8.11.12

Entretanto na China



Começou hoje em Pequim o XVIII Congresso do Partido Comunista Chinês e tão entretidos andamos com as nossas tragédias domésticas que só nos últimos dias está a ser dada alguma atenção a este importante acontecimento. 2.270 delegados estão reunidos no Palácio do Povo da Praça Tiananmen, numa cidade guardada por 1,4 milhões de polícias e vigilantes voluntários – números que escapam à nossa imaginação...

Ascenderá ao poder uma nova geração de líderes dos quais dependerá um quinto da humanidade – e os outros quatro quintos também. Na sessão de abertura, Hu Jintao discursou durante uma hora e meia e pôs a tónica na luta contra a corrupção, sem dúvida um dos principais males do país. Luta que será tão severa que castigará, «sem clemência, qualquer pessoa envolvida, seja qual for o seu poder ou cargo que ocupe».

Muito se escreverá, nos próximos dias por esse mundo fora, sobre este congresso e sobre a China. (A propósito: quem tiver em casa a «Revista2» do Público de Domingo passado não deixe de ler o extenso e excelente dossier elaborado por Paulo Moura.)

Marginalmente, chama-se a atenção para o papel das novas «primeiras damas rebeldes»: com as mulheres dos próximos presidente e vice-presidente, poderá ter chegado ao fim o seu tradicional low profile. Peng Liyuan, casada com Xi Jinping, é uma das cantoras mais famosas do país. Começou como soldada, cantou em bandas militares e actua sempre numa gala televisiva anual, vista por centenas de milhões de pessoas. Não resisto: 



Algo se semelhante para uma futura primeira dama de Belém? Isso é que era!

(Muita informação aqui e aqui.)
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