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29.11.16

Dica (443)



Domingues saiu, pois ainda bem. (Francisco Louçã) 

«Na minha opinião, o parlamento fez aliás muito bem em votar a norma que inclui na lei orçamental e que evita qualquer discussão interpretativa sobre a lei de 1983. O que me surpreende é que partidos que acham que os administradores são obrigados à declaração de interesses tenham votado para que o parlamento desse o sinal de que rejeita essa obrigação. Se pensavam que com essa pusilanimidade seguravam Domingues, então tinham que estar dispostos a dar-lhe a isenção que reclamava. E não estavam, o que não os dispensou de comentarem a demissão do presidente da Caixa como se ele fosse uma vítima de uma perseguição e não o criador do seu próprio imbróglio ao recusar o dever elementar da lei e da transparência.»


Finalmente, sossego na Caixa? (Francisco Louçã) 

«A ideia de que o parlamento se devia ter acobardado e recusado o dever declarativo, na esperança de que dentro de umas semanas ou meses o Tribunal encerrasse a questão, é uma graçola. (…) Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, que vêem melhor o filme, suspiraram de alívio pela demissão e, sobretudo, pelo não arrastamento desta novela envergonhante.» 
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