6.11.12

Sophia – «Vemos, ouvimos e lemos»



Por ocasião do 93º aniversário do nascimento de Sofia de Melo Breyner, alguns blogues e sobretudo o Facebook, encheram-se de fotografias e de poemas seus. 

Escolho recordá-la como a resistente à ditadura, que foi, durante décadas, até ao 25 de Abril. Juntamente com o seu marido, Francisco Sousa Tavares (o «Tareco», para os que éramos seus amigos), nunca recusou uma presença, uma assinatura, uma voz, integrada no universo dos «católicos progressistas».

Foi candidata pela oposição (CEUD) às eleições legislativas de 1969 e, um ano antes, escreveu propositadamente um poema que muitos cantam mas poucos sabem ser de sua autoria: a Cantata da Paz, tão divulgada por Francisco Fanhais depois do 25 de Abril, e que foi por ele «estreada» numa Vigília contra a guerra colonial, na passagem do ano de 1968 para 1969 (onde Sophia esteve obviamente presente).

(Cabeçalho do folheto policopiado, distribuído na igreja de S. Domingos, em 31/12/1968, com a letra da «Cantata da Paz)


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