28.1.08

Constrangimentos


Sinto sempre uma certa vergonha quando vejo os nossos governantes de solidéu na cabeça quando vão às sinagogas ou descalços quando entram nas mesquitas. Ficavam à porta se não o fizessem? Julgo que não. Cheira a subserviência bacoca.

Como se alguém se sentisse obrigado a pôr um cachecol do Benfica para entrar no Estádio da Luz.

Foto: do site da P.R.

10 comments:

Manuel disse...

E o Estádio da Luz é uma CATEDRAL!

MC disse...

Olá, Joana.

A minha veia revolucionária, rebelde, leva-me a sentir o mesmo. Mas...também pode ser um sinal de humildade e boa educação. Quando visito alguém procuro observar e seguir as regras da casa. E sendo um Chefe de Estado, maiores obrigações terá. Não?

Abraço

Joana Lopes disse...

Seja bem reaparecida, MC.
Claro que se pode considerar a questão desse ponto de vista, mas eu creio que se trata, sobretudo, de um temor reverencial perante tudo o que é ritual religioso, que não ajuda em nada a separar águas.
Mas talvez seja eu a ficar cada vez mais laicista...

Apareça de vez em quando.

Anónimo disse...

Excluindo a tentativa de provocação ou afirmação de adversário, não vejo que outro cachecol se deva colocar, entrando na Catedral da Luz, que não seja o do Benfica. Relativamente a qualquer templo, eu tenho isso em conta quando entro num qualquer, o que só acontece muito amiúde, partindo do princípio que, se entro, devo respeito à casa/crença visitada, cumpro as regras mínimas de comportamento relativamente aos usos e costumes, os aquém do ritual de culto, que os hospedeiros considerem como fruição respeitosa (a qual se pode reduzir a admirar um vitral). Entrar numa sinagoga sem um chapelinho ou numa igreja católica com um barrete de campino enfiado, seria uma invasão e nunca uma visita.

João Tunes

Joana Lopes disse...

Caro João Tunes:
Pode entrar no Estádio da Luz SEM NENHUM cachecol, certo? Assim como deveria ser possível entrar numa sinagoga SEM o solidéu (se não se professa a religião da casa)e se vai em visita oficial, como chefe do Estado português, em Portugal.
Não é que isto tenha grande importância, mas a laicidade concretiza-se em pequenas coisas - digo eu...
Um abraço

Anónimo disse...

Desculpe, Joana, tem toda a razão. Mas a culpa foi sua, pelo exemplo, falsamente laico, que arranjou. É que, de facto, eu não imagino alguém, com um mínimo de decência (e de bom gosto) (e sendo bom chefe de família) entrar no Estádio da Luz sem o cachecol a condizer, além de dedicar uns minutos de recolhimento místico junto da estátua do Eusébio. E se há esta susceptibilidade com os usos e costumes na catedral do Clube, como não entender que igual ou parecido aconteça com os pastores de um outro templo dedicado a outras religiosidades? E, nesses casos, se cabeça coberta ou descoberta é interpretado como respeito/desrespeito, assim como calças compridas e sapatos ou de calções e chinelos, se somos visitantes devemos atender a esses procedimentos mínimos de cortesia. Pensava eu de que.

João Tunes

Ana Cristina Leonardo disse...

que ele não está nada à-vontade, não está...

DIMITRI disse...

Em Roma, sê Romano.

Joana Lopes disse...

E em Lisboa, sê lisboeta...

Anónimo disse...

Este blog é uma patetada!