31.12.23

Excelente 2024 para si!

 


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30.12.23

Janelas

 


Janelas Arte Nova, arqueadas e redondas, todas de Bruxelas.

Daqui.
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E por vezes

 


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Peguem lá o soneto e vão com Deus

 

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A traição à Ucrânia e à Palestina

 


«A palavra traição é uma das mais duras que se pode usar para tratar de qualquer questão nacional e internacional, mas é a palavra certa para definir o que se passa na Ucrânia e na Palestina. Os traidores são os republicanos americanos chefiados por Trump, em conjunto com os bloqueadores europeus, em particular a Hungria, isto no que diz respeito à Ucrânia. No caso palestiniano, no massacre de Gaza, os traidores são todos aqueles que estão a permitir ao governo israelita matar indiscriminadamente crianças, mulheres e homens, a tornar Gaza inabitável e a atirar milhões de pessoas para mais uns campos de refugiados, a somar aos que desde o final da década de 1940 são o local de vida de uma parte importante dos palestinianos.

A Federação Russa pode ter imensas queixas do risco que representa para a sua segurança a proximidade da NATO às suas fronteiras, e Israel foi vítima de um ataque cruel e impiedoso do Hamas a civis, mas nem num nem noutro caso a resposta tem a ver com os motivos iniciais. A invasão da Ucrânia e o massacre e destruição de Gaza são muito mais do que uma resposta ao que aconteceu, são medidas de política próprias, com objectivos absolutamente inaceitáveis para a ordem e o direito internacional, para a soberania das nações, para os direitos humanos e, no terreno da realpolitik, uma ameaça aos poucos países do mundo que são governados em democracia e que têm liberdade. Tudo isto significa que em 2024 se entra no período mais perigoso para o mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Eu disse e repito, para o mundo.

Aqui convém diferenciar os dois conflitos, porque não são da mesma natureza nem geram riscos de idêntica dimensão. O conflito em Gaza é mais uma página tenebrosa de uma guerra que conhece períodos de baixa intensidade e momentos de uma violência extrema. Mas é um conflito regional cujo impacto fora do Médio Oriente, para além do preço do petróleo, são as acções terroristas ligadas aos grupos palestinianos e árabes, do Afeganistão ao Irão, passando pelos territórios palestinianos até à diáspora muçulmana em todo o mundo, pelo 11 de Setembro nos EUA e pelos que andam sossegados nas suas compras e são esfaqueados ao acaso em Bruxelas ou em Paris, ou que vão pelos ares num atentado bombista. É um conflito localizado numa parte do mundo e na sua história densa de ódios, com uma herança violenta de contas a pagar, e cuja força de vingança e memória a torna muito difícil de amainar, quanto mais de resolver.

O conflito da Ucrânia é, num certo sentido, muito mais grave, com muito maior possibilidade de consequências. Não é uma minimização do que se está a passar em Gaza, é apenas porque é diferente a dimensão do seu alcance. É um genuíno conflito mundial, tocando por si só o frágil tecido das relações de força internacionais pelo seu risco de uma “mútua destruição assegurada”. A possibilidade de uma guerra nuclear é muito maior. Nunca se ouviram com tanta frequência as ameaças de utilização de armas nucleares como as vindas da Federação Russa, uma das grandes potências nucleares, que considera, sem qualquer motivo, que esta guerra é “existencial” para a sua sobrevivência. Pode ser para Putin, a sua clique e os seus planos, não é certamente para a Rússia, que foi quem a começou.

A guerra da Ucrânia é uma guerra de conquista territorial, de subjugação neocolonial para toda uma região, com um direito de definir o que várias nações podem ou não podem fazer, em termos militares, em termos de política interna e externa, de condicionamento das suas alianças políticas e económicas – hoje a Ucrânia, a Geórgia e a Moldova, amanhã os países bálticos e a Polónia, até à Finlândia. O risco de uma derrota ucraniana – e qualquer cedência de território é uma vitória para Putin –, associada a uma espécie de reconstrução da URSS pela força das armas, não é um papão qualquer, é suficientemente real para levar a Suécia, com a sua longa tradição de neutralidade, a entrar para a NATO.

A traição dos republicanos “trumpistas” e dos “cansados europeus” garante tudo menos a paz, garante mesmo a guerra europeia, e isso também diz respeito a Portugal. Já não digo que o que está em jogo é da ordem da democracia e da liberdade – também é –, mas é essencialmente o valor da paz, que permite tudo o resto. A traição a Gaza retira muito da possibilidade de se usar um argumento de princípio por parte do chamado “Ocidente” e fragiliza qualquer superioridade moral. Mas, se querem pôr as coisas nos termos frios dos interesses e das relações de força, a traição à Ucrânia enfraquece-nos como nação soberana e prejudica os nossos interesses. A traição aos palestinianos coloca-nos do lado do mal e faz-nos ir para o Inferno.

Nenhuma das coisas é boa.»

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Guernica – Palestina

 


Cidades que não esquecem!

Mais de 3.000 pessoas apoiaram a Palestina formando um mosaico humano em Guernica, um dos lugares simbólicos da Guerra Civil Espanhola, que foi bombardeada em 1937.
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29.12.23

Pratos

 


Prato, Museu Nacional de Oslo, 1905.
Arquitecto e «designer»: Torolf Prytz.
Fabricante (provável): Jacob Tostrup.


Daqui.
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Mariana Mortágua – Quem são os facilitadores?

 




«Uma conversa sobre portas giratórias, que faz o mapa de algumas das decisões em que o interesse público ficou a perder. Da energia aos aeroportos, o regime de interesses que atravessa governos de PS e da direita. E também aparece na lista de financiadores do Chega.» 
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Temos todos consciência disto?

 


QUEM é atingido.

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Filho, filho, porque me embaraçaste?

 


«A história do menino que tem poder para curar os doentes e que é filho daquele cujo nome não pode ser usado em vão está a ser vivida com surpreendente intensidade, este ano. É, como sabemos, um menino chamado Nuno, que através da sua acção conseguiu obter um tratamento para duas doentes luso-brasileiras, usando indevidamente o nome do pai, e acabou crucificado na opinião pública. No dia 24 de Dezembro, Marcelo, que é o pai do menino, referiu-se a ele e às reuniões que ele manteve com o secretário de Estado da Saúde dizendo: “Quem organizou, quem fez esse encontro, essa audiência, essa conversa, fê-lo porque não conseguiu chegar onde queria por outro caminho, que era através do Presidente e da Presidência da República, por isso é que foi a seguir tentar outra coisa, porque não tinha obtido aquilo que queria.” São declarações tão duras que, muito provavelmente, fizeram com que o menino suspirasse: “Pai, pai, porque me abandonaste?” Mas são também um ensinamento, um modo de o pai mostrar ao filho que é possível referirem-se um ao outro sem ser necessário proferir o nome de cada um, lição que o filho deveria ter tido em conta quando andou a marcar as tais reuniões valendo-se do seu apelido.

Na véspera de Natal, Marcelo acrescentou ainda: “Tenho muita pena de não ter sabido há quatro anos e tal, porque era nessa altura que eu devia ter sabido e não nesta altura, mas isso diz respeito às relações pessoais e é evidente que, pessoalmente, retiro as conclusões de não ter sido dito o que devia ter sido dito, o que permitiria intervir para que não tivesse acontecido o que aconteceu.” Mais uma vez, estas considerações são uma proclamação política. Marcelo deixa claro que é o Presidente dos afectos mas apenas para os cidadãos que não pertencem à sua família. Em relação aos familiares, o afecto está suspenso pelo menos até ao fim do mandato.

O caso inaugura uma prática interessante. Sua Excelência, o Presidente da República, comunica com a família através da imprensa. Espero que todos os outros titulares de cargos públicos sigam este exemplo. Gostaria que o primeiro-ministro convocasse as televisões para informar a mulher de que é preciso ir buscar o mais novo à escola. Ou que o ministro da Saúde desse uma conferência de imprensa para transmitir ao primo que já é tempo de devolver a moto-serra que lhe emprestou em 2005. Assim como foi interessante saber pela comunicação social que o filho do Presidente da República, este ano, não receberá presentes.»

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28.12.23

Pavões

 


Um pavão vienense em cristal de rocha cravejado de pedras preciosas, com prata dourada e esmalte. Cerca de 1880.

Daqui.
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E quanto a sondagens

 


Intercampus, 27.12.2023 (Clicar na imagem para ver maior.)

Notícia AQUI.
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