2.4.18

Xangai e «the end»



Já em Lisboa, resumo a última etapa da viagem. Acabei por rever pouco Xangai, porque o nevoeiro atrasou muito significativamente o desembarque, já que o porto esteve fechado durante longas horas. Mas deu para perceber que não só em Pequim se deu uma explosão., em termos de número de arranha-céus e não só. Talvez não tão espectacular como na capital ou eu é que já não estava preparada para outra surpresa.

Pudong lá está com a sua Oriental Pearl TV Tower e muitos outros imponentes edifícios, mas confesso que não aprecio muito o tipo de iluminação multicolor adoptado, um pouco estilo Las Vegas… Multidões em todas as ruas, durante o dia e a noite, um mar de gente. Incrível!

Como qualquer segunda cidade de um país, que se preze, Xangai diz-se melhor, maior, mais bonita, mais habitada e com mais futuro que Pequim. Mas queixa-se dos mesmos males: preços a subir, sobretudo em termos de habitação: viver no centro passou a ser proibitivo excepto para uma reduzida minoria, o que atrasa ou impossibilita o casamento de jovens, já que se mantém a tradição de ser o noivo a ter de comprar ou alugar um apartamento e de os pais da noiva serem muito relutantes a «conceder» a filha se o futuro marido não tiver já o dito apartamento em carteira. As pequenas velhas casas do centro já foram ou estão a ser demolidas e os moradores realojados, em melhores condições mas longe e nem sempre com transportes públicos para a cidade. Entretanto, o número de ricos aumenta em flecha. (Pequeno apontamento: no avião em que vim, a 1ª Classe vinha inteiramente ocupada por chineses, os ocidentais vinham (poucos) na Business, a grande maioria na Económica.)

Enfim, venho do «país, dois sistemas», sem perceber o que resta do primeiro. Tudo aquilo parece capitalismo puro e duro. «Sui generis», com concorrência feroz, sem ponta de democracia e com a «virtude» de estar a tirar milhões da miséria (embora a maioria esmagadora nela continue). Mas «comunista»?





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1 comments:

Monteiro disse...
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