12.9.09

It's been a hard day's night



















Ricardo Araújo Pereira sobre os debates

Ouvido em trânsito, no Governo Sombra:

«As audiências têm sido extraordinárias (…)» Pode acontecer «que as pessoas tenham imenso interesse em ver os debates, mas nenhum interesses em ir votar» - «querem saber mesmo qual é a melhor forma de decidir em quem é que não vão depositar o voto».

«Chovinismo» qb?
















Os franceses não desistem : continuam uma luta, antiga e relativamente inglória, para travar a invasão do inglês. Quando, em 1964, René Étiemble lançou Parlez-vous franglais?, a expressão correu mundo e foi alvo de críticas e de anedotas nos meios anglófilos e não só.

Leio hoje que, duas vezes por ano, é publicado um guia intitulado «Vous pouvez le dire en français», com as traduções consideradas adequadas.

Assim, um «hacker» é, para todos os efeitos, um bisbilhoteiro («fouineur»), em vez de «podcasting» deve dizer-se «diffusion pour baladeur» e «phishing» é pesca com anzol («hameçonnage»). «Computer» será para sempre «ordinateur» (certamente em honra dos heróicos tempos das separadoras que ordenavam cartões perfurados) e mantém-se «logiciel» para «software». Ainda tentaram (juro que é verdade) mas, para meu grande desgosto, verifico agora que desistiram de «quincallerie» como tradução de «hardware»...

11.9.09

Outros cartazes, outras campanhas (5)



Eleições 2009

Paga-se um preço por ter netos em idade de infantário e há semanas que a cantiga não me sai da cabeça depois de uma volta por certos blogues. Mas há por aí sensibilidades à flor da pele e estou um pouco farta de as aturar, razão pela qual não partilhei esta minha recente obsessão.

Hoje, num dos subterrâneos (ou sucedâneos, como preferirem) desta querida blogosfera – o Facebook - confessei-me à Inês Menezes e ela «traiu-me» (com a minha total conivência...). Assim sendo, aqui fica:

11/9 - 2001, NY


11/9 - 1973, Chile








Víctor Jara, Te recuerdo Amanda, um hino de liberdade dos anos 70

10.9.09

Paloma




(Via João Ventura no Facebook)

Obama e a saúde













No New York Times, vídeo (45:51) e texto do discurso, em inglês e na íntegra, dividido em capítulos (o cursor permite saltar para qualquer secção). «Links» e «check points» remetem-nos para informações relacionadas com os temas e algumas análises pontuais – notável.

Espanha e as suas memórias
















No Público.es de hoje, um artigo de opinião sobre as características do chamado período de Transição e suas consequências na Espanha de hoje - uma questão que parece longe de estar encerrada.

«Resultado de la manera como se hizo la Transición, existen dos versiones del pasado que se han promovido en los mayores medios de información de España. Una versión (la de derechas) todavía justifica hoy el golpe militar y la dictadura que implantó aludiendo que era necesaria para parar un mal mayor, el comunismo. La otra versión (más cercana al centro ideológico) niega la anterior, desmintiendo que existiera peligro de que en nuestro país se estableciera el comunismo. (…)

Considero tales versiones, incluyendo la segunda, profundamente erróneas. Creo que existe suficiente evidencia histórica para concluir que en caso de que hubieran ganado las fuerzas democráticas, derrocando el golpe militar (lo cual habría ocurrido de no contar el golpista Franco con la ayuda de Hitler y Mussolini), tendríamos una España muy distinta. También la tendríamos distinta si la Transición, en lugar de ser resultado del pacto entre el Estado franquista, por un lado, y las izquierdas (que acababan de salir de la cárcel o del exilio), por el otro, hubiera sido consecuencia de una ruptura con el régimen anterior, determinada por movilizaciones generalizadas que hubieran forzado al rey a dejar el país, estableciéndose un sistema republicano que se hubiera considerado, asimismo, heredero de la Segunda República. En ambos casos, la España actual sería hoy muy diferente, mucho más democrática, con unas izquierdas más poderosas y con mayor sensibilidad social.»

9.9.09

Nem mais


À espera do Equinócio













«Prosseguiram a 9 de Setembro os esforços para a formação do novo Governo. Os contactos alargam-se a oito partidos, incluindo CDS e UDP, e até dois sem representação parlamentar (MÊS e PPM).» (*)

Claro que decorria o ano de 1975 e era o VI Governo Provisório que estava em preparação. Acabou por tomar posse em 19 de Setembro, com elementos do MFA, PS, PPD e PCP. Durou cerca de dez meses e o resto da história é (mais ou menos) conhecido.

O mundo continuou a girar para o mesmo lado, nada leva a crer que esteja para acabar e, trinta e cinco anos depois, haverá também um novo governo em Setembro (talvez já em Outubro) - garantidamente democrático. Porquê tanta dramatização?

(*) Fonte: Adelino Gomes e José Pedro Castanheira, Os dias loucos do PREC, p. 290.