19.1.13

Inveja de outras paragens


... sem Inverno. 


Lambarena, Bach to Africa – Uma homenagem a Albert Schweitzer (1875-1965)
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Quem disse que tudo é cinzentismo em Belém?



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Aconselho eu



(Via Jornal de Negócios)
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Conhecer a dívida



Já está disponível o relatório preliminar do grupo técnico da IAC, que será apresentado no encontro de hoje, em Lisboa.

Em formato pdf: Conhecer a dívida para sair da armadilha


TRNSMISSÃO DIRECTA DO ENCONTRO AQUI.

18.1.13

Hoje foi só gás pimenta, amanhã não sabemos



Posso estar esquecida, mas nunca vi disto por cá. Nem no tempo de Salazar.

Em Braga, uns miúdos do 7º ano fecharam o portão da escola a cadeado, com protesto contra um agrupamento de estabelecimentos de ensino. A policia lançou gás pimenta sobre os alunos (certamente muitos deles com 12 anos) e afirma que o fez para permitir que os bombeiros chegassem ao portão e cortassem o cadeado. Olhos inchados, etc., etc., seis alunos que necessitaram de assistência média, dois hospitalizados.

«A Polícia lamenta este episódio e assume que a intervenção foi feita na medida e proporção a evitar uma intervenção mais "musculada"», escreveu a PSP no Facebook. Mais musculada... seria...? Kalashnikov?

(Fonte, entre outras)
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Tiros nos pés



«Ouvi dizer que o PSD está no Governo, mas há dias em que, quando abro os jornais, acho que estará na oposição - todas as semanas há um novo episódio daquela fantástica série "Eu gosto de dar tiros nos pés". (...)

Por causa disso mesmo, um dos pontos fortes da reindustrialização, ultimamente muito acarinhada, é a construção de uma fábrica de sapatos à prova de bala. Os primeiros protótipos estão já em ensaio na Presidência do Conselho de Ministros e no Ministério das Finanças. Estes sapatos blindados serão distribuídos a membros do Governo, seus assessores, líderes da oposição, deputados e membros seleccionados dos gabinetes governamentais e de algumas autarquias - António Costa já manifestou também intenção em oferecer um par ao vereador Nunes da Silva e consta que antes de ir para o Largo do Rato enviará uns ao seu amigo José Lello (que aliás já tinha pedido uns para António José Seguro).

Os sapatos saídos desta nova indústria serão também resistentes ao efeito de ricochete ocorrido esta semana na conferência do silêncio, perdão, "Pensar o Futuro".»

Manuel Falcão

Há 79 anos, 18/1/1934



«No dia 18 de Janeiro de 1934, a classe operária e o povo da Marinha Grande tomaram o poder na vila. Nas primeiras horas da madrugada, a estação dos Correios e o posto da GNR foram ocupados e os acessos cortados. A bandeira vermelha ondulou na vila vidreira e foi decretado o soviete. Mas, ao contrário do que esperavam os organizadores do levantamento, o gesto não se repetiu no resto do País e o movimento foi facilmente esmagado pela repressão fascista. Apesar de vencida, a revolta dos operários marinhenses permanece como um exaltante exemplo de heroísmo da classe operária portuguesa, que permanece até aos nossos dias.»

Continuara a ler aqui. Ler também isto

Mas o 18 de janeiro não foi só Marinha Grande: vale a pena conhecer este importante estudo de Fátima Patriarca: O «18 de Janeiro»: uma proposta de releitura

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«Não vais fumar isso tudo sozinho, roda para cá»



Terá sido assim que os portugueses reagiram ao optimismo de Passos Coelho quando ele anunciou ontem, pela 100ª vez, que a retoma está à vista.

É «Imprensa Falsa»? ´Sim, mas bem podia não ser. Está quase a passar a verdadeira.

Ler o resto.

17.1.13

Sem Excel


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Um programa de governo para o FMI




«Resolvi devolver a gentileza ao FMI e retribuir o programa de governo que redigiram para Portugal, redigindo um programa de governo para o FMI.»

«A proibição de captar som e imagem é desagradável, concedo. Mas ninguém impediu os jornalistas de captarem aromas, texturas ou paladares.»

Na íntegra, AQUI.
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Alô, Celeste Cardona?



Celeste Cardona é, como se sabe, cronista do Diário de Notícias. Ainda hoje lá publicou um texto, mas há um outro, já de há dois meses, mas que almas zelosas ressuscitaram ontem no Facebook, que merece ser lido na íntegra : «É preciso olhar à nossa volta...» Não percam, por favor.

Nove pontos de exclamação depois (sim, contei-os), só me vêm à memória aquelas páginas dos «saudosos» livros da 2ª e da 3ª classes, dos tempos do outros senhor («Ai, os pobrezinhos, coitadinhos...»), mas temo que este estilo seja mais «tipo» Novas Oportunidades.

Esta senhora é licenciada em Direito, foi assistente na respectiva Faculdade, ministra da Justiça, deputada, administradora da CGD e escreve assim? E nós resistimos. Ou talvez não...

Sobretudo, que ninguém venha defendê-la dizendo que subiu a pulso na vida porque entrarei em pânico: há eleições presidenciais daqui a três anos. Ai, Deus, e u é? 
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Ainda nos lembramos da D. Branca?



Excelente artigo de João Magueijo (físico teórico do Imperial College, em Londres), «A Republica das Putas», Público 11/1/2013 (sem link, via Diana Andringa). Alguns excertos e texto na íntegra.

«Ainda deve haver por aí quem se lembre da Dona Branca, a autodenominada banqueira do povo. Para quem não sabe, era uma senhora que mais não fazia que comprar e vender dinheiro, fazê-lo circular, o que lhe era levado de novo era usado para pagar juros chorudos aos que já lá estavam, e cada vez havia mais. (...) E a Dona Branca inevitavelmente foi dar com os costados na prisão, coitada da senhora, estava muito avançada para a época, se fosse hoje davam-lhe um bónus de milhões, e teria uma posição de topo na Wall Street. (...)

Os jogos financeiros contemporâneos são tão abstractos e autoreferenciais que trocando a coisa por miúdos mais não são do que comprar e vender dinheiro, como fazia a Dona Branca. (...)

Sim, éramos um país de pobres que passou temporariamente a um país de novos-ricos. Mas agora somos um país de novos-pobres. (...)Muita da nossa dívida, e consequente austeridade, não é legítima, em perfeita analogia com as dívidas contraídas pelas prostitutas, e que as mantêm nas malhas dos seus donos. Se a nível mundial algo tem de ser feito para refrear os chulos financeiros, a nível nacional um corte com o passado seria um primeiro passo. Ou então que se dê o Prémio Nobel da Economia à Dona Branca. E viva a República das Putas.»

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Na íntegra: