23.10.08

Fernando Pessoa

Justiça foi feita

Para tristeza de chineses e sinófilos, e apesar das pressões de Pequim, o Parlamento Europeu atribuiu o prémio Sakarov 2008 a Hu Jia, de 34 anos.

Hu Jia está preso há seis meses por incitação à subversão «do Estado e do poder socialista», como consequência de uma declaração feita, por teleconferência, à Subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu. Há muito que utilizava a internet como palco para as suas denúncias.

21.10.08

Milord



As francofilias têm andado afastadas. Estão de volta.

Silvina















Qualquer dia mudo o nome deste blogue. «Entre as brumas...»? Estou farta!

Se fosse hoje, chamava-lhe Silvina. Porque não? Leonor também não era mau. Ou talvez Vítor. Vou pensar nisso.

Não há pequenos-almoços grátis

Se passarem por aqui mais Dardos, vão direitinhos para esta senhora - com «responsabilidade, integridade e humildade».

A PIDE em biografia

Irene Flunser Pimentel
Biografia de um inspector da PIDE
Fernando Gouveia e o Partido Comunista Português,

A Esfera dos Livros, 2008, 396 p.






Nas livrarias, dentro de poucos dias:
«O retrato não de um herói ou de uma vítima, mas de um agente da repressão do Estado Novo.»

Polémico? Para quem criticar antes de ler. Também para cabeças demasiadamente formatadas.

Corajoso? Sem qualquer espécie de dúvida.

20.10.08

Prémio Dardos

Aqui ficam os meus agradecimentos para as diversas nomeações de que este blogue foi/está a ser alvo - com a maior das sinceridades. Fui a jogo com a primeira que recebi, mas é absolutamente impossível, e não teria qualquer sentido, entrar numa cadeia de cadeias. Dentro em breve, estaríamos mesmo todos «encadeados».

Memória Histórica

No blogue Caminhos da Memória, foram publicados hoje três textos a propósito da problemática vivida neste momento em Espanha: um de Rui Bebiano, outro de Irene Pimentel e este meu, abaixo transcrito praticamente na íntegra.


Memória e cidadania

Um artigo de Jorge Almeida Fernandes (JAF) no suplemento P2 do Público de ontem abriu uma discussão, tão importante quanto complexa, a propósito das polémicas geradas em torno da recuperação da Memória Histórica em Espanha e da actuação do juiz Baltasar Gárzon na mesma. Desta vez, o que está principalmente em causa é o papel dos historiadores em toda esta problemática, a relação entre a sua actividade e os poderes político e judicial, entre «liberdade» de quem investiga e leis de criminalização do passado.

Regressando ao artigo de JAF (que, diga-se de passagem, parece misturar diferentes temas e planos distintos): a polémica sobre este papel do historiador está muito acesa em França e reflecte-se no texto do abaixo-assinado citado no P2. Acaba de ser lançado um livro de Pierre Nora e Françoise Chandernagor precisamente sobre a mesma problemática. Repito: trata-se de um tema apaixonante mas complicadíssimo.

Talvez por isso, nunca me senti tão aliviada por não ser historiadora, mas apenas alguém que se interessa muito pelas questões relacionadas com a memória. Porque história e memória não são a mesma coisa.

Não sei se os republicanos espanhóis foram vítimas de crimes comuns ou contra a humanidade (e, portanto, se os respectivos processos prescreveram ou não). Não sei se Gárzon é competente ou não para se ocupar do problema (questão muito polémica em Espanha neste momento), nem se o faz por exibicionismo, nem se um juiz pode «escolher» as suas vítimas.

Sei que, tal como não há almoços grátis, também não existem políticas de memória inocentes e imparciais: o governo de Zapatero não promulgou a lei da Memória Histórica por acaso, o PP não põe entraves à toa, Bento XVI não beatificou quase 500 «mártires» franquistas só porque sim. E eu, cidadã comum, sinto-me com todo o direito de escolher as memórias que quero preservar, as vítimas que quero «desenterrar», não só para que justiça se faça, mas porque acredito que é assim que posso tentar contribuir para o progresso da humanidade, nos caminhos que me parecerem mais correctos. Com todos os compagnons de route que for encontrando, sejam eles políticos, juízes, historiadores – ou simples mortais como eu.

19.10.08

Abençoada cadeia

... porque um dos «prémios» atribuídos teve este belo elo como resposta.

Quem sabe faz a hora

Com dedicatórias várias para quem passar por aqui e se recordar das muitas vezes em que cantarolámos este «Caminhando», na calada semi-clandestina de sessões à porta fechada – nos idos de 68, evidentemente, «pra não dizer que não falávamos de flores».