16.11.10

Austeridade? Sim, mas para os outros


A Administração da CGD teme fuga de quadros por causa dos cortes salariais e quer novo regime de excepção às regras definidas pelo plano de austeridade aplicável aos funcionários públicos, depois de ter escapado a um outro, há alguns meses.

«Sangria de quadros», risco de fuga para os bancos privados, dizem eles. Como se estes estivessem de portas escancaradas para aumentarem entusiasticamente os seus efectivos! Talvez alguns directores do banco público fugissem para Angola, isso sim. E daí?

Todos a tentarem açambarcar as baleeiras do Titanic, é o que é…

(Fonte)
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As Cidades e as Praças (34)



Praça Raekoja, Tallinn (2003)
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15.11.10

Realidade com ar de ficção


Quando eu comecei a mexer nestas maquinetas que dão pelo nome genérico de computadores, a maior em que pus as mãos foi esta, com uns míseros 30 K bytes de memória central. Ocupava grande parte de um andar da Rua Duque de Palmela, com chão falso debaixo do qual passava um emaranhado inconcebível de cabos, todo o conjunto arrefecido à custa de um potente sistema de ar condicionado.

A multiprogramação ainda estava a chegar (Power/VS…) e eu tinha de meter umas cunhas para conseguir uma hora de «máquina dedicada», entre as 4 e as 5 da manhã – o que era um verdadeiro luxo! Para quê? Para testar programas para o Banco de Portugal, que tinha então encomendado o seu primeiro computador, esperado para daí a mais ou menos um ano. No tempo das Invasões Francesas? Não, em meados de 1971.

Leio hoje que a IBM planeia construir supercomputadores com as dimensões de cubos de açúcar, a serem empilhados e arrefecidos por um complexo sistema de cascatas internas, em tubos com a espessura de um cabelo, e especialmente económicos em termos de gastos de energia.

A miniaturização para além do meu imaginário! E tentar visualizar um computador como se de um «canard» de tratasse…
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G20 - Resumo

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Notícias de uma Cimeira (5) - Quem não tem competência, não se estabelece



Organizem-se!
(Ou tivessem feito a Cimeira em Lisboa quando o Marquês de Pombal era assim...)
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Em defesa do direito à Cultura


Para:Primeiro Ministro; Ministra da Cultura; 13ª Comissão Parlamentar
Reunião da Plataforma das Artes – 13 de Novembro 2010 – Teatro São Luiz ´

Ex.mo Senhor Primeiro Ministro
Ex.ma Senhora Ministra da Cultura
Ex.mos Senhores Deputados da 13ª Comissão Parlamentar


APOIO ÀS ARTES

Considerando que a Cultura é um sector estratégico e estruturante para o país; considerando que a relevância política do Ministério da Cultura no actual Governo é praticamente nula, reflectindo-se num constante desinvestimento que contraria as repetidas promessas públicas do Primeiro Ministro; considerando o papel nuclear das artes na sociedade; considerando que o apoio às artes atribuído pela DGArtes significa apenas 10% do Orçamento para a Cultura e, portanto, 0,03% do Orçamento de Estado (o equivalente a três milímetros numa linha de 10 metros); a Plataforma das Artes toma as seguintes posições:

1 - Não aceitamos o anunciado corte de 23% no montante destinado ao apoio às artes, através da Direcção Geral das Artes. Consideramos que estes cortes, aplicados em contratos em vigor relativos aos apoios quadrienais poderão ser ilegais. Consideramos, porém, que o Ministério da Cultura não realizou esforços suficientes para minimizar estes cortes, esmagadoramente superiores ao corte de 8,8% anunciado para o Orçamento do Ministério da Cultura. Exigimos uma política de diálogo e procura de soluções em conjunto com os agentes culturais. Exigimos que ouçam as nossas ideias.

2 – Não aceitamos um Orçamento de Estado que esvazia o Ministério da Cultura da sua função. Os cortes anunciados no Orçamento do Ministério da Cultura não têm um real impacto no combate ao défice e comprometem irreversivelmente o tecido cultural português.


3 - Não aceitamos a desresponsabilização da Senhora Ministra da Cultura, que imputa ao Ministério das Finanças a responsabilidade dos cortes anunciados. Um governante deve ser responsabilizado pessoalmente pelas medidas que anuncia e aplica.

4 - Não podemos aceitar medidas que são ineficazes na diminuição do défice, mas comprometem o já tão fragilizado tecido cultural português e o direito constitucionalmente consagrado à fruição e criação culturais. Cortar no apoio às artes é cortar nos direitos dos portugueses. Por outro lado, estes cortes terão consequências sociais dramáticas, nomeadamente despedimentos e incumprimentos contratuais, numa área onde os trabalhadores pagam os mesmos impostos que quaisquer portugueses, sem acesso a protecção social.

