24.11.10

Com a História na mão

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23.11.10

Nas bocas do mundo...


… e pelas piores razões: longas notícias sobre Portugal, hoje, nos jornais argentinos (por uma vez, não se fala apenas do Mourinho e do Ronaldo...).

Alguns excertos de La Nación (sem link):

«Depois da confirmação do resgate da Irlanda, os mercados perguntam-se se chegou o momento de ajudar Portugal e, a longo prazo, a Espanha ou a Itália.»
«O deficit português não conseguiu, até ao momento, mostrar uma clara melhoria em 2010, especialmente em comparação com outros países da periferia da zona euro como Grécia, Irlanda ou até Espanha.»
«É difícil ver o que poderia salvar Portugal. Um voto a favor do orçamento não acalmará as coisas. Quanto mais tempo durarem as pressões do mercado, mais crescem as probabilidades de que Portugal tenha de pedir algum tipo de ajuda.»

Também grande relevo dado à greve geral de amanhã - mais necessária e oportuna do que nunca. Não é verdade que tudo seja inevitável ou impossível. O dia 24 de Novembro de 2010 pode marcar o início de uma nova etapa de solidariedade e de democracia.
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Relíquias


El Ateneo, uma das livrarias mais belas e mais espectaculares do mundo, no centro de Buenos Aires. Antigo teatro construído em 1919, onde actuou Carlos Gardel e se pode hoje ler calmamente numa frisa e lanchar magnificamente no palco. Cinco estrelas. Um perigo para compradores compulsivos de livros.




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Amanhã


Obviamente!
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22.11.10

Optimismo intercontinental


Com pouco tempo para ler notícias, percebo no entanto que os espíritos andam cada vez mais cinzentos e que o fantasma do FMI se aproxima na opinião de quase todos, com a Irlanda por aí tão perto. (Quase todos, claro, porque o nosso PM continua inabalavelmente esperançoso e confiante.)

A distância torna-me optimista: estou num país que viveu uma crise colossal há apenas dez anos, que teve por cá o dito FMI, sofreu muito mas não desapareceu do mapa. Pelo contrário: é hoje próspero (embora não tanto como poderia, segundo leio), Buenos Aires tem uma enorme vitalidade e deixa Lisboa a quilómetros de distância em termos de qualidade urbana. Puerto Madero (antigas docas) cresceu muito nos últimos anos, tem agora três quilómetros de restaurantes e habitações de luxo, uma marina, hotéis dos melhores arquitectos do mundo – claros sinais exteriores de riqueza, portanto, e de saída da fatídica «crise».

Claro que os condicionalismos são diferentes, aqui não havia pelo meio o complicómetro de Bruxelas nem os interesses da senhora Merkel, mas existiam outros problemas bem graves.

Quero dizer com isto que desejo a entrada do FMI? Não: apenas lembrar que o mundo não vai acabar por aí amanhã, sem FMI ou com ele, embora se tenha um pouco a sensação contrária quando, a distância, se dá uma volta pelas gordas dos jornais e por alguma blogosfera…

(Foto: Puerto Madero, onde vou agora jantar…)
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Inevitável mesmo






Manhã de um feriado en La Boca - Caminito.
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Verão e Jacarandás


Um domingo esplendoroso em Buenos Aires, depois de uma longa viagem excepcionalmente descansativa: 13 horas é muito tempo e, desta vez, deu para dormir muito mais do que em casa. Nem sempre acontece, mas ontem foi assim.

O prazer de regressar a uma cidade já conhecida, sem a obrigação de revisitar locais «incontornáveis», sem programa pré-definido, confirmar que se trata de um dos tais poucos sítios em que não me importava mesmo nada de ficar sem retorno à origem, verificar que tudo cresceu veritiginosamente nos últimos sete anos. Até as velhas avenidas parecem mais largas, as árvores – uma das grandes relíquias desta enorme cidade – multiplicaram-se, há jardins e parques em tudo o que é bairro.

Hoje, foi mesmo retomar contacto. Primeiro o reencontro com a 9 de Julho e a Praça de Maio, também com a Florida, depois o mercado de S.Telmo e o tango na rua, fim de tarde em Puerto Madero.

Amanhã há mais, logo se verá quando e o quê. E não, não tenho saudades da querida pátria...

Last but not the least: tudo aqui é muuuuito mais barato do que por essas bandas!
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19.11.10

Se os aviões ajudarem

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... chegarei lá durante a manhã do próximo Domingo. Podem ter inveja.


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1.000 anos em 5 minutos

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Daqui.
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Para esquecer a Cimeira, falemos de gafanhotos


A primeira vez que as vi foi num mercado de rua em Xangai: as famosas espetadas de insectos, tão apreciadas a Oriente (e também em África e nalguns países da América Latina) e que nos revolvem os estômagos.

Repulsa com os dias contados, ao que parece: com o aumento da obesidade, a ameaça que o consumo de carne representa para o planeta e a «crise», sempre ela, poderemos render-nos aos encantos de gafanhotos, baratas, grilos e outros que tais, talvez mais depressa do que imaginamos.

Ricos em proteínas, vitaminas A e B e sais minerais, de produção facílima e de uma variedade espectacular, já que terão sido identificados mais de 1.000 espécies comestíveis, começaram já a conquistar a América do Norte e, lentamente, alguns países da Europa.

A FAO encoraja fortemente todas as iniciativas nesse sentido e está prevista para 2013 a primeira conferência global sobre Entomofagia.

Dica para Novas Oportunidades:



(Fonte)
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Notícias de uma Cimeira (7)


A propósito da notícia que caiu a meio da tarde de ontem, segundo a qual «trinta e cinco [pessoas], na sua maioria de nacionalidade finlandesa, foram interceptados num autocarro, com destino a Lisboa, na posse de “material com mensagens anti-NATO”», e dos detalhes entretanto conhecidos, como o facto de alguns vestirem roupa preta, dispenso-me de comentar e remeto para o que a Fernanda Câncio escreveu.

A ler na íntegra, mas também «tenho para mim, até porque é público, que as cenas mesmo a sério, daquelas tipo atocha, twin towers e metro de londres, não costumam ser feitas por malta que viaja de autocarro em grupo com tshirts e chega no dia anterior aos acontecimentos».
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18.11.10

Comentários para quê?


«A fome volta a ameaçar a Coreia do Norte: as despesas militares limitam a capacidade de Pyongyang comprar cereais.»

«La mayoría de los 24 millones de habitantes de Corea del Norte sufrirá carencias de alimentos el año que viene a no ser que el país reciba ayuda internacional, según han asegurado de forma conjunta la Organización para la Agricultura y la Alimentación (FAO, en sus siglas en inglés) y el Programa Mundial de Alimentos (PMA). Las dos instituciones dependientes de Naciones Unidas afirman que cinco millones de personas se enfrentan en el país asiático a una grave escasez de comida.»

Até quando?!

(Fonte)
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