28.4.09

«Encruzilhadas da Democracia»





Ciclo coordenado por Miguel Serras Pereira
2ª sessão: Exercício e Concepções da Cidadania
Helena Roseta
Guilherme d'Oliveira Martins
José Neves

29 de Abril, 18:00
R. António Maria Cardoso, 68, Lisboa

27.4.09

Como foi o 25?














A Cristina pediu a dezenas de pessoas, num post com 50 links, que descrevessem o seu 25 de Abril de 74. Porque não?
O meu foi semelhante ao de muitos milhares de portugueses que não estavam na tropa nem andavam na escola primária.
Acordada por volta das cinco da manhã por um telefonema, liguei o rádio, fiz uns telefonemas, percebi que era pedido que ninguém saísse de casa e saí – o primeiro acto de desobediência às novas autoridades que ainda não o eram.
Fui ter com amigos, reunimos máquinas fotográficas e respectivos rolos, deambulámos de carro pela cidade. A meio da manhã estávamos já na Baixa, às 11:00 tirámos a primeira foto (a que está ali em cima), no Largo do Corpo Santo, não sem termos perguntado a alguns soldados o que se passava – que não sabiam, que estavam com Salgueiro Maia e que desta vez é que era.
Tudo se foi encaminhando para o Carmo e nós também. Ao longo do dia, a espera, as dúvidas, os boatos, o megafone de Francisco Sousa Tavares – e já os cravos, o que viria a ser o hino do MFA, Grândola.
Pelo meio algumas corridas, evacuação do Largo quando se pensou que o quartel não se renderia a bem, últimos feijões do fundo de uma panela numa tasca do Largo da Misericórdia, pelo mais total dos acasos na companhia de José Cardoso Pires – o carro estacionado mesmo em frente, com as quatro portas abertas para o que desse e viesse.
Regresso ao Carmo, o desenrolar de tudo o que se sabe, o poder que Marcelo Caetano não quis deixar cair na rua antes de sair de chaimite, os gritos sem fim de vitória e liberdade que se cravaram na memória e ainda hoje fazem arrepiar.
O longo serão à espera do comunicado da Junta de Salvação Nacional, o contraste entre o seu sinistro cinzentismo e a força da rua que tinha ficado colada à pele.
A ansiedade e a festa em frente da sede da PIDE e à porta da prisão de Caxias – mas isso ficou para o dia 26.

Falta a fatídica pergunta: «Foi o dia mais importante da tua vida?» E a reposta que se esperaria: «Sim, excepto o dia x e o dia y, por razões de ordem pessoal».
Excepto coisíssima nenhuma.

IndieLisboa 2009 – Agenda 28/4










Ante-estreia de filme de Joana Cunha Ferreira:
Nuno Teotónio Pereira – Um homem na cidade

Cinema S. Jorge, Sala 1, Lisboa,
28/4, 19:00

E eu que detesto masoquistas

26.4.09

O «forte Dom Nuno»

Ainda não me tinha lembrado de que hoje deve ser «um dia de alegria para todos os Portugueses» – pela minha parte, farei os possíveis.

E registo, com perplexidade, que os portugueses se «revêm» em NAP. Não é um pouco exagerado?


25.4.09

«Do Interior da Revolução»













Maria Manuela Cruzeiro fala do seu novo livro que acaba de ser lançado.

Do Interior Da Revolução, Centro de Documentação 25 de Abril, Editora Âncora

As portas que Abril abriu















José Carlos Ary dos Santos, 1975








(Imagem: Nikias Skapinakis)

24.4.09

Retratos de Abril

«O tempo e o modo de uma revolução na visão de dois fotojornalistas» - Alfredo Cunha e Eduardo Gageiro



(Via Jonasnut , a quem agradeço que tenha disponibilizado o vídeo na Sapo)

Em dias de confusas comemorações













Estou com o Luís Novaes Tito, quando escreve a propósito da polémica em redor da promoção de Otelo:
«Não entro nessa discussão porque teria de discutir igualmente a reintegração de centenas de PIDES e as pensões que ainda hoje lhes são pagas, o que não causa qualquer comentário a quem tanto se escandaliza com Otelo. No entanto esses esbirros mataram e torturaram centenas de pessoas durante anos seguidos, muitas delas pelo simples crime de na altura dizerem o que nós hoje podemos dizer livremente.»
É bom que estas realidades estejam bem presentes, sobretudo quando cada um recorta a sua parte da história e quando parece que passou a valer tudo, mesmo o recurso a cenários formal e quase obscenamente inadequados para o espectáculo – como foi ontem o caso da emissão da «Quadratura do Círculo», com Grândola e Zeca Afonso em pano de fundo.

23.4.09

Querida blogosfera













O Der_terrorist brindou-me com um prémio, daqueles que dão direito a uma nova cadeia blogosférica.

Chama-se o dito prémio: «Este Blogue É Tão Bom Que Até Arrepia»

Agradeço ao J. Simões e dou seguimento, obedecendo a regras que, desta vez, são mais exigentes:

* Exibir a imagem do prémio
* Postar o link do blog que o premiou
* Indicar 10 blogs para fazerem parte do "este blog é tão bom que até arrepia" (vão ser só 5, ok?)
* Avisar os indicados
* Publicar as regras

Então aqui vai «a bola» para a Cristina, a Miss Allen, o Lutz, o Luís Novais Tito e o Pedro Correia.

(Isto seria bem mais fácil no Twitter: 5 RT e já estava!!! Complicada a blogosfera..)

Fiquem a brincar com os mortos
















Alguns santacombadenses vão festejar um conterrâneo no próximo Sábado. Um deles pede que o país «aprenda a viver com o passado, como nós fizemos com a ajuda da democracia».
É todo um tratado sobre memória histórica – ou sobre a sua negação – que esta frase contém. Aprender a viver com o passado é levá-lo a sério e colocá-lo no seu devido lugar, não é disfarçá-lo com festas popularuchas. Estivesse prevista para Sábado a inauguração de um «Museu Salazar», em Santa Comba Dão, sério, pedagógico, que servisse precisamente para se conhecer o passado «com a ajuda da democracia» e isso, sim, colocaria a terra no mapa e seria uma excelente maneira de festejar os trinta e cinco anos de liberdade. Com fanfarras e porco no espeto, até se arriscam a que o fantasma do velho por lá apareça a fustigá-los.

Nem todos os dias há boas notícias

Reabriu o Quase em português e o Lutz apareceu no Twitter.