25.7.25

Entre o diploma e a exclusão: o paradoxo da juventude portuguesa

 


«Vivemos um momento de aceleradas transformações civilizacionais. A revolução tecnológica redefiniu as condições de vida da juventude contemporânea, criando um panorama de possibilidades educacionais, profissionais e existenciais que seria impensável há cerca de uma década. A geração atual beneficia de conquistas significativas: maior acesso ao ensino, uma sociedade que lhe salvaguarda a liberdade de expressão e recursos digitais que permitem explorar múltiplos percursos formativos. Assim, num plano teórico, encontra-se numa posição privilegiada para construir trajetórias de sucesso e de realização pessoal.

No entanto, e paradoxalmente, essa aparente abundância de possibilidades e recursos não se traduz necessariamente em estados de realização pessoal, serenidade existencial ou integração social efetiva. A simples multiplicidade de opções não assegura, automaticamente, o desenvolvimento de competências para navegar com sucesso num mundo de crescente complexidade. Durante o processo fundamental de construção identitária e autonomização gradual, os jovens necessitam de estruturas de apoio consistentes, de referências claras e de orientação adequada para conseguirem transformar as oportunidades formais em trajetórias sustentáveis de realização pessoal e integração social.»

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