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24.9.16

Sempre atentos ao cliente


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A Hungria soma e segue



Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, propõe como solução para a crise dos refugiados a criação de uma megacidade, fora do espaço europeu (na Líbia, por exemplo), onde seriam todos «encerrados»

Já eu proponho que alguém obrigue Orbána ser o primeiro habitante da dita cidade. 
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Dica (397)




«"É espantoso como a Troika não foi capaz de convencer os cidadãos da Grécia, de Portugal e de Espanha das virtudes das suas políticas", escreveu o norte-americano, prémio Nobel da Economia em 2001, no livro "O Euro", lançado na sexta-feira em português.» 
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A sociedade insuportável



«O nível do debate político em Portugal anda muito baixo. Raramente se passa da acrimónia, da ofensa ou se esclarece alguma coisa. A agressividade e a demagogia também têm aumentado bastante. É o que temos.

Agravado pelo facto de a direita não aceitar a solução à esquerda e não conseguir ultrapassar o trauma.

Veja-se o recente debate sobre o novo imposto a aplicar ao património imobiliário de elevado valor. Muita gente, mesmo do PS, ficou escandalizada porque uma deputada do Bloco veio anunciar que a medida estava em estudo. Qual é o problema? Nenhum. Os dois partidos assumem que discutem regularmente este e outros temas. Qual é o problema de se falar de algo que ainda não está totalmente definido? Nenhum. De contrário não havia debate, mas mero anúncio. Discutir as coisas antes de elas se formalizarem é, não só democrático, como importante para melhorar a opção final. A ideia de que iniciativas deste tipo devem ser elaboradas no recato dos gabinetes é velha, retrógrada, não corresponde à sociedade aberta e participativa que tanto se apregoa. Deve discutir-se tudo. Ponto. (…)

Estamos a gerar uma sociedade altamente desequilibrada, insuportável, que provoca muita miséria e inevitáveis conflitos. Quando 1% da população mundial tem a mesma riqueza dos 99% restantes só podemos esperar sarilhos. Não há esquerda ou direita, argumento económico ou interesse patrimonial que justifique uma tal situação. Que aliás não funciona. Ao contrário do que afirmam alguns "especialistas", todos os estudos demonstram que a concentração de riqueza só gera mais concentração de riqueza, nunca distribuição e nem sequer mais investimento.»

Leonel Moura

23.9.16

A culpa é da Mariana?



«Uma sociedade decente é uma sociedade onde cada um contribui para o bem comum de acordo com as suas capacidades, e cada um recebe de acordo com as suas necessidades», terá afirmado António Costa e José Manuel Fernandes afirma que o primeiro-ministro «usa definição de comunismo para descrever a sua sociedade ideal».

António Costa convertido ao marxismo? Só pode ser culpa e influência de Mariana Mortágua, como tudo o que vai acontecendo nos últimos dias. 
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E Hergé às voltas na tumba

Pablo Neruda morreu num 23 de Setembro



Pablo Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, apenas 12 dias após o golpe de Estado no Chile, oficialmente em consequência de um cancro na próstata.

Se houve sempre dúvidas quanto à veracidade desta causa, elas agravaram-se há cerca de cinco anos quando o motorista do poeta afirmou que ele terá recebido uma injecção letal numa clínica de Santa Maria, em Santiago do Chile, para impedir que se exilasse no México como era sua intenção. Com base nestas declarações, o Partido Comunista do Chile apresentou uma denúncia formal à Justiça, foi aberto um processo e, em Abril de 2013, foi iniciada a exumação dos restos mortais do poeta (sepultado juntamente com a sua última mulher no jardim da casa em Ilha Negra), que foram enviados para análises em Espanha e nos Estados Unidos. Na clínica em questão, nunca foi possível encontrar a ficha médica de Neruda, nem a lista dos trabalhadores presentes.





Mas hoje é dia de o recordar em vida, com a sua voz inconfundível:





Eduardo Paz Ferreira sobre muros e não só



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Very important classe media



«Tudo começou com uma declaração da deputada bloquista Mariana Mortágua, que antecipou os 500 mil euros como possível base de incidência de um imposto sobre o património.

De imediato, os líderes da oposição vieram alertar a população que este imposto sobre o património, que o Governo quer criar, era "um ataque e um saque à classe média", segundo palavras de Assunção Cristas e de José Gomes Ferreira.(…)

Na minha opinião, para a classe média portuguesa andar a nadar em meio milhão, as raspadinhas devem estar a dar imensos prémios. Com a declaração da Assunção Cristas, de que portugueses com património de mais de meio milhão são classe média, deixei de ser, oficialmente, beto. (…) . Acho que estas contas que a direita está a fazer, de que há imensa gente de classe média com mais de meio milhão, partem da ideia de que os portugueses são todos banqueiros. O que, verdade seja dita, é verdade. Somos donos da maioria dos bancos do nosso país. Tudo bem que ganhas, em média, uns 800 euros por mês, mas és dono do Novo Banco, não podes estar assim tão mal. (…)

Até o Vaticano tem mais classe média que nós e não se reproduz. Com números destes, estou convencido de que, se houver manifestação contra o imposto sobre o património, a frase que mais vezes se vai ouvir é: "Olá, Tia. Já não a via desde a manif. das escola privadas."

Na verdade, isto equivale a 1% dos contribuintes de IRS. 1%, olhando para o número parece que acertaram na "mouche", tem que ser mais do que mera coincidência. Talvez por isso, em relação ao imposto de que a oposição se queixa e chora, penso que não há nada como citar um famoso banqueiro de classe média – "ai aguenta, aguenta".»

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22.9.16

Ele aí está



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«A realidade é mais forte do que a ideologia»



diz ele. Registe-se porque nada há de inocente nesta afirmação. 
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Eu e os condóminos



Ricardo Araújo Pereira, na Visão de hoje, faz uma «Pré-publicação do próximo livro de José António Saraiva, um diário baseado em conversas privadas que manteve com a porteira do seu prédio e no contacto privilegiado que foi tendo, ao longo de 35 anos, com os seus vizinhos».

Na íntegra AQUI.
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As troikas no banco dos réus?




«Has the troika infringed EU citizens’ fundamental rights through its insistence on austerity measures in crisis-hit countries? It’s a question that seems set to be analysed in ever greater detail and may lead to claims being made against the European Central Bank, the International Monetary Fund and the European Commission, after the ECJ ruled that citizens are entitled to sue the troika.» 
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Claro que é de ideologia que se trata!



No DN de hoje, Paulo Baldaia assina um artigo de opinião intitulado «Discutir ideologia», onde coloca a questão no plano certo: o aceso debate sobre Mariana Mortágua e as suas recentes intervenções, que parece longe de ter fim, assenta, explícita ou implicitamente, na acusação de as mesmas demonstrarem que a deputada tem ideologia. «Acusação idiota», escreve PB, «para que serviria a política sem ideologia»? E eu assino por baixo. Estamos a chegar à discussão que interessa.

«Na questão da tributação sobre o património, a primeira certeza que podemos ter de que o debate não está a correr bem é a acusação que fazem a Mariana Mortágua por ter dito o que pensava do que deve ser a política fiscal. Pior, a senhora deputada tem ideologia. A acusação não podia ser mais idiota. Mas então para que serviria a política sem ideologia? Se não podemos ter um conjunto de ideias, convicções e princípios filosóficos, sociais e políticos que caracterizem o pensamento de um indivíduo e o grupo a que pertence, como vamos fazer avançar a sociedade a que pertencemos? Com pensamento único? (…)

No papel de deputada que Mariana Mortágua representa, de pouco nos deve importar que ela tenha sido transformada numa estrela com a comissão de inquérito ao BES ou, agora, num cometa por dizer que é preciso "perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro". Vamos discutir ideias, porque são as ideias que nos fazem avançar. O resto é a política do reality show. Não ajuda nada a resolver o problema da maioria dos portugueses, para quem a crise continua bem presente.»
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21.9.16

Dica (396)




«Whilst Europe is fiddling and dallying on the Syrian front, sub-Saharan Africa is burning and Europe seems to be totally unable to do anything about it. By ignoring the long-term consequences of the growing poverty across most of the continent, we are ignoring the fact that across the Mediterranean we have not just a few million people anxious to escape civil war, but hundreds of millions trying to escape poverty.» 
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Há irrevogar e revogar, há obrigar e desobrigar.