5 - Exigimos que o Ministério da Cultura cumpra a lei e funcione. Exigimos a abertura dos concursos de apoio a projectos anuais e bienais em todas as áreas, dentro dos prazos legais, abrangendo o mesmo número de estruturas contempladas em 2010. Exigimos igualmente a garantia de abertura de concursos de apoio a projectos pontuais em todas as áreas, nos dois semestres de 2011, reforçando a sua importância no plano da inovação e renovação do tecido artístico. Não podemos aceitar que a Senhora Ministra da Cultura tenha tentado imputar ao sector a responsabilidade pela aplicação dos cortes, numa tentativa de dividir os agentes culturais. Não aceitaremos uma política que se encaminha para a extinção da Direcção Geral das Artes e, em última análise, para a extinção do Ministério da Cultura.


Notícias de uma Cimeira (3)


Informações sobre as manifestações previstas para Lisboa aqui e aqui.
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Prémios Blogo-Kula 2010



Isto hoje fia mais fino, porque estes prémios, criados pelo jpt lá na minha terra, são muito sofisticados!

Eu recebi o Kula-Bracelete (Comentador residente) e este blogue foi agraciado com o Kula-Colar (Blogue individual).

Passo o primeiro ao António P. e o segundo ao Activismo do Sofá.

O regulamento é este (não me peçam explicações, é melhor irem às fontes…):

Os Prémios Kula são braceletes e colares. Sabe-se que “exercem uma acção profunda sobre a vida dos bloguistas … os quais têm consciência da sua importância, pois as suas ideias, ambições, desejos e vaidades deles dependem em larga medida“. São atribuídos aos bloguistas (individuais, colectivos e comentadores residentes) de quem se gosta e/ou àqueles por quem se quer ser gostado. Dão-se no número que cada um entender. Mas devem ser entregues com bom senso, aos que se presume aceitarem os prémios e, por vezes, a quem os solicitar. E não devem ser recíprocos, uma devolução imediata será insultuosa. O fundamental: os prémios colares circulam no sentido dos ponteiros do relógio (navegando do ego/doador para a esquerda) e os prémios braceletes no sentido inverso (navegando do ego/doador para a direita).
Para aqueles que sempre reclamam objectividade e tendem a afirmar a existência de propósitos escondidos nesta actividade aqui recordo que nestes Prémios Blogo-Kula “o êxito depende muito da aparência da pessoa envolvida“, como disse o antigo bloguista Reo Fortune.

[Para mais informações consultar o regulamento do concurso: sinopse e documentação completa]
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14.11.10

Austeridade, ma no troppo?


O governo já veio justificar as 270 nomeações que fez desde que anunciou as medidas de austeridade contidas no PEC III (45 por semana). Serão, na sua maioria, substituições resultantes de concurso público e não representarão «aumento da despesa, porque são cargos que já existiam e para o qual a verba estava cabimentada», e porque as vagas serão, em regra, ocupadas por funcionários públicos (que, certamente, estavam a prestar serviços úteis noutros organismos, não?).

Mas o que não é dito, e seria interessante saber, é o número das que foram evitadas, ou seja quantas foram «poupadas» neste mês e meio. Então, sim, seria possível perceber se a austeridade que é imposta a todo o país está a ser aplicada severamente quando se trata de emagrecer os órgãos do Estado. Pois, mas talvez fosse exigir muito…

(Fonte)
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Notícias de uma Cimeira (2) - Do baú



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Da austeridade

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Este vídeo de Mark Blyth, agora legendado em português, já circula há algum tempo, mas aqui fica porque me parece uma excelente explicação para não iniciados.


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Ó Timor…



Há diversas reacções ao facto anunciado. A mais «realista» - a força do petróleo; a cínica – it’s business; uma terceira – a gratidão de quem foi ajudado.

Mas há outras possíveis. Rebobinemos a história, tentemos «ler» o que hoje os noticiários nos trazem em 1991, em 2000 ou mesmo em 2002. Absolutamente impensável, mesmo para os mais criativos!

Mas é um facto que, talvez curiosamente, leio como uma mensagem de esperança. Quando só se vê desânimo relativamente ao presente e ao nosso futuro próximo, ganhemos distância porque o mundo não acaba amanhã e melhores dias poderão vir, se fizermos por isso. Sobretudo se não deixarmos que a aparente falta de horizontes nos paralise porque aí, sim, mereceremos que os tempos negros continuem.
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