25.5.10

E?


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Abraço de urso – mas que o urso não seja negro porque esse é perigoso


Ia comentar este parágrafo de um texto de Tomás Vasques quando vi que João Tunes se tinha adiantado. Escreve o primeiro:

«O pior que podia acontecer a Manuel Alegre é o apoio do PS à sua candidatura: perde as eleições e é o responsável pela reeleição de Cavaco Silva. O PS, no Domingo, através da Comissão Nacional, vai dar o abraço de urso a Manuel Alegre. »

Tarefa simplificada pelo João, portanto, porque ia precisamente contra-argumentar, insistindo no que tenho vindo a pensar e a escrever nos últimos dias: tudo levando a crer que a direcção do PS acabará por apoiar a candidatura de Manuel Alegre, que se mantenha o mais longe possível porque, desse modo, «Alegre ganha espaço político para a mobilização e batalha política presidencial. Assim a esquerda, que até hoje só perdeu uma eleição presidencial, traga o movimento e a campanha de dentro das igrejas e das suas sacristias, para o adro do povo que sofre o centrão prolongado que se alimenta de uma sociedade desigual em perpétuo acentuar das desigualdades.»

Espere-se portanto que, no Domingo (não no Sábado, afinal, talvez para não ofuscar a manif…), Sócrates «toque e fuja» - para tão longe quanto imaginar se possa.

(Na foto: um simpático urso negro, perto de Luang Prabang, Laos)

(Publicado também aqui)
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Para memória futura (3)


Já bem presente, neste caso:

«O problema, que a crise mundial tornou mais cruel, tem dez anos e nunca foi encarado de frente. Nos dias do deslumbramento da Expo-98 e do crescimento que parecia ilimitado, os governos de Cavaco e de António Guterres fizeram opções que ainda hoje condicionam a nossa vida. Cavaco Silva aprovou o Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que na década seguinte implicou um crescimento na ordem dos dez por cento ao ano dos custos do pessoal do Estado. Nos anos de Guterres, a função pública foi engrossada com mais 50 mil funcionários. Entre 1995 e 2005, Portugal foi o país da Europa onde a despesa pública mais cresceu (6,9 por cento).»
Público
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24.5.10

Dúvida existencial


Será que alguém me pode explicar como é humanamente possível não torcer, ou pelo Brasil ou pela Coreia do Norte, na próxima etapa do campeonato do mundo (para além de Portugal, claro)? Agradecida.

«Eu não faço a escolha entre o Brasil e a Coreia do Norte. (…) É-me indiferente.» - Jerónimo de Sousa, ontem, na parte final da entrevista à TSF

Já agora, para possíveis interessados: no Facebook, há um grupo de «Fãs da Selecção de Futebol da República Democrática Popular da Coreia».
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Quase no tempo delas


Não sei se por pura coincidência ou se nem tanto assim, há quem ande por aí a falar de cerejas e de cerejais. E já que elas, as cerejas, têm fama de ser como as palavras, que palavras leva-as o vento, e que este sopra quase sempre de onde mais se espera, fica a música que mais ordena.


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Cunhal revisitado por Carlos Brito

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Hugo & Raúl


Trabalham na Venezuela 15.000 médicos cubanos, 1.500 já terão desertado – lê-se hoje em El País, um jornal ao serviço exclusivo de Rádio Miami, como é sabido.

Ou talvez não:
«Los médicos cubanos que trabajan en Venezuela viven en 30 metros cuadrados. Es lo que mide la segunda planta de los módulos de Barrio Adentro, donde duermen, cocinan y van al baño hasta cuatro cubanos a la vez (…) Unos se vigilan a otros, y uno los vigila a todos. Cada cubano debe volver a "casa", si acaso salió de ella, antes de las seis de la tarde. Si un "compatriota" venezolano invita a alguno a dar una vuelta por el barrio, debe pedir permiso con semanas de antelación, a través de un acto motivado en el que, quien convida, debe explicar el propósito y la duración de la actividad.»
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23.5.10

Há 76 anos

Em 23 de Maio de 1934, foram assassinados Bonnie Parker and Clyde Barrow



Para memória futura (2)


«Há momentos na vida de um País em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um.»

Cavaco Silva, 17/5/2010
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Uma ajuda ao PEC


Algures no Butão, num modestíssimo restaurante.
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