12.5.09

13 x candidatos x 13

















O debate, que ontem à noite substituiu o habitual Prós & Contras das segundas-feiras, juntou todos os candidatos às próximas eleições europeias. Talvez tenha sido, para a RTP, o programa inevitável, foi sem dúvida «civilizado», como concluiu Fátima Campos Ferreira, mas não deixou de ser relativamente aborrecido e frustrante. Segui-lo com outros no Twitter, durante quase três horas, amenizou o sacrifício mas não eliminou o esforço para continuar a acreditar que a democracia é o pior de todos os sistemas se excluirmos todos os outros (esforço recompensado, já que hoje acordei ainda a pensar que sim...).
Estes penosos rituais confortam certamente os participantes e as suas famílias, de sangue e de partido, mas não alteram as opiniões, muito menos as decisões, dos espectadores mais informados e passam totalmente ao lado de todos os outros. (Alguém imagina os «três velhinhos», de que Laurinda Alves falava com tanto enlevo, colados a um ecrã de televisão numa remota aldeia portuguesa?) Quando se prevê que a abstenção, a nível europeu, ultrapasse a que se verificou em 2004 (54,3%), seriam certamente desejáveis outras aproximações ao problema, mas não tenho engenho, e muito menos arte, para sugerir o que quer que seja.

Sobre o debate de ontem, vou guardar religiosamente a «cábula-resumo» que Pedro Correia elaborou porque servirá para recordar nomes, partidos e frases da noite (faltam fotos, Pedro...).
Quem quiser sorrir, não deixe de ler um texto em que Luís Januário nos revela preocupações com a imagem dos cinco principais candidatos. Aconselha por exemplo a Paulo Rangel: «Não volte a fazer campanha em pinhais quase desertos, rodeado de gente que lembra madeireiros, pré-incendiários e agricultores expulsos da CAP. Sob o ponto de vista televisivo é feiíssimo e desperta nos eleitores a síndrome do capuchinho vermelho.»

Faltam vinte e alguns dias para que termine esta primeira etapa eleitoral – aperitivo para duas outras que, essas sim, darão certamente muito mais luta e vários debates bem menos civilizados.