Esperemos que haja ir e não voltar... 

Passos desobriga-se de apresentar livro de José António Saraiva.
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Há quatro anos foi assim

«Drama» Mortágua – nova etapa




(E eu, que habitualmente nem gosto de imaginar teorias da conspiração, pensei nesta hipótese desde a primeira hora.)

A Europa atarantada



«A Europa descobriu a fórmula que, não significando nada de substancial, serve para tudo. Entrou numa "crise existencial", maneira edulcorada de se referir ao atordoamento pós-Brexit e ao estado de semiparalisia em que ficou por todas as crises que vai adiando e cuja solução, cada dia que passa, se vai transformando num quebra-cabeças mais difícil de resolver.

Mas essas crises têm nome e não podem ser varridas para baixo do tapete com estados de alma: a falta de liderança, o crescimento perturbadoramente baixo da Zona Euro durante a última década, a desigualdade entre os Estados-membros, a formação de vários clubes mutuamente exclusivos, a união monetária incompleta que a crise do euro transformou numa relação entre devedores e credores, o reacendimento dos populismos e dos nacionalismos, a coisa nova que é o terrorismo islâmico, a fratura gerada pelos imigrantes e os refugiados, a guerra na Síria e a situação sempre explosiva do Médio Oriente, a Ucrânia… (…)

Além de todos os problemas que está a levantar, o Brexit pode transformar-se na oportunidade de a UE se repensar e traçar a estratégia que há anos lhe falta. Mas está tudo preso por fios. É altura de os sinos tocarem a rebate. É cada vez mais difícil estabelecer consensos e cada dia que passa é um dia perdido: em vez de estratégia, os líderes que por enquanto nos governam perdem-se em contas de percentagens de PIB e dos dias que faltam para as suas eleições. Assim não vamos lá. (…)

A Europa está em fase de negação. O atentismo paralisa, mata qualquer projeto ou iniciativa. E ironia das ironias, sintoma gritante de impotência e incapacidade, a proclamação convicta do presidente Juncker: existe uma "coincidência no diagnóstico". Ao presidente da Comissão Europeia seria difícil dizer melhor que, por agora, não sabe o que há de fazer!»

José Maria Brandão de Brito

20.9.16

Pedro amigo, claro que o povo está contigo



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A França anda estranha…



Sarkozy terá afirmado: «Quelle que soit la nationalité de vos parents, jeunes Français, à un moment où vous devenez Français, vos ancêtres, ce sont les Gaulois et c'est Vercingétorix».

E eu que julgava que estes disparates tinham morrido com os colonialismos. Quando estudei em Lovaina, amigos congoleses e ruandeses contavam que, nas escolas do Congo, então ainda belga, eram obrigados a decorar: «Nos ancêtres les gaulois étaient grands et étaient blonds».

Várias décadas mais tarde, regressa esta macabra ideia de «assimilação»!
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Dica (395)




«Das duas uma. Ou o autarca do Porto não se opõe à taxa adicional sobre o património de luxo proposto pelo grupo de trabalho sobre assuntos fiscais estabelecido entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda e só queria assegurar que arrecadava mais esta receita na Câmara; ou Rui Moreira só quer proteger o grande património, mas não lhe custa nada taxar a classe média do Porto através do IMI e do IRS.» 
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Paulo Rangel no seu melhor



É oficial: os cogumelos andam marados. Paulo Rangel, no Público de 20.09.2016:

«Depois da semana passada, Lisboa despertou sob o signo de dois “chavismos”. Um chavismo programático, enunciado nas três sentenças de Mortágua e na competição desenfreada do PCP para ultrapassar os ditames do Bloco de Esquerda. E um “chavismo” de modo ou de estilo — a que podemos chamar um “chavismo” carismático — consubstanciado no esforço visível para reabilitar Sócrates e, designadamente, no seu regresso formal a iniciativas políticas do PS. O PS, o seu Governo e António Costa vivem pois entalados entre o “chavismo” programático e o “chavismo” carismático. E no seu tacticismo permanente, orientado exclusivamente para um desígnio de sobrevivência política pessoal do Primeiro-Ministro, Costa e o PS são consciente e dolosamente responsáveis por esta “venezualização” em curso da nossa paisagem política.»
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20.09.1934 – Sofia Loren



Há mais vida para além do IMI e Sofia Loren faz hoje 82 anos. Fica aqui um pequeno vídeo que nos recorda alguns passos da sua vida e umas tantas imagens, bem antigas, de filmes que podemos ter ainda na memória.








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Os ricos que paguem o que devem



«Para assegurar um nível mínimo de coesão numa sociedade, é preciso garantir um mínimo de equidade, um mínimo de regras comuns. Regras que devem abranger todos os cidadãos sem excepção, seja qual for a sua extracção social, nível económico, educação, actividade profissional, local de residência, antecedentes familiares, saúde, cor da pele, género, orientação sexual, ideologia política ou religião. (…)

Em teoria, as coisas funcionam assim nas sociedades democráticas em geral e em Portugal em particular. Mas apenas em teoria. (…)

Digam o que disserem os políticos em campanha e sejam quais forem as promessas e as intenções dos Governos, todos sentimos e sabemos que existe uma justiça para ricos e uma justiça para pobres, da mesma forma que existem regimes fiscais diferentes para ricos e empregados. (…) No domínio do fisco, não se trata apenas de uma filosofia que penaliza mais os rendimentos do trabalho que os rendimentos do capital mas, para além disso, do facto de haver inúmeros alçapões estrategicamente colocados na lei e inúmeras situações de excepção que beneficiam os que mais têm, enquanto os simples trabalhadores não possuem forma de se esquivar às tributações.

Numa famosa entrevista na televisão no final do ano passado, o ex-diretor-geral da Autoridade Tributária José Azevedo Pereira revelou que as 900 famílias mais ricas de Portugal, com património superior a 25 milhões de euros ou rendimento médio anual acima de 5 milhões, representavam uma percentagem irrisória da receita de IRS, da ordem dos 0,5 por cento, quando seria de esperar, de acordo com a lei, que pagassem 50 vezes mais. Como o fazem? Exploram subterfúgios legais, com a ajuda de consultores fiscais dos grandes escritórios de advogados. Ou desrespeitam grosseiramente a lei, com o maior descaro, confiando que, se forem descobertos, a justiça para ricos os irá livrar de qualquer punição.

Esta sensação de que existem na sociedade portuguesa dois grupos de pessoas, umas que tudo podem mas que nada devem e outras que pouco podem mas que devem tudo, a sensação de viver numa sociedade não só injusta mas profundamente corrompida, a sensação de impotência perante este estado de coisas, desacredita a democracia, destrói a participação cívica e corrói a sociedade. (…)

Os ricos que paguem a crise? Não. Os ricos que paguem o que devem. Apenas isso.»

José Vítor Malheiros

19.9.16

Refugiados – um drama sem fim




«Milhares de migrantes fugiram esta segunda-feira à noite do campo de Moria, na ilha grega de Lesbos, devido a um incêndio aparentemente ateado de forma voluntária, indicou a polícia local. (…)
Há atualmente na Grécia mais de 60 mil refugiados e migrantes, a maioria dos quais quer viajar para a Alemanha e outros países do norte da União Europeia, mas não consegue fazê-lo, depois de vários países balcânicos e do leste europeu terem encerrado as suas fronteiras, no início deste ano.» 
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Mariana Mortágua: tudo o que ela disse (vídeo)




Coimbra, 17.09.2016, Conferência do PS – a intervenção de que toda a gente fala sem ter visto nem ouvido.

Dica (394)



Não sejamos tolerantes. (Manuel Carvalho da Silva) 
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Alberto João Jardim, novo talento



De presidente a pastor. Alberto João Jardim estreia-se no cinema.

Ainda ganha um prémio de «Novos Talentos» num qualquer festival.
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Há 35 anos, Simon & Garfunkel no Central Park de NY



Não foi ontem, mas em 19 de Setembro de 1981, que foi gravado o mais que memorável concerto que Simon & Garfunkel deram no Central Park de Nova Iorque. Reza a história que assistiram 500.000 pessoas e foi gravado ao vivo, dando origem a um álbum lançado no ano seguinte. Os lucros obtidos reverteram para a reforma e manutenção do parque e nós «herdámos» um espectáculo inesquecível.

