Páginas

29.3.09

Peditórios para que não dou












Não só de boas intenções, mas também de acções simbólicas, estão muitos infernos cheios. Por isso, assinaria por baixo este texto de Nuno Brederode Santos:
«É o apagão cívico. Uma hora mundial e ao que parece muito fraterna, em que se empenham sete municípios portugueses (fora os que agora se propõem voluntariamente seguir-lhes o exemplo) e o entusiasmo de alguns ambientalistas – tudo sob o entusiástico patrocínio de quatro multinacionais e a comovida vigilância da EDP e da REN. Por isso, das 20,30h às 21,30h, apagaremos as luzes: nas casas, nos escritórios, nos monumentos. Para irmanar ricos e pobres, aqueles juntam-se a estes durante sessenta minutos, no jovial sacrifício de uma auto-imposta Idade Média (o que é mais exequível e barato - mas sobretudo prudente - do que conceder uma hora de iluminação aos que a não têm).»
Hoje, no DN - sem link porque a mudança da hora (ou terá sido o tal apagão?...) deve ter desorientado de novo a versão online do jornal.

6 comments:

Jorge Conceição disse...

"Peditórios" para que alguém terá dado? Na minha zona só vi algumas acções nos prédios de habitação social (desmentindo a previsão do Nuno Brederote).

CCF disse...

Só tem valor simbólico! Lá em casa foram as crianças as mais entusiastas e convenceram-nos a jantar à luz das velas. Terá isso algum significado? Não tenho certeza...mas também não sei se será de desprezar enquanto iniciativa desse tipo. Para o curso dos acontecimentos, terá de facto pouco ou nenhum impacto.
~CC~

Joana Lopes disse...

Longe de mim dizer que os actos simbólicos não possam ter qualquer valor - por exemplo para as crianças, como refere, podem sem dúvida ser importantes.

Isabel disse...

Eu concordo com o excerto que li do NBS, e acho que mesmo o simbólico só tem valor se coerente, se nos restantes dias as crianças virem os adultos viverem de acordo com o que foi simbólico. O que eu acho que não acontece na maioria dos casos.

Cristina Gomes da Silva disse...

Tem de haver uma continuidade no simbólico, senão é vazio.

Joana Lopes disse...

Estamos todos de acordo, aparentemente.