28.4.15

Darling, I love you


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Bloqueio político



«Entre o programa económico do PS e a reforçada coligação do PSD e CDS há, também, um traço comum: ambos são filhos do Tratado Orçamental da UE. Mas, até ver, a sociedade portuguesa ainda não transformou a sua crescente pobreza e desintegração social numa recusa do regime e do arco político do poder. Há um consenso falso e uma coesão social semelhante a porcelana que, ao contrário do que pede Cavaco Silva, pode quebrar-se sonoramente a qualquer momento.

Há centenas de milhares de desempregados que nunca voltarão ao mercado de trabalho ou se voltarem, nestes tempos de desvalorização do valor do trabalho, viverão com uma máscara de oxigénio. Porque os partidos que lutam pelo poder não têm alternativas face ao que pede a Europa das decisões burocráticas. O programa do PS torna-o mais liberal. O anúncio da coligação torna-a mais resistente a futuras alianças com estes protagonistas. Mas, no fundo, entre as loas a uma economia de exportação e os vivas a uma de consumo interno, os partidos do arco do poder olham para o país que está a falecer e a um novo que ainda não decidiu nascer, como diria Antonio Gramsci.

O bloqueio político, a corrupção latente, a tutela da UE e do BCE, a sociedade "low cost" implantada, a falta de investimento, são blocos de betão quase impossíveis de remover. Por isso este país está bloqueado. (...) Só se oferece uma pobreza remediada sem futuro em troca do poder. É pouco.» (Os realces são meus.)

27.4.15

Bhaktapur está assim



Repito que nada é comparável à tragédia humana que se abateu sobre o Nepal. Mas dói – e muito – a terrível destruição do seu património cultural.

Situada a 13 quilómetros da capital, Bhaktapur é uma das tês cidades míticas do Nepal, juntamente com Kathmandu e Patam, e aquela cujo centro histórico, património da UNESCO, estava até agora em melhor estado de preservação.

Se muitos dos antigos monumentos tinham sido arrasados depois do terramoto de 1934, grande parte tinha sido pacientemente reconstruída, ao longo de décadas. Hoje, é a desolação.

Em 2005, foi assim que vi Bhaktapur: 






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«Portugal não é a Grécia»



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Pedro Santos Guerreiro, no Expresso diário de 27.04.2015.
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Observatório da Grécia – um novo blogue



A partir de agora, farei parte do blogue colectivo «OBSERVATÓRIO DA GRÉCIA», «um site de informação independente que parte da constatação de que a evolução na situação económica e política da Grécia se reveste de enorme interesse para o nosso país, na medida em que partilhamos problemas comuns e o trajecto dos programas de ajustamento que ambos os países percorreram»

Os participantes permanentes serão: Ana Bastos, Andreia Quartau, Catarina Príncipe, Daniel Oliveira, Elísio Estanque, Eugénia Pires, Filipa Vala, Frederico Pinheiro, Isabel Moreira, Joana Lopes, João Madeira, João Ramos de Almeida, José Gusmão, José Luís Albuquerque, Margarida Santos, Mariana Avelãs, Nuno Tito, Paula Gil, Ricardo Noronha, Rui Bebiano e Tiago Mota Saraiva. 
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Talvez os turistas gostem de regressar a tempos e espaços que julgavam já não poder encontrar

Cocó, Ranheta e Facada



«De vez em quando, quando julgam que há democracia a mais, PSD, PS e CDS tentam que o país seja uma granja igual ao bloco central de interesses que tem permitido o sucesso de tantos brilhantes ideólogos do regime.

Separados pela fórmula da TSU, os três partidos (às vezes uma espécie de Cocó, Ranheta e Facada, os três da vida airada, dos novos tempos) aliam-se em busca da alquimia perfeita. A sua ideia (...) para obrigar os media a entregar um plano de tratamento jornalístico antes do início da pré-campanha eleitoral deverá ser retirada. Se os líderes partidários tiverem alguma vergonha na cara. Mas fica a singela proposta. No fundo os três da vida airada queriam criar uma patrulha ideológica dependente de um comité central bolchevique eleito por eles. (...)

Tal como Bruxelas determina como devem ser feitas farinheiras e chouriços, o Parlamento legisla sobre como nascem e morrem as notícias. Tudo feito por mentes que não conhecem o país real. A mentalidade totalitária aqui exibida é digna de um filme de terror. Mas, afinal, este é o país onde a televisão que temos é ocupada, todos os dias, por quilos de políticos que fingem ser comentadores. E que são apenas o megafone dos seus partidos. Espera-se que tudo não tenha passado de um pesadelo. Ou de um filme de terror sórdido feito por realizadores que gostariam de ser primos de Estaline.»

Fernando Sobral
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26.4.15

Dica (44)



Quadratura do círculo. (Carvalho da Silva)

«O Tratado Orçamental e outros condicionalismos das políticas europeias, o peso da nossa dívida pública e os constrangimentos dela resultantes colocam-nos dentro de uma gaiola, e o docPS, no diagnóstico apresentado, faz de conta que estamos em plena liberdade, não questiona as grades que nos aprisionam e, num exercício teórico da quadratura do círculo, diz-nos que vamos conseguir cumprir os saldos orçamentais positivos que o tratado impõe e, simultaneamente, atingir taxas de crescimento muito significativas.» 
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Nepal, para além da tragédia humana



Para além de toda a tragédia que os nepaleses estão a viver, é todo um património, com um significado histórico e uma beleza quase indescritíveis, que pura e simplesmente desapareceu.

Quando estive no Nepal, há cerca de 10 anos, foi a cidade de Patan que mais me «agarrou» e que nunca esqueci. Ficam aqui algumas das fotografias que então tirei e que fazem doer a alma só por voltar a olhar para elas. 


Agora, foi assim:

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Caxias nunca mais



26/27 de Abril de 1974: a libertação dos presos de Caxias.
O primeiro dia do resto das nossas vidas o fim das prisões do fascismo.












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É isto


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Por falar em rinocerontes

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Pedro Santos Guerreiro, no Expresso de 25.04.2015. 
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