais, do lado dos trabalhadores a resolução burocrática e interminável das irregularidades. Desde Setembro de 2011, ilegalmente, tem cobrado centenas de euros a cada contribuinte, por erro do Estado, e não consta que tenha aplicado juros ao dinheiro que só foi devolvido por insistência das vítimas.

Não, não somos criminosos. Trabalhamos e não vivemos da agiotagem como os banqueiros a quem o Estado não hesitou em perdoar dívidas colossais. Não fazemos parte dos que viram as suas perdas nacionalizadas. Estamos entre os homens e mulheres a quem o Governo deixou ao abandono enquanto agrava a situação do país. Carecem de seriedade os que pedindo sacrifícios aos que menos têm dão benesses aos que mais têm. Por isso, rejeitamos a política de terra queimada de quem impõe medidas anti-constitucionais e destrói os direitos de quem trabalha. As cobranças das dívidas têm de ser suspensas e os seus juros eliminados. Não admitimos que as vidas de milhares sejam penhoradas! 

facebook.com/vidaspenhoradas 
vidaspenhoradas@gmail.com 
vidaspenhoradas.blogspot.com 

Enquanto Cavaco medita



… a Maria vai pôr o OE no presépio, em vez da vaca e do burro.

Assembleia da República enviou OE2013 para Belém

Por aqui, é assim



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10.12.12

A Autoridade Tributária volta a atacar



Apesar de separada da pátria pelo Atlântico e pela América do Sul em toda a sua largura, chegou até mim mais um mail – o terceiro – do cidadão-director-geral José António de Azevedo Pereira, mesmo depois de lhe ter solicitado que não me escrevesse mais sobre o tema: «Novo Regime de Faturação – Site e-fatura».

Vem dizer-me hoje que já está disponível para testes a aplicação informática que me permitirá controlar cabeleireiros, mecânicos de automóveis e restaurantes, onde terei de gastar mais de 20.000 euros em 2013 para poupar 250 no IRS. (Gostava bem de saber quanto custou a dita aplicação e se, por mero acaso, não terá sido paga, a peso d ouro, a consultores externos. Já agora, podiam deixar de me tratar por Exmo. Senhor, já que o meu sexo deve constar das bases de dados do fisco.)

O mais enternecedor é, no entanto, o triunfalismo com que a iniciativa é apresentada: «um projeto em que pela primeira vez empresas, cidadãos e AT se juntam para melhorar a eficiência fiscal e combater os vários efeitos negativos da evasão fiscal». Talvez esteja assegurado o (impossível) triunfo de Gaspar. Mas eu não me «juntarei». Não policio ninguém.

É pouco provável que o cidadão-director-geral José António de Azevedo Pereira leia este post. Mas sei que alguns dos seus colaboradores / defensores que, à sombra do anonimato, vieram comentar o que e já escrevi sobre o assunto, não deixarão de passar por aqui. Se algum deles quiser dizer-me como evitar a recepção do 4º, do 5º e dos muitos mails que certamente se seguirão, ficarei eternamente agradecida… Para parvoíce, já basta assim.
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9.12.12

Aqui pelas Caraíbas



Cartagena de Índias (e não «das» Índias, como tenho vindo a escrever) situa-se em plena costa do mar das Caraíbas, que banha a Colômbia ao longo de cerca de 1.600 quilómetros.

Fundada por Pedro de Heredia em 1533, especialmente bem localizada do ponto de vista estratégico, Cartagena depressa se tornou um dos principais portos do império espanhol e passou a atrair corsários e piratas (entre os quais Francis Drake que a destruiu em 1586). A coroa espanhola decidiu então defendê-la e mandou construir um imponente castelo que ainda hoje existe.

Em 1811, a cidade tornou-se independente dos espanhóis, passou depois por várias crises e é hoje belíssima, com um magnífico centro histórico, proclamado Património Mundial da Humanidade em 1984. Pelas infraestruturas turística de que dispõe, na parte nova, funciona como uma espécie de capital alternativa do país, albergando conferências, congressos e toda a espécie de grandes eventos.

O seu impressionante conjunto de edifícios coloniais é o maior e, sobretudo, o mais bem conservado que até agora vi. Lembra Havana, mas… sem prédios descascados e semidestruídos. As imagens falam por si (tenho dezenas...). 





Mas Cartagena também é isto:

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