5.10.10

Pelo Pluralismo - Petição


Acaba de ser colocada online uma Petição pelo pluralismo de opinião no debate político-económico. Trata-se de um texto com uma plataforma mínima do que pode e deve ser exigido aos nossos meios de comunicação social, em termos de igualdade de tratamento dos diversos posicionamentos perante a actual crise e o fatídico PECIII. Basta de monolitismo!

Para ler, assinar e divulgar.

P.S. - ATENÇÃO: poderá visualizar mal o texto da Petição. Nesse caso, clique na opção «Ver» no canto superior esquerdo do ecrã, depois em Codificação (de caracteres) e finalmente em Unicode.
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Areia dos Dias



Entre outros, escrevem por lá alguns respeitadíssimos dinossauros destas andanças - como Manuela Silva e Mário Murteira -, certamente insuspeitos de qualquer tipo de radicalismo esquerdista.
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Ainda o dia não vai a meio


… e já ouvi dizes, nem sei quantas vezes, que a República festeja 100 anos. Não: hoje, comemora-se o centenário da proclamação da Primeira República. Quem cá estiver daqui a 48 anos que apague as 100 velas.




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4.10.10

5 de Outubro, 25 de Abril


Texto de José Luís Saldanha Sanches, publicado em Caminhos da Memória, 5/10/2008

O centenário do 5 de Outubro está próximo e as comemorações do 5 de Outubro – e em especial o cinquentenário da comemoração da República, que coincidiu com a decadência do salazarismo – foram marcos na resistência. Todos sabemos isso. A contraposição do regime democrático do princípio do século ao regime autoritário vigente funcionava como um argumento chave na narrativa democrática.

O 25 de Abril teve essa componente ideológica e essa componente institucional. A comparação entre as liberdades republicanas e o autoritarismo salazarista era uma parte essencial do discurso oposicionista. Aquilo que sobrava dos políticos republicanos (alguns aderiram ao novo regime) teve uma importância idêntica na construção de uma alternativa: sempre que havia eleições e possibilidade de agitação, o PCP agia com a cobertura dos veteranos da República e dos republicanos pós-república.

Mas – e este mas não é uma mera restrição secundária – o 25 de Abril serviu também para demonstrar o vazio democrático da República.

Comecemos pelo 5 de Outubro que conhecemos da reconstituição histórica e façamos a comparação com o 25 de Abril: a revolta republicana teve o apoio dos republicanos e de uma parte do movimento operário. Nada que possa comparar-se ao extraordinário apoio popular, a mobilização total da rua a que assistimos no 25 de Abril.

Para não falar do sufrágio universal (só depois do 25 de Abril) ou do fim daquela tradição monárquica das eleições saírem dos governos em vez dos governos saírem das eleições. Outra novidade absoluta da política portuguesa. Na República como na monarquia imperava o caciquismo propriamente dito (com donos de votos) e as chapeladas eleitorais eram moeda corrente. O Morgado das Perdizes sobreviveu (com novas formas) à implantação da República e as consultas ao eleitorado continuaram a ser dominadas e predeterminadas pela manipulação dos governos.

Tudo isto deve ser recordado quando se comemora a criação de um regime republicano em Portugal: um regime democrático cujas fragilidades e fraquezas estiveram na origem do regime salazarista que foi o seu sucessor imediato.
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Chacun de vous est concerné


Regresso cíclico da mítica Dominique Grange, aqui em duas versões totalmente diferentes:





(Via Maria Paz Carvalho e São Carvalho no Facebook)
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«Post» aberto à direcção da bancada do PS


Tendes um deputado que se identifica como uma das maiores vítimas das medidas anunciadas pelo governo do partido a que todos pertenceis.

«Quase sem dinheiro para comer», este desgraçado português é digno da vossa misericórdia e merece regressar a Terras do Bouro. Tendes certamente suplentes disponíveis que se contentem com uma mera sopita ao jantar.

Ao contrário de muitos, nem me apetece brincar com este caso. Porque nós, mesmo os que não vos escolhemos, talvez tenhamos direito a um pouco mais de dignidade nesta República - que, por acaso, também é nossa.
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PS / PSD / PR – Alguma dúvida?


Carvalho da Silva, em entrevista ao DN:

«Acho que desde o início há um entendimento entre o PS, o PSD e o Presidente da República. E esse é o drama, designadamente quando estamos às portas de umas eleições presidenciais, em que parece que vamos ter umas eleições que não são em democracia. É uma espécie de colocação do indivíduo que serve o entendimento e o compromisso, sendo que o entendimento e o compromisso são sobre uma actuação e sobre a execução de políticas que colocam o povo a sofrer. (...) Nós aqui andamos à espera de nomear um presidente em nome de um entendimento e de um compromisso. Azar dos diabos, entendimento e compromisso que estão cheios de malfeitorias para o povo.»

Mas ainda faltam alguns meses para as presidenciais, que não serão fáceis para os três protagonistas - PS, PSD e PR. Haja então esperança já que, nos tempos que vão correndo, meses são pouco menos do que uma eternidade!
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3.10.10

As Cidades e as Praças (11)


Praça da Sé, S. Salvador da Baía (1990)
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A China, a caminho (como previsível)



A ler: Umberto Eco, China está cerca
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Força!

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As reformas douradas de Bruxelas


É melhor ler porque nem dá para resumir.

«C'est un comble, l'administration européenne, garante de l'orthodoxie budgétaire et si prompte à jouer les gendarmes vis-à-vis des États membres qui ne respectent pas les principes de bonne gestion et de rigueur économique, mène, pour elle-même, aux frais des contribuables, une politique laxiste totalement coupée des réalités.»

(Via Miguel Portas no Facebook)
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As Cidades e as Praças (10)


Praça da Câmara Municipal, Riga, (2003)
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