27.11.08

Nº 228











Não há como cadeias por iniciativa própria. Nem vou até às origens desta: eu venho do Der Terrorist:

-Quem é o teu pai?
-O camarada Estaline.
-E quem é a tua mãe?
-A União Soviética.
-E o que queres ser quando fores grande?
-Órfão.

16 comments:

F. Penim Redondo disse...

Cara Joana

Uma coisa é a crítica política e a divergência, outra é o achincalhamento que parece estar na moda.

Não gosto.

Joana Lopes disse...

Tu sem sentido de humor? Essa é nova para mim.
Também não gosto...

-pirata-vermelho- disse...

Sentido de quê?

-pirata-vermelho- disse...

(desculpe se comento o seu 'comment')

septuagenário disse...

É preciso humor porque sem humor não vamos lá.

Penso que só não tem direito a rir, quem esteja desmpregado sem direito a fundo de desemprego.

José de Sousa disse...

Oh! Fernando Penin. Eu também não gosto do achincalhamento pessoal, mas esses achincalhamentos não serão moda tão recente assim. Desde sempre que me lembro desse ininterrupto arraso rasca das pessoas. Contemporâneas ou históricas. Um simples vizinho ou uma figura pública. Parece até ser uma especialidade nossa. Esses achincalhamentos, continuando a ser mal informados e preguiçosos, muitas vezes alarves, encobrindo talvez pequenas invejas,agora, nos dias de hoje, podem ser mais às escâncaras e sonoros e constituírem um mais alto ruído de fundo. É a Democracia e a “coragem” que parece incutir a muitas pessoas.
Tenho lembranças antigas desse tipo de mal dizer. Quando andava no liceu, cantávamos: a mulher do Bernardino quando caga toca o hino, a mulher do Arriaga toca a hino quando caga. Não se pode dizer que houvesse aqui uma elegância no dizer. O Afonso Costa tinha vendido os nossos soldados a um tanto por cabeça, coisa contada como certa, etc..
A anedota que a Joana contou já era conhecida. Isso não tem mal. O que tem de bom é a graça. E, como muitas anedotas da época, como as nossas sobre o Salazar, fotografaram uma época. Imagens rápidas onde muito se podia ver.
Não percebo onde está o achincalhamento pessoal. Na pessoa de Estaline? Este meu comentário não é para falar do seu humor que certamente existe, e que a Joana até parece apreciar, mas, para lembrar os “humores” quotidianos, maus, que as pessoas da minha idade e com o possível respeito pelos outros, têm sofrido há já bastantes dezenas de anos.
Não é moda, não!

F. Penim Redondo disse...

Eu não queria voltar a este assunto mas...

Eu não sou esquisito e até gosto de anedotas. Esta por acaso já conhecia e até não acho muito conseguida no plano do humor.

Se a Joana tivesse contado a anedota no café enquanto tomávamos uma bica eu até achava normal.

O que eu já não acho normal é haver uma série de blogs a dizer anedotas destas ao mesmo tempo. Claro que não é proibido mas parece-me esquisito, mas parece uma paranóia (o que nunca é saudável).

O achincalhamento a que eu me referia é o do PCP e não de qualquer pessoa em particular.
Eu considero-me bem posicionado para conhecer os defeitos do PCP, e tenho tomado posições públicas sobre isso, mas também penso que é uma organização que merece respeito quanto mais não seja pela sua história, assim como o Benfica que mesmo levando 5-1 continua a ser o glorioso(nada de confusões eu sou do sporting).

No momento em que tem lugar o Congresso do PCP (que eu não tenho acompanhado) e em que se fala em "reconstruir a esquerda" não vejo que interesse possa ter hostilizar os comunistas e o PCP.

E mais não digo.

-pirata-vermelho- disse...

Percebe-se muito bem, caro Penim.
(e sou insuspeito, uma vez que não sou nem fui sócio do PCP)

José Eduardo de Sousa disse...

O que escreve Penin Redondo tem dois destinatários. Um deles sou eu.
Pela minha parte, muito obrigado por ter escrito e pelo que escreveu. E lastimo ter respondido mais ao achincalhamento duma pessoa do que a dum Partido, Instituição ou qualquer coisa assim. Não percebi.
Eu não ando constantemente a navegar, na net, de blogue para blogue. E estou a ver pouca comunicação social. Apenas aquela até onde ainda posso esticar a minha paciência. E muito ligeiramente.
Não me pareceu, no pouco que vi e apreciei, que houvesse um achicalhamento sistemático, pela via das anedotas, ou por qualquer outra, do PCP. Se o viu, claramente, tem todo o direito de se impacientar. Eu quando vejo algumas outras coisas também me impaciento ou me indigno ou até me encolerizo. E, quem sabe, talvez também me aborrecesse com esta.
Dirigiu essa impaciência à Joana Lopes. Ela não precisa de dar homem por ela, mas não deixo de dizer que não me pareceu que estivesse numa de escarnecer do PCP e do seu Congresso. E eu próprio, não se vá dar o caso de ter razão, não acrescento mais nada, nem anedota, nem comentário, porque não quero ser mais a ajudar ao “coro”.
A Joana contou uma anedota. Não sei se influenciada pela actualidade, pelo Congresso do PCP. Fê-lo como se estivesse à mesa dum café. .. E esta coisa dos blogues não é suficientemente indefinida para incluir qualquer tipo de encontros e de convívios como se estivessemos fora do espaço virtual? Resvala-se, por vezes, numa ou noutra direcção qualquer. Não estamos nós os dois, agora, sentados a uma mesinha de café, a ouvir-nos um ao outro. Melhor, a ouvir-me. É a minha vez. Falta-me o cafézinho, mas, à partida,não faltará uma despedida amigável da minha parte.
Até sempre!

Pisca disse...

Se há coisa que "vende" bem é ser "ex-PCP" (nem todos, claro), ou ultrapassar o PCP pela esquerda, com um ar fino de neo-esquerdista, todos eles a demonstrarem uma de duas coisas, ou que o PCP está morto, ou então que devia mudar.
No 1º caso, basta olhar, no 2º lembram-me sempre aquele jornalista desportivo que não gostava hoquei em patins e então dizia:
-"Aquilo até é giro se as balizas fossem maiores, se a bola fosse maior, se fosse jogado com os pés e já agora tirassem o stick e aquelas rodinhas"
Só uma pergunta, quando publicam pelos jornais são pagos à linha ?
Assim são as divagações sobre o PCP

ana vidigal disse...

"Much Ado About Nothing"

José Eduardo de Sousa disse...

De acordo, Ana Vidigal. Uma boa apreciação.

Joana Lopes disse...

Publico todos os comentários que obedecem minimamente às regras aqui indicadas. Mas não me sinto nunca na obrigação de me pronunciar sobre cada um e gosto até de assistir ao diálogo entre comentadores. Está a ser desta vez o caso. (Só há uma pergunta em aberto, posta por quem assina «pisca», e a essa vou responder: não escrevo para nenhum jornal e ninguém me paga para escrever.)

Não sei se ainda voltarei a falar sobre o Congresso, mas agora sou eu que deixo aqui uma pergunta: será assim tão difícil perceber que se achincalha menos o PC com este tipo de brincadeiras do que transcrevendo pura e simplesmente excertos de algumas das Teses do congresso como tantos outros blogues fizeram?

Anónimo disse...

Excertos... vamos a ver


A Joana Lopes falou de excertos das Teses.Seria mais rigorosa se dissesse excertos parciais, propositadamente truncados, com saltos deliberados para excluir todas as afirmações que não encaixassem no que, preconcebidamente se queria demonstrar.
Chama-se a isto não anedotas mas... desonestidade intelectual.

João Fonseca

Pisca disse...

Dª. Joana Lopes, de modo nenhum me estava a referir à sua pessoa, sei que não escreve para jornais, apenas e só me referia aos "escrevinhadores" e "opinadores" sobre tudo e mais alguma coisa, que nestas alturas surgem com as mais mirabolantes "teses", aproveitando a maré, ou indo na mesma para poderem fica sempre à tona, daí depende a sua sobrevivência

sem-se-ver disse...

que anedota fabulosa! :D