11.2.17
Dica (498)
An Encouraging First Victory Over Trumpery. (John Cassidy)
«Let’s not kid ourselves. Perhaps, in this instance, some of Trump’s political advisers will manage to calm him down. Even if that happens, though, his browbeating approach to the Presidency won’t change: it’s who he is. In many, many areas, he will need to be opposed, restrained, and hemmed in.
So three cheers for the judges. But this is only the beginning.»
. Marcelo: isto promete e ainda a procissão vai no adro
“Espera-se que a oposição bata no Governo e que o governo bata na oposição. De facto, parte da lógica. E que o Presidente seja uma espécie de Madre Teresa de Calcutá, (para não ir para a imagem do Papa Francisco que está muito gasta) que estenda o seu amor fraterno”.
Apertemos os cintos. Marcelo já está em fase de treino para a vinda do papa e fará cada vez mais referências deste tipo.
. Só dez anos de geringonça?
«Porfírio Silva, dirigente do PS, lançou a pergunta: e se os partidos que apoiam o Governo estabelecessem um acordo para uma década? Tendo o cuidado de não se prender à forma da coisa, mas sem indicar objectivos, a proposta simplesmente sugere uma convergência perpetuada. Assim, não vai resultar.
Não resultou no passado: o PS levou às eleições uma Agenda para a Década e, convém lembrar, foi contra as suas propostas que se fizeram os pactos com o BE e o PCP. Mas, feitos tais acordos, é de facto de pensar na sua evolução. (…)
É evidente que em 2017 é preciso fazer “mais e melhor”. Por isso, sentindo há um par de meses a indefinição na preparação orçamental, Marisa Matias sugeriu uma actualização dos acordos, mas o PCP desinteressou-se e o Governo respondeu que os problemas se vão resolvendo dia-a-dia. Todos os parceiros reconheceram, no entanto, o óbvio: que há pontos essenciais dos acordos para quatro anos (o salário mínimo) e que há objectivos que são potentes e devem ser trabalhados ao longo do tempo (criar emprego, melhorar os serviços públicos, recuperar a economia). Os partidos de esquerda sublinharam, portanto, que os acordos não estão esgotados mas precisam de instrumentos de execução. (…)
Aqui é que está o busílis: nas PPP da saúde, na gestão da banca, na lei laboral e noutros temas, o Governo parece mais inclinado para soluções em tensão com a esquerda do que para buscar acordos de maioria — o que prova que reduzir as conversas entre os parceiros a uma gestão do dia-a-dia cria instabilidade. É precisa mais solidez e uma forma de o conseguir seria definir um programa anual de prioridades com medidas concretas, entre os partidos e o Governo, com o Orçamento. Tudo ficaria claro e saber-se-ia com que contar cada ano e é a minha sugestão.
Quanto à década, para haver uma articulação entre o centro e as esquerdas seria necessário que construíssem uma visão comum para Portugal e a União Europeia. Mas ninguém sabe o que será a UE nessa década. É mesmo provável que, em 2027, tenhamos uma Europa muito diferente da actual, pois nem o euro sobreviverá a uma nova recessão nem a configuração do eixo Berlim-Frankfurt-Bruxelas resistirá aos incêndios que ateia. Um entendimento para uma década implicaria, portanto, uma condição, ter um rumo para salvar Portugal deste desastre. E, se há agora mais acordo sobre o diagnóstico, a solução de esperar para ver não permite saber o que fazer. O que é certo é que na década a política se decidirá na questão europeia de sempre: ou austeridade ou o povo.»
.
10.2.17
Não impeçam os afectos!
«Nova lei impediu mais de 11 mil acções de despejo por dívidas ao Fisco - é positivo mas, ao mesmo tempo, são menos sem-abrigo com que o Presidente da República pode ir almoçar.»
João Quadros no Negócios.
.
Os banqueiros também têm coração
«O grupo CaixaBank comprou 39,02% do BPI na OPA que lançou sobre o banco. Passou, assim, a controlar 84,5% do BPI. (…)
Foi uma OPA bem sucedida e o Banco Português de Investimento passou a ser espanhol. Tenho a mesma opinião que o Doutor Artur Santos Silva, o ainda presidente do conselho de administração do BPI diz que "não me preocupa que o BPI seja uma sucursal de um banco espanhol". Concordo. Aliás, bem pelo contrário, sinto um enorme alívio porque isso quer dizer que, desta vez, se correr mal, quem paga é o contribuinte espanhol.
O alívio é notório nas palavras do ex-presidente executivo do Banco BPI e futuro chairman do banco espanhol, Fernando Ulrich: "Quero continuar a trabalhar muito, mas com menos stress". Menos stress, diz o senhor do "aguenta, aguenta". O que vale é que o CaixaBank não é a Padaria Portuguesa ou iria ganhar menos. (…)
Nós últimos dias, descobri o lado romântico que existe nos banqueiros. Já andava desconfiado que os banqueiros também tinham coração, quando o Doutor Ricardo Salgado disse, aos jornalistas, à saída do DCIAP: "Está muito frio cá fora, tenham cuidado, ainda se constipam." Mostrou uma sensibilidade que não lhe conhecia. Vê-se que é uma pessoa que se preocupa mais com os outros do que com o dinheiro dos outros.
Mais recentemente, quando tomei conhecimento que a quantidade de cartas que o António Domingues escreveu ao ministro Centeno está ela por ela com a correspondência amorosa entre Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, fiquei definitivamente convencido de que o lado romântico dos banqueiros é uma realidade. É comovente ver aquela troca de correspondência porque, nos nossos dias, já ninguém escreve cartas e ninguém acredita em promessas de políticos. António pede a Lua a Mário e ele responde dizendo que vai buscar um escadote.
É bonito. Mas as juras de amor entre banqueiros e políticos são como uma bola de sabão colorida nas mãos do Capitão Gancho. Enfim, podemos dizer que todas as cartas de banqueiros são ridículas. Não seriam cartas de banqueiros se não fossem ridículas.»
.
9.2.17
Dica (496)
Interview with Martin Schulz. 'The Trump Approach Will Never Be Our Approach'. (Klaus Brinkbäumer, Markus Feldenkirchen e Horand Knaup)
«Martin Schulz, the former president of European Parliament, is now running against Angela Merkel for the German Chancellery. SPIEGEL speaks with him about populism, the stability of democracy and Donald Trump.»
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









