30.8.11

15 de Outubro 2011 – A Democracia sai à rua!


PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

− Pela Democracia participativa.
− Pela transparência nas decisões políticas.
− Pelo fim da precariedade de vida.

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida.

Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção.

Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.
Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.


Organizações subscritoras: 

Acampada Lisboa – Democracia Verdadeira Já 19M
Alvorada Ribatejo
Attac Portugal
Indignados Lisboa
M12M – Movimento 12 de Março
Movimento de Professores e Educadores 3R’s
Portugal Uncut
Precários Inflexíveis
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29.8.11

O papel da oposição segundo o dr. Marcelo


Ouvi ontem a crónica dominical de Marcelo Rebelo de Sousa, mas preferi esperar que estivesse disponível online para transcrever uma passagem que me pareceu importante e que ainda não vi referida.

Interrogado por Júlio Magalhães sobre o comportamento da oposição (a partir do minuto 57:41), afirmou que esta tem estado de férias e continuou:

«Eu estava a ficar preocupado. (…) Precisamos de uma oposição forte. Se não há oposição forte, para onde é que vai a insatisfação das pessoas? As pessoas começam a indignar-se e a revoltar-se. Se não têm como canalizar para os partidos políticos, canalizam para onde? Para os sindicatos e depois para a rua. Precisamos da oposição (…) para canalizar as insatisfações.»

Nem mais e não há como a clareza. Que se desengane quem pensava que PS, PCP e Bloco serviam sobretudo para outras funções. Percebam que fazem falta para servirem de para-choques, de amortecedores das massas potencialmente revoltosas. O dr. Marcelo é que sabe (oh se sabe…)!
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Isto não é um país (4)

Isto não é um país (3)

Isto não é um país (2)

Isto não é um país (1)

relativismo

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estava aqui a ver o tozé seguro a discursar na madeira e passei a gostar um pedacinho do alberto joão jardim.

ipsis verbis
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Dos dias que passam


Excelente esta crónica de Nilton no Económico de hoje. Em três ou quatro pinceladas, revela bem o tipo de teia em que nos movemos.

Diz que vai chover

Aumentar os impostos sem reduzir a despesa é como fazer sexo sempre na posição de missionário só porque é a que dá menos trabalho.

500, pode parecer o número de jogadores do plantel da Luz mas são as nomeações feitas pelo governo em 2 meses e que mostram que ainda há muita gente com bons conhecimentos. A esta média de 250 ao mês, em 4 anos acaba-se com o desemprego em Portugal. Para contrariar isto, o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira promete um "corte histórico" na despesa do Estado. Espero que sim porque para já este Governo está tipo Benfica e Sporting: o número de contratações não faz jus ao das exibições.

O preço dos combustíveis deve subir hoje devido às preocupações do impacto do furacão Irene sobre as refinarias dos EUA. As perguntas são: é suposto pagarmos as preocupações dos Srs. do petróleo? E já agora, qual impacto? Pagar adiantado por algo que ainda não aconteceu é o mesmo que pagar o arranjo antes de bater com o carro. Se o Irene provar ser apenas uma tempestade com mau feitio e não um furacão a sério, devolvem-nos o dinheiro?

Cavaco Silva quer ver recuperada a lei que tributa heranças. Tendo em conta que se estaria a pagar a mesma coisa duas vezes, vejo-me obrigado a alertar o Sr. Presidente para um pormenor linguístico. É que cobrar um imposto sobre algo que recebemos por direito, deixa de ser uma herança e passa a ser uma compra.
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28.8.11

Arco-iris

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Dia para recordar também


...Rosa Parks , quando se celebra mais um aniversário de célebre «I have a Dream!» de Martin Luther King.

Rosa Parks ficou famosa por se ter recusado a ceder o seu lugar no Autocarro a um branco (em 1 de Dezembro de 1955), facto que viria a constituir um dos marcos do início da luta antissegregacionista nos EUA.

A ler: Thank you Rosa Parks

Pete Seeger:




Take It From Dr. King
Down in Alabama, 1955,
Not many of us here tonight were then alive;
A young Baptist preacher led a bus boycott,
He led the way for a brand new day without firing a shot.


O António é esquisitíssimo

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(Via Tomás Vasques no Facebook)
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Luther King


Foi em 28 de Agosto de 1963 que teve lugar a célebre «March on Washignton for Jobs and Freedom» e hoje, 48 anos depois, Obama deveria inaugurar oficialmente o Memorial construído em honra de MLK, no National Mall, em Washington. A cerimónia foi cancelada devido às condições criadas pela aproximação do furacão Irene, mas o espaço já se encontra aberto ao público.

O discurso de MLK em 28/8/1963, aqui na íntegra (aparentemente, foi retirado do Youtube):




E uma visita virtual ao Memorial (de bom gosto duvidoso, mas...):



P.S. - A estátua foi esculpida por um artista chinês, a pedra também terá sido importada da China. Os americanos não apreciaram muito a escolha de operários também do «País do Meio» para a construção do Memorial (e estes não terão sido muito bem tratados)...
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