Fica o conjunto e algumas «pérolas».








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Preservar as nossas democracias



«A democracia deve estar alicerçada nos direitos humanos. Isto é óbvio para muitos mas na Europa vê-se cada vez mais pessoas a sugerirem que a democracia é apenas ganhar eleições e depois fazer o que se julga que os eleitores querem. A democracia, para estas pessoas, torna-se uma espécie de “ditadura da maioria”. (…)

Compreendendo isto, é claro que vivemos um momento difícil para a democracia – tanto na Europa como nos Estados Unidos. A capacidade de garantir os direitos humanos depende, em último caso, de serem aceites pelos cidadãos. E hoje, há mais pessoas a questionarem os princípios fundamentais dos direitos humanos do que na última geração, ou há mais tempo ainda.

As causas deste aumento da intolerância são fáceis de discernir. Vivem-se tempos de insegurança económica, em que muitas pessoas sentem que estão a ser deixadas para trás. São também tempos de insegurança física, em que quem sai à noite para assistir a um concerto em Paris ou ver o fogo-de-artifício em Nice, ou está à espera de entrar para o avião no aeroporto de Bruxelas é morto por acaso. O nosso é também um tempo de insegurança cultural, em que a chegada de grande número de migrantes provoca um medo de perda de identidade nacional ou europeia.

Em tempos como estes, há uma tendência a retrair-se, a procurar conforto entre os se parecem mais connosco, a fechar a porta aos outros. Esse instinto dá um púlpito às vozes do ódio e da intolerância que ganharam tanta ascendência. Infelizmente, muitos políticos estão ansiosos por explorar estes medos para obter ganhos políticos.

Devido à grandeza do que está em jogo, pensar-se-ia que os líderes políticos mais moderados estariam a soar o alarme, que estariam a clamar contra o discurso dos demagogos, que afirmariam a centralidade dos direitos e dos valores liberais para as nossas democracias. (…)

Temos também de fazer perguntas difíceis sobre os planos para sacrificar os nossos direitos em nome da luta contra o terrorismo. França precisa mesmo de um estado de emergência renovado continuamente, que tem levado a abusos policiais contra pessoas normais? Ou porque é que estamos tão apaixonados pela vigilância maciça quando vemos que é insuficiente o investimento na vigilância de suspeitos conhecidos? (…)

Uma resposta eficaz aos populistas tem de lidar com os verdadeiros problemas que suscitam, ainda que rejeitemos a afronta aos nossos valores que eles representam. Devemos ganhar força da generosidade com que tantos europeus comuns trataram os refugiados.

Este não é o momento de enterrarmos a cabeça na areia. A ameaça aos princípios e instituições democráticos não recuará por si própria. Devemos apresentar uma defesa em alta voz desta compreensão robusta da democracia – defender os direitos e valores que tornam as nossas sociedades mais fortes.»

18.9.16

Nem 8, nem 80



Hoje, devem ser uns 10 ou 15 livros para o mesmo fim.
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Dica (393)



Nem contas nem Aristóteles. (Afonso Camões) 

«A conversa sobre um segundo resgate à nossa economia faz-me lembrar a mão escondida de Tullius Detritus, aquele enviado de César cuja missão era semear desconfiança e a discórdia entre irredutíveis gauleses, para os tornar vulneráveis. Unidos e valentes, a única coisa que estes temiam era que o céu lhes caísse em cima. Sabiam, porém, que amanhã não é a antevéspera desse dia.» 
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Cerveja canalizada




Este projecto vai substituir cerca de 500 trajectos de camiões por ano, prejudiciais para as ruas da velha cidade. 
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Refugiados: paredes que protestam




Banksy, sempre.

Mariana Mortágua: perguntas que se impõem



Num evento do PS, que ontem teve lugar em Coimbra, Mariana Mortágua disse umas «coisinhas», que alguns aplaudiram, que incomodaram uns tantos e que puseram outros a trepar pelas paredes.

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