O país anda preocupadíssimo com assuntos transcendentes e sabe-se agora que alguns pretendem confinar a toponímia ao mundo dos desaparecidos.
Para evitar possíveis abusos, corta-se o mal pela raiz: não haveria mais ruas com o nome de Mário Soares nem de José Saramago (existem às dezenas), as próximas teriam de esperar que a morte se digne levá-los. Jorge Sampaio não seria nome de estádio e pena é que não estejam previstos efeitos retroactivos, a tempo de mandar arrasar umas estátuas de Manuel Alegre.
Tudo isto «inspirado pelos ideais republicanos», como «mais um gesto de homenagem ao Centenário da Implantação da República».
Mas o que é que a República tem a ver com as calças???
P.S.1 - «Uma lei para enterrar os vivos e ressuscitar os mortos é estonteante para qualquer legislador.»








