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16.11.16

Por esta Grécia fora



Já deixei Atenas, tendo Obama ficado a seguir-me os passos. Ainda bem que andei pela Acrópole e respectivo Museu há dois dias, já que ontem passou por lá ele e a área deve ter estado cercada com vários polícias por metro quadrado.

Hoje foi dia de muitos quilómetros, que incluíram olhar para o Canal de Corinto, passar por Epidauro e por Micenas e ter chegado há pouco a Olímpia.

De Epidauro, importante centro médico em tempo idos, destaca-se actualmente o magnífico Teatro, construído no século IV a.c., célebre pela sua excepcional acústica. Conta a lenda que a queda de um simples alfinete era audível pelos treze ou catorze mil espectadores que o enchiam. Mesmo descontando algum exagero, a verdade é que é excelente e que o espaço se transformou num centro cultural fora de série, com uma vasta série de espectáculos que o enchem todos os verões.

Quanto a Micenas, recorde-se que foi um dos maiores centros da civilização grega, tão importante que esta teve o seu «Período Micénico» entre 1600 e 1100 a.c. Visite-se a importante Acrópole e respectivo museu e não se dará por mal utilizado o desvio e o esforço de trepar…

É tarde e o tempo é pouco. Mas enquanto o dia foi passando, não conseguia esquecer que houve gente como nós que fez maravilhas destas há muitos séculos e que os nossos destinos estão hoje nas mãos de apatetados Junkers e de sinistros Trumps. A começar pelas vidas dos desgraçados gregos.