3.6.17

Transportes «fora da caixa» (13)



Isto é que é um tuc-tuc a valer! Malaca, Malásia (2012).
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Dica (559)




«German Chancellor Angela Merkel and other G-7 leaders did all they could to convince Trump to remain part of the Paris Agreement. But he didn't listen. Instead, he evoked deep-seated nationalism and plunged the West into a conflict deeper than any since World War II.» 
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O que é que a China tem?



Sandro Mendonça no Expresso Economia de 03.06.2017:


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Ópera vs Trump




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Covfefe – o gerador de patetice



No seu texto no Público de hoje, José Pacheco Pereira defende que Trump é sobretudo um louco. Não estou tão certa disso, mas aqui ficam alguns excertos:

«O presidente Trump publicou uma nota no Twitter que começa a atacar a comunicação social e depois acaba abruptamente com uma palavra que ninguém sabe o que significa, ninguém sabe como se pronuncia e ninguém sabe, sequer, se é uma palavra: “Covfefe.”. (…)

Claro que eu me interrogo sobre quanto tempo Trump nos faz gastar para perceber o que é “covfefe”, que ele reafirma ser uma palavra com “significado” e o pobre do Sean Spicer teve de explicar que o “Presidente e o seu círculo mais próximo” sabiam muito bem o que era “covfefe”. Ele, apesar de ser o porta-voz do Presidente, não sabe o que é, visto que teve de fugir de cena com os gritos dos jornalistas a perguntar-lhe o que é que significava. Sim, tenho imensa sensação de tempo perdido — e de artigo perdido, visto que estou a escrever sobre isso — com este “covfefe”, que é uma espécie de gerador de patetice que nos faz também ser patetas. Mas, que raio, ou à Trump, QUE RAIO!!!, ele é Presidente dos EUA e o que diz e o que escreve tem sempre enorme importância, visto que o faz com os mesmos dedinhos com que pode digitar os códigos nucleares. E se ele estiver doido?

Há várias razões para achar que ele não está muito bem da cabeça, como, aliás, vários chefes de governo europeus e do G7 suspeitaram depois de estarem três dias metidos em salas com ele. (…)

Bom, podemos considerar que estamos perante um megalómano, mitómano, narcisista, ignorante, preguiçoso, bruto, mentiroso, amoral, desprovido de qualquer percepção de que o mundo exterior aos seus desejos existe e é de natureza distinta, ou seja, cuja relação com a realidade é quase nula, o que tem um nome bastante parecido com doido. Poder imaginar podemos. Basta ler os tweets para perceber que esta descrição é tão rigorosa como exacta e que, se pecar por alguma coisa, é por defeito, mas pode dizer-se que daí a doido vai alguma diferença. Talvez, mas esta diferença está a reduzir-se, até porque o homem se sente acossado. (…)

São alguns marxistas os que encontram em Trump mais racionalidade, o que não deixa de ser irónico. Eles acham que Trump tem um moinho e leva a água ao seu moinho, sejam quais forem as “distracções”. O moinho são os seus interesses e os dos seus amigos bilionários que trouxe para o Governo, e os defensores desta tese na esquerda marxista vêem todas as acções de Trump como paradigmáticas do carácter selvagem do capitalismo americano, de que ele seria o principal instrumento. Há dias, como o de hoje, em que os célebres “mercados” parecem validar estas teses, dando às mais absurdas medidas de Trump a racionalidade da Bolsa. E ele corre feliz para o Twitter a escrever aqueles fabulosos auto-elogios e a citar o seu eco, a Fox News: “Wall Street atinge recordes depois de Trump sair do Acordo de Paris.” Isto implica que há quem esteja a ganhar muito dinheiro com Trump, por muito conspiratórias que sejam as teorias que explicam as suas acções. E esses não são doidos.

O problema é que o barco onde Trump navega à vista é um lugar perigoso. É-o para nós, mas é também para ele e para os que com ele vão, como os republicanos começam a perceber. É verdade que Trump tem ajudado a impulsionar a agenda mais radical da direita (a deles e a nossa), mas há uma profunda inconsistência e um impulso autodestrutivo — o melhor exemplo é o Twitter de Trump — que mantém a democracia americana debaixo de uma tensão sem precedentes. E aí Trump está a perder, como se vê em todas as sondagens, mesmo as da Fox News. A perder substantivamente em matérias em que estava a ganhar, como a segurança social e o sistema de saúde dos americanos mais pobres, muitos dos quais foram seus eleitores. E, como a criação de emprego e as melhorias económicas estão longe de lhe poderem ser atribuídas — vinham já da Administração Obama —, os efeitos destrutivos acabam por se impor quer internamente, quer num mundo em que, com excepção dos seus ditadores preferidos e dos sauditas de espada desembainhada, Trump é uma espécie de pária, tão perigoso como ridículo.

Têm a certeza que ele não se veste de Napoleão, mete a mão na jaqueta e se olha ao espelho no meio dos torcidos e tremidos dourados de Mar-a-Lago? Ou de Putin? Ou de Erdogan? Ou até desse “rapaz” Kim Jong-un, com cujo “peso” de responsabilidades juvenis ele sentiu uma genuína empatia dizendo que ficaria “honrado” em encontrar-se com ele? Eu não tenho. E já agora “covfefe” para Trump!» 
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2.6.17

Transportes «fora da caixa» (12)



Praça de táxis (de que fui cliente) em Mingun, Birmânia (2009).
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Trump: afinal é só isto

Bem prega Frau Merkel




«Meanwhile, Germany insists that other countries follow its lead on climate change, shutting down nuclear power stations and switching to clean energy generation. But Germany is Europe’s biggest burner of dirty coal (seventh in the world), and it’s not on track to hit the Paris Agreement’s reduction targets for 2020. Its best-selling export is big, expensive, gas-guzzling luxury automobiles, including diesels. The Dieselgate scandal caught Volkswagen and other German car manufacturers cheating on emissions tests.»
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Dica (558)



Angelismo (Francisco Seixas da Costa) 

«Ao atentar na onda de loas com que foram recebidas as últimas declarações de Ângela Merkel sobre a Europa, claramente sugerindo a Alemanha como impulsionador de um processo de autonomização em matéria de defesa e segurança, perguntei-me se não estaríamos a embarcar num novo "angelismo", desta vez com etimologia derivada de Ângela e já não de anjos. (…)
Para muitos (sejamos claros, também para si própria) continua a ser um fantasma histórico. Ver a Alemanha a rearmar-se não é uma ideia sossegante para muitos, embora talvez se trate de um preconceito sem sentido. Mas um novo "angelismo" não parece fácil de adotar numa Europa onde o passado está sempre à espreita.» 
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Grandes capas

Por um punhado de maçons



«No próximo sábado e domingo, cerca de dois mil maçons vão votar para escolher o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL). Depois de uma campanha animada, com oferta de aventais, os maçons vão escolher entre Fernando Lima, que se recandidata, Adelino Maltez e Daniel Madeira de Castro. (…)

Sou só eu que estou um bocado farto e não percebo que raio é que é esta coisa da maçonaria? Por que raio existe este clube dentro da sociedade?! Jogam à bola? Não. Fazem pizzas e levam a casa? Não. Ajudam os pobres no Sudão do Sul? Fazem excursões giras? Népia. Se é por darem títulos pomposos aos sócios, para isso temos os escