«Nota-se hoje uma menor responsabilização dos políticos e da política pelos problemas dos incêndios. Quinta-feira passada, a ministra da Administração Interna afirmou (na RR): "quem tem a responsabilidade de decisão precisa de tranquilidade e de sossego". Se dissesse isto, uns anos atrás, era crucifixada. O primeiro-ministro anda "a resolver os problemas das pessoas" ("modernizando" o trabalho precário e mal pago e comercializando a nacionalidade), não consegue mais presença no terreno. E o presidente da República já não precisa tanto de selfies. (…)
É preciso proteger as pessoas, as suas casas e as aldeias. Sem dúvida! Mas, quando já não há mais nada a fazer significa que chegamos ao fim da linha. A retirada das pessoas pode tornar-se a antecâmara do abandono, do despovoamento. Elas, para habitarem numa aldeia precisam de ter trabalho, de atividades que lhes garantam meios materiais e serviços fundamentais. Não chega protegê-las na hora dos incêndios como os bombeiros procuram fazer, e bem.»
Na íntegra AQUI.

0 comments:
Enviar um comentário