4.4.21

Páscoa – dúvidas legítimas

 


- Pai, o que é a Páscoa? 
- Ora, Páscoa é …uma festa religiosa! 

- Igual ao Natal? 
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus e na Páscoa a sua ressurreição. 

- Ressurreição? 
- Ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido? 

- Mais ou menos... Mãe, Jesus era um coelho? 
- Que parvoíce é essa? Estás-te a passar! Coelho? Jesus Cristo é o Pai do Céu! 

- Mãe, mas o Pai do Céu não é Deus? 
- É filho! Jesus e Deus são a mesma coisa. Vais estudar isso na catequese. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. 

- O Espírito Santo também é Deus? 
- É sim. 

- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo? 
- Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mãe entende muito bem, para falar a verdade nem ninguém. 

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa? 
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos. 

- O coelho põe ovos? Não era melhor que fosse galinha da Páscoa? 
- Era, era melhor, ou então peru. 

- Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Em que dia é que ele morreu? 
- Isso eu sei: na Sexta-feira santa. Morreu na Sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de aleluia. 

- Um dia depois portanto! 
- Não, filho - três dias! 

- Então morreu na quarta-feira. 
- Não! Morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ouve, já me baralhaste todo! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois! 

- Como !?!? Como !?!? 

- Pai, qual era o sobrenome de Jesus? 
- Cristo. Jesus Cristo. 

- Só? 
- Que eu saiba sim, porquê? 

- Não sei não, mas tenho um palpite que o nome dele tinha no apelido Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não achas?
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04.04.1968- He had a dream

 

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3.4.21

E quanto ao Autotestes…

 



O problema deve ser meu, mas esta crença de que os cidadãos vão precipitar-se a preencher voluntariamente formulários (que ainda nem existem…) lembra-me a malfadada aplicação Staycovid, que deus tenha em sossego.

Além disso, quem não é completamente «desinformado» sabe que no caso de alguém, mesmo assintomático, reportar um resultado positivo, tem todo um processo pela frente e não será vacinado tão cedo, mesmo que esteja quase à beira de o ser neste momento. Talvez os portugueses sejam menos parvos que se julga…

«Está previsto que os resultados dos testes realizados pelos cidadãos em casa devem ser reportados através de formulários electrónicos criados para o efeito ou, em alternativa, nos casos positivos ou inconclusivos, através de uma chamada para a linha SNS24. Mas apesar de os testes já terem chegado a centenas de farmácias e parafarmácias nestas quinta e sexta-feira os formulários que deviam ter sido criados ainda não estão disponíveis no site https://covid19.min-saude.pt.»
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Salazar? Não resisto

 

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Tempo de missas - saia esta

 


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Uma vitamina por conceber

 


«Quando os meios de comunicação social anunciaram que os habitantes da longínqua cidade de Wuhan, na China, haviam sido atacados por um vírus, tomei conhecimento da notícia, com indiferença, em Goa, longe de imaginar que rapidamente iria transformar-se em pandemia.

Soado o alarme na Índia, na Europa, na América e no mundo inteiro, os sinos tocaram a rebate e as pessoas despertaram para o perigo real que a Covid-19 representava para a humanidade.

Com a conjugação de esforços dos cientistas e utilização de alta tecnologia, sem se olhar para os custos económicos, os laboratórios aceleraram o processo da descoberta de vacinas contra o corona vírus, fazendo surgir, recentemente, uma luz ao fundo do túnel com a anunciada possibilidade de elas poderem ser produzidas e distribuídas com brevidade.

Aguardada com ansiedade, a partir do início da vacinação e apesar de estar a ser processada em escala reduzida, muitos inconscientes e irresponsáveis do mundo inteiro comportam-se como se o problema já tivesse sido solucionado, relaxam na conduta preventiva, desrespeitam o confinamento, menosprezam as consequências extremamente gravosas que daí estão a resultar, esquecendo-se que o problema é de todos nós e não são os hospitais que poderão resolvê-lo se não tiverem a colaboração efectiva de toda a humanidade.

O mundo, por sua vez, respirou de alívio e a esperança iluminou os olhares apreensivos, como se a imunização com a vacina pudesse resolver as questões mais prementes do planeta que habitamos.


2.4.21

02.04.1976 – CRP

 


Estado actual da arte: 45 anos, 14 Estados de Emergência e uma norma travão.
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Carlos Moedas

 


Eng. Carlos Moedas, quem lhe disse o que eu imagino para Lisboa?

Não o trato por tu, já que não conheço de parte alguma. Mas, para seu bem e porque hoje é sexta feira santa, sempre lhe digo que cartazes destes não o levarão longe – continue assim…
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Crise? Que crise?

 


«Ao desafiar o Presidente da República e a Assembleia da República com o envio de três leis que alargavam os apoios sociais ao Tribunal Constitucional, o primeiro-ministro abriu uma página nova na política recente. Pode admitir-se que esse passo tornará mais frágil uma estabilidade já de si precária; pode considerar-se que o confronto é insólito numa governação alicerçada na arte dos expedientes, na imaginação de soluções imprevistas, nos acordos de última hora e, obviamente, na criação de mitos como o famoso “virar da página da austeridade”. Mas estamos ainda longe de poder falar numa crise política grave. O que tem de ser tem muita força e nem o Presidente, nem o PS, nem as oposições desejam moções de censura, chumbos de orçamentos ou eleições antecipadas. O que sobra então deste incidente?

Ao exigir, e bem, o cumprimento estrito das normas constitucionais, António Costa recusou apoiar um precedente, mas abriu outro. Daqui para a frente, o Governo deixa de ter moral para adiar meses a fio a aprovação da Lei de Enquadramento Orçamental. Deixa de ter legitimidade para torpedear a Lei do Orçamento do Estado com cativações. Deixa de ter margem para ludíbrios como o da lei das 35 horas na função pública prometida e anunciada como não tendo custos para o erário. Se tudo for levado à letra, a oposição deixará de ter margem para tentar governar por leis da sua iniciativa e o Presidente razões para defender a estabilidade, a negociação e o compromisso a qualquer custo.

Para nosso infortúnio, porém, nada garante que essa maior transparência, exigência, escrutínio ou equilíbrio de poderes seja possível. Ninguém está interessado nisso. Porque a política em democracia não se faz com fórmulas matemáticas, ainda mais quando no poder está um Governo minoritário. Sem improviso e navegação à vista o Governo tem os dias contados. A “geringonça” foi o que foi e é o que é porque está na sua natureza ser incapaz de andar em linha recta. Se a forçarem a esse objectivo, cai. E se há um pavor no país e na classe política é que o Governo caia.

É por isso que o incidente desta semana significa muito, mas vale pouco. A crise vai agravar-se nas palavras ou na encenação. Mas, com a pandemia em curso, o plano de recuperação à porta, a fraqueza das oposições e o desejo profundo de Marcelo em ser o Presidente-rei que dá coerência ao modelo, o Governo está para durar, cambaleando ou não. Como terá perguntado o primeiro-ministro Jim Callaghan no auge do “Inverno do descontentamento” britânico de 1979, que abriu as portas ao poder a Margaret Thatcher: “Crise? Que crise?”»

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1.4.21

Última Ceia

 


O Zoom não funcionou.
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25 anos sem Mário Viegas

 


Mário Viegas nasceu em 1948 e morreu, muito novo, em 1 de Abril de 1996.

Ver AQUI, num post de 2019, mais informação e vídeos de Manifesto Anti-Dantas, Manifesto Anti-Cavaco e A nêspera, claro.
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Para mais tarde recordar

 

31.03.2021

E aguardo o desfecho do que está em causa com interesse e curiosidade.
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