12.5.12

O medo vende



Vale a pena ler a crónica de Clara Ferreira Alves, na Revista do Expresso de hoje (sem link), a propósito das eleições em França e, sobretudo, na Grécia. 

Alguns excertos e o texto na íntegra. 

«Há aí alguém a celebrar a vitória de M. Hollande? (…) Falo para os que acreditam que a Europa precisa de contrariar a depressão e o suicídio lento com comprimidos para dormir em doses não mortais, até o bom povo da Europa ficar reduzido a zombie. Se existir um bom povo da Europa. A avaliar pelos resultados eleitorais, existe esse mau povo da Europa que gosta de saudações, suásticas, fardas, ordens e extermínio.  (…) 

O medo vende. O medo das bombas em aviões vende mais do que o medo da austeridade, embora a austeridade seja a política do terror (o que vos vai acontecer se não fizerem o que vos digo, na eterna ordem alemã) e as consequências da austeridade façam mais vítimas que uma bomba num avião. (…) Daqui, deste lugar onde me encontro, Atenas, posso ver com clareza os resultados da austeridade e não estou tranquila. Em duas palavras: não funciona. E não funciona porque não há dinheiro e o povo está zangado. Não funciona porque ao contrário do que diz o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, a Grécia não vai, por milagre, tornar-se mais competitiva nem mais produtiva, apoiando-se nas pequenas e médias empresas (onde é que já ouvi isto?).»

Na íntegra: 

Escrito nos céus



«Os que anunciam a chegada dos coronéis a Atenas estão é a chamá-los para outros países.»
José Medeiros Ferreira

Álvaro?

Catastroika (legendado em português)



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Um primeiro-ministro pateta



As afirmações feitas ontem por Passos Coelho sobre desemprego são preocupantes por todas as razões e por mais uma, para mim não menos importantes do que todas as outras já apontadas por muitos: são patetas e revelam uma total falta de bom senso. E nada há de pior para um país, e até de mais perigoso, do que estar entregue a pessoas patetas. 

No estado em que nos encontramos, afirmar, em público, que «estar desempregado não pode ser, para muita gente, um sinal negativo» e lançar uma crítica sobranceira sobre a falta de empreendorismo dos jovens licenciados (que, na generalidade, terão «aversão ao risco») é, no mínimo, repugnante e não tem desculpa possível. 

Se não é de esperar que todos os governantes sejam geniais ou iluminados, o que se pode e deve exigir, sobretudo em épocas de crise como aquela que atravessamos, é que tenham um mínimo de sensibilidade e até de formação em conceitos básicos que qualquer liderança, seja qual for o nível a que se exerça, não pode deixar de conhecer e praticar. 

Amadorismo e patetice resultam numa mistura explosiva. Is to não pode acabar bem, isto não vai acabar bem. 

Fica o vídeo para memória futura:

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11.5.12

Mikis, uma vez mais



Mikis Theodorakis, sempre igual a si próprio apesar dos seus 85 anos, ainda não baixou os braços e disse hoje que estará presente nas próximas eleições, na «linha da frente», reservando no entanto para mais tarde outras explicações – mais concretamente, dizer como participará e com quem. (O que não impede os comentadores de preverem que apoiará o Syriza.)

No seu entender, nas eleições de 6 de Maio, «os gregos disseram um “não” rotundo aos que os governam e um meio “sim” aos outros.» São necessárias novas eleições «para que este “sim” seja claro». 

Em Fevereiro deste ano, declarou por ocasião de uma ida ao Parlamento grego: «Quero olhá-los nos olhos antes que votem estas medidas de austeridade», «preparam-se para votarem a morte da Grécia».  

Fonte entre outras.


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Cinema



Como forma de protesto contra a política adoptada pelo governo face ao cinema português, as escadarias de S. Bento transformaram-se, há dois dias, numa enorme plateia

Na íntegra, o filme que foi projectado, feito a partir de uma colagem de momentos célebres da história do cinema português: 


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Não, não é inevitável



José Manuel Pureza, hoje, no DN

«Não, não é inevitável. Foi essa a mensagem dada à Europa pelos povos de França e da Grécia. Cada um a seu jeito, porque cada um está em sua condição. Não é inevitável a desconstrução da Europa por um fundamentalismo recessivo, disse com clareza o povo francês. Não é inevitável a punição das vidas das pessoas e a humilhação dos povos como redenção da cupidez do sistema financeiro, disseram com clareza os gregos. (…) 

O dogma da ilegalização de tudo quanto não seja neoliberalismo-custe-o-que-custar sofreu um sério revés em Paris e Atenas. Cabe agora a todos/as os/as que aspiram a uma mudança efectiva transformar essa derrota do adversário numa vitória própria. Para isso é preciso programa, é preciso firmeza sem transigências no essencial e maleabilidade lúcida no acessório, é preciso ouvir as pessoas e garantir-lhes em concreto a dignidade que lhes está a ser roubada. (…) 

Pode estar em germinação uma Europa nova. As escolhas que agora fizermos decidirão o sentido e a densidade dessa novidade. Não, não há inevitabilidades. Tudo está sempre em aberto.» 

Na íntegra aqui
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Quando a morte chega




... à geração dos filhos dos grandes amigos que tivemos neste mundo, tudo vacila.
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Faria hoje 108 anos



Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol.

Bem podia ainda andar por aí a pintar este mundo, muito mais surrealista do que ele o conheceu.


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10.5.12

Primavera Global



A Primavera Global PT é um movimento de cidadãos, movimentos sociais e diversos colectivos constituído em resposta ao apelo internacional para que as pessoas voltem a sair às ruas entre 12 e 15 de Maio em todo o mundo. 

Até ao momento mais de 40 países e 250 cidades em todo o mundo terão iniciativas a decorrer em Portugal são pelo menos sete as cidades que estão organizar iniciativas neste âmbito – Faro, Évora, Lisboa, Santarém, Coimbra, Porto e Braga. 

Para a capital estão previstas duas grandes iniciativas, uma manifestação no dia 12 que nos levará desde o Rossio até ao Parque Eduardo VII e um Fórum de Ideias, a decorrer entre 12 e 15 de Maio, no Parque Eduardo VII, com um calendário, ainda em construção e aberto, que inclui até ao momento já mais 50 iniciativas (desde teatro, performances, debates/palestras, oficinas, etc.). 

Para mais informações seguem em baixo os contactos e o comunicado de imprensa lido divulgado hoje, às 14h00, no Parque Eduardo VII, em Lisboa. 

Estamos igualmente disponíveis para partilhar convosco um calendário mais detalhado do que já está previsto para o Parque Eduardo VII. 



(Daqui)

Dupont & Dupond