20.8.25

Não vamos embora

 


«À primeira vista, é "apenas" um gesto de inabilidade política, indelicadeza e desrespeito pelo escrutínio a que qualquer titular de cargo público está sujeito. Terminada uma curta declaração sobre os incêndios, a ministra da Administração Interna ignora uma pergunta dos jornalistas, levanta-se e dirige ao staff um sonoro "Vamos embora". O que acaba por ser, simbolicamente, uma síntese perfeita do que sucessivos governos têm feito ao país que arde e sofre as consequências do abandono.

O Estado tem ido embora, literalmente, de concelhos onde foram encerrados serviços públicos que eram essenciais para assegurar proximidade, conhecimento do território, qualidade de vida e dinâmicas locais de emprego. E tem ido embora a cada decisão que acentua assimetrias e concentra recursos e investimento em Lisboa - o que acontece em praticamente todas as áreas setoriais. Se analisarmos orçamentos e modelos de decisão e governação, somos um país profundamente centralizado e em que grande parte do território é, de facto, paisagem.»

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