20.6.13

Há sempre um bombo da festa: chegou a vez do FMI



 Só falta vê-los gritar: «FMI fora daqui!».

«Os políticos portugueses tornaram-se, por momentos, adeptos da unicidade sindical. Todos querem erradicar o FMI, como se ele fosse uma mistura de sarampo, tosse convulsa e dengue.

Nos seus melhores momentos o FMI é só a mistura de duas dessas doenças. Nos piores é o cordato coveiro que paga o funeral de muitas sociedades. O certo é que o FMI não nasce e surge por obra e graça divina. Aparece como um zombie porque o chamam. No caso português a sua cavalaria só veio conquistar esta última fronteira porque os políticos portugueses e europeus mostraram, mais uma vez, uma incompetência total para resolver os problemas reais que tinham entre mãos. (...)

Agora, para os políticos portugueses, o FMI é o bombo da festa. Como se eles fossem vitimas inocentes desta austeridade sem senso que está a destruir a economia, a criar um desemprego intolerável e uma emigração devastadora. O FMI ajudou a estilhaçar a sociedade portuguesa. Mas a sua culpa não morre solteira.»


(O link pode só funcionar mais tarde.) 
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