2.6.14

Já não se vende banha da cobra?




Esta criatura é um susto!
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1.6.14

Eu ainda sou do tempo


... em que ninguém ligava nenhuma ao «Dia da Criança» e em que o futuro do PS era decidido em sótãos.
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Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band – há 47 anos



Foi em 1 de Junho de 1967 que os Beatles lançaram o álbum em Londres (e, nos Estados Unidos, no dia seguinte). Considerado um dos mais importantes exemplares da história do rock e, em 2003, colocado em primeiro lugar na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame, pela revista «Rolling Stone», foi gravado numa fase de um certo «recuo», com os Beatles cansados de digressões e no rescaldo do escândalo provocado pelas declarações de John Lennon quando afirmou que o conjunto de Liverpool era mais popular do que Jesus Cristo. Trata-se de um álbum extremamente inovador, desde a capa à técnica de gravação.

A BBC considerou que várias canções tinham letras influenciadas por drogas e proibiu que fossem transmitidas («A Day in The Life», «Lucy in the Sky with Diamonds»), mas, só nos EUA, foram vendidas mais de 11 milhões de cópias do LP.

Bem difícil se torna a escolha de algumas canções, entre as treze, mas repesco três das minhas preferidas:






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Não, não é na China



... mas si aqui ao lado, em Benidorm.
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Algo vai mal neste reino da Europa



«Se a Europa me explica com todo o detalhe como é que se deve pescar um peixe-espada, mas não me diz nada sobre como salvar um imigrante que se afoga, isto quer dizer que alguma coisa está a correr mal.»

Matteo Renzi (citado por Teresa de Sousa, no Público de hoje. 
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Lido por aí (46)

31.5.14

Pobre cão!


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A cantiga continua a ser uma arma



Benjamin Biolay lançou esta canção inédita para assinalar o sucesso da Frente Nacional nas eleições europeias.

No refrão, retoma parte do celebérrimo «Chant des partisants» (le vol noir du corbeau sur la plaine...) para comparar a nova composição do Parlamento Europeu com o domínio alemão na Segunda Guerra.




A primeira interpretação, por Anna Marly, autora da música:




Mais duas interpretações que ficaram célebres (Jean Ferrat e Yves Montand)





(Fonte)

Na vida real


@Joe Fenton

«Na vida real, o Tribunal Constitucional veta leis. Acusar os juízes de facciosismo político é marrar contra o espelho sem querer parti-lo: os juízes foram coerentes com os acórdãos anteriores. Ou se muda a Constituição ou se mudam as leis. (...)

Na vida real, os funcionários públicos não sabem a quantas andam e, provavelmente, já nem querem saber. (...)

Na vida real, o povo vota, vota a favor e vota abaixo. Mais do que votar contra aquilo que não gosta, vota contra aquilo em que não acredita. Ou em quem não acredita. O povo português suportou a austeridade durante bastante tempo, provavelmente por aceitar que ela seria necessária, mas deixou de acreditar que era limitada (os cortes temporários são permanentes) e que tinha um propósito maior do que o défice nosso de cada ano. (...)

Na vida real, os partidos que não vingam, vingam-se. O PS está a vingar-se de Seguro. António Costa não está a trair mais do que Matteo Renzi traiu Enrico Letta — e Renzi é a nova coqueluche da democracia europeia. O problema de Costa não é o desafio a Seguro, que é legítimo, é ter sido eleito há meia dúzia de meses pelos cidadãos de Lisboa, que foram trampolim. Qual é a diferença entre Costa deixar Lisboa para ir para o Governo e Barroso ter deixado o Governo para ir para Bruxelas? Uma é Barroso ter fugido de uma derrota enquanto Costa corre para uma vitória. Outra é ter boa imprensa. Mas isso, na vida real, acaba num ápice.» (...)

(O link funciona para quem tiver acesso ao Expresso online.) 
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De Espanha, nem sempre maus ventos



«Rresulta preocupante que organismos internacionales como el FMI pretendan presentar como soluciones técnicas e inevitables lo que son meras apuestas ideológicas desde una visión partidista de las relaciones económicas.» 
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30.5.14

Sempre que oiço António José Seguro



... lembro-me disto.
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Democracia controlada



«Num daqueles momentos em que se é iluminado pela luz de um gambozino e se julga ter visto o sol, Passos Coelho considerou que "se se isolar o que se passou em França e no Reino Unido" não se pode "extrair" que houve um crescimento anormal dos eurocépticos e da extrema-direita. Para lá de a França e o Reino Unido serem países centrais na construção da União Europeia, a única coisa que se pode "extrair" é que, ou Passos Coelho está distraído ou faz disso uma fé.

O primeiro-ministro não entende que o emagrecimento dos partidos "centrais" e a progressiva liderança cultural (a hegemonia cultural das sociedades) pelas facções nacionalistas e antiglobais encontram cada vez mais eco em populações descrentes com este projecto Europeu. E é incapaz de entender, ou não o quer fazer, que este sentimento radical irrompe em países que não sofreram a terrível austeridade. (...)

Passos Coelho sabe obviamente que Portugal está a ser o país onde se está a criar um novo laboratório social. Onde, em nome do liberalismo, o Estado está a aumentar os seus poderes (aliado a uma elite política, económica e legal), como se vê claramente no poder cada vez mais tentacular da Autoridade Tributária, a nossa NSA de trazer por casa. Democracia controlada é o regime que está a ser testado, num deserto cultural sem referências, onde o parco consumo é o escape.»

Fernando Sobral, no Negócios.
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