«Pois é. Já está bem claro que o tão propalado “reformismo” do Governo se consubstancia numa agenda regressiva, que testará as linhas de demarcação da democracia, em particular em áreas estratégicas para a garantia dos direitos fundamentais das pessoas e para a organização democrática da sociedade.
As propostas relativas à Lei da Nacionalidade, construídas na base de manipulações e mentiras (o presidente da República esteve bem na análise feita), ou os conteúdos e justificações trapalhonas que o Governo já avançou sobre como quer tratar a educação sexual na escola, não deixam dúvidas. Agora, o enunciado de conteúdos para revisão da legislação laboral, apresentado na passada anteontem na Concertação Social, evidencia a enorme amplitude do cardápio.
O entendimento do PSD com o Chega (sub-reptício na versão Montenegro e escancarado na de Ventura) reforçado por apoios seletivos da Iniciativa Liberal, já molda a agenda da governação e sustentá-la-á no Parlamento e noutros espaços da confrontação com a Constituição da República. A democracia nascida com o 25 de Abril está num sobressalto sem paralelo nos 50 anos da sua existência. Como insistentemente refiro neste espaço, o liberalismo económico é tão destruidor de solidariedades e de cidadania social quanto as agendas políticas da extrema-direita. E os dois convergem em várias matérias que significam recuo civilizacional.»
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