«Ontem o porta-voz do PSD veio criticar o timing da decisão do TC, notando que, “se esta decisão ocorresse a partir do dia 16 de Junho, isto é, daqui a pouco mais de 15 dias, seria um momento a partir do qual” o país já não estaria dependente dos “credores internacionais, uma vez que o FMI no dia 16 daria por encerrado o programa de assistência financeira”. Mas, para Marco António Costa, o facto de o anúncio ter ocorrido agora “é como que um arrastar do país para, novamente, ter de dialogar com os credores, ter de dialogar com a troika relativamente a esta situação”.
Ou seja, com estas declarações ficámos a saber que afinal a troika não se foi embora. Está cá, não se vai limitar a tratar de questões técnicas e não se irá embora enquanto o Governo não apresentar um plano B para compensar os chumbos. E não vale a pena criticar o timing do TC, mas sim o timing daqueles que começaram a deitar foguetes antes da festa.»
(Do Editorial do Público de hoje)
Além disso: na lógica do que disse o porta-voz do PSD, se o TC só tivesse anunciado as suas decisões no dia 17 de Junho, o que seria diferente? O governo não se sentiria obrigado a cumprir os limites do défice para este ano? Bateria palmas, aliviado, e festejaria as decisões tomadas no Palácio Ratton? Querem fazer de nós parvos?
E se desejam outras «boas» notícias, não desanimem: vem aí a reprovação da CES.
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