16.10.08

16/10/1968 - Jogos Olímpicos no México

Black Power Salute - 40 anos antes de Obama

Santana será candidato à CML

15.10.08

Outonos

Retour aux sources, s’il te plaît...

Ironia de destinos

Importa recordar que está em construção um muro de 1 200 km para impedir a entrada de mexicanos nos Estados Unidos. O que se passa é que, por causa da actual crise, não só já se deu uma redução de 25% na taxa daquela imigração, como há milhares de mexicanos desempregados que regressam a casa.

Assim, o famigerado muro poderá vir a ter no futuro uma única utilização imprevista: permitir que o México não deixe entrar californianos, texanos e outros que tais rumando a Sul em busca de melhores dias.

Apenas humor negro? Pura ficção? Oxalá...

(Fonte)

14.10.08

Também no RCP

À 5ª feira à noite, entre as 21:00 e as 22:00, falo uns minutos sobre blogosfera no Rádio Clube Português - Porto (programa «Ao fim do dia»). Quando houver podcast disponível, indicarei aqui.

Para além do imaginável

















Li, mais ou menos distraidamente, um post que a M. João Pires publicou ontem no 5 Dias, tão óbvio me pareceu o conteúdo. Dizia, naquilo que interessa: «para mim prova de bom senso é levar a minha filha adolescente à ginecologista para que lhe seja receitada a pílula».

Alertada pela própria, fui ver o que se passava na Caixa de Comentários. No momento em que escrevo, estão lá quarenta e oito e o fim não parece à vista. Para todos os gostos? Sim, mas a grande maioria ataca ferozmente a inocente (julgava eu...) frase da João.

«Porque está a empurrar a adolescente para a prática (perigosa) do acto sexual sem preservativo?»
«A pobre criança ver-se-á aflita para não ter relações sexuais impingidas pela mãe.»
«Pode não ser sensível a valores como a fidelidade e o respeito pelo próprio corpo e pelo corpo do outro (isto é no fundo o que significa a abstinência) mas alguns jovens podem sê-lo.»
«Como dizem as adolescentes americanas que começam cedo: ”tanta coisa para ter umas cócegas no fundo da barriga”.»

Juro que tirei isto do 5 Dias e não de um discurso de Sarah Palin.

Muitos recusam-se ainda hoje a aceitar que o uso da pílula foi uma das grandes vitórias das mulheres – adolescentes incluídas, evidentemente – EM MEADOS DO SÉCULO XX! Porque é disso que se trata: tivesse a João dito que tinha comprado preservativos para o filho adolescente e ninguém teria reagido.

O resto é conversa.

13.10.08

Medidas drásticas

No Camboja como cá, o divórcio não é fácil. Farto de esperar por decisões e partilha de bens, um casal foi adiantando trabalho e serrou ao meio a casa que partilhava há mais de quarenta anos.

(Fonte)

Uma frase

12.10.08

A crise

Líderes europeus procuram a solução.

Impressionante e assustador




Este vídeo mostra o tráfego aéreo comercial no mundo, durante 24 horas. (Repare-se nas diferenças de densidade segundo os fusos horários).

Esperemos que o homem domine melhor o espaço aéreo do que tem gerido a arena financeira!...

«Bom dia, paraíso»
















Absolutamente a não perder um texto de Nuno Brederode Santos no DN. Depois de umas férias demasiado longas para meu gosto, regressaram as crónicas de Domingo e a de hoje é uma pequena maravilha. Admito que o meu entusiasmo esteja inflacionado pela amizade que ficou do tempo em que juntos demos milho a outros pombos. Noutras eras.

«Sentei-me e, enquanto os pombos afluíam de todos os lados, pus-me a pensar, prazenteiro, na extraordinária fortuna que a Fortuna reservou à minha geração. Talvez não tenhamos sido melhores do que as outras. Mas, que raio!, investimos nas incertezas (sem qualquer pulsão de jogadores de casino); suámos brio e privámo-nos de muitos dos deleites sem alma que o quotidiano oferecia ao preço da uva mijona; e alguns - tantas vezes os melhores de entre nós - deram o sangue. Tudo isto porque - fôssemos da esquerda católica, ou da laica, ou comunistas, ou libertários - tínhamos o crânio povoado pelos fantasmas difusos, mas estimáveis, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, do fim da exploração do homem pelo homem, das mãos dadas sem olhar a quem, do amor como irmão gémeo da razão - enfim, da vida como festa a ser fruída.(...)

A liberdade acabou feita: talvez pelo desinteresse, mas aí está. Exploração, não tem como nem para quê. E eis que a vida virou festa a ser fruída. (Ainda que um tanto à custa dos pombos.) Qual quê! Nem Criação nem Big Bang. Nem Deus nem Darwin. Viva a escola de Chicago!»

Tigre de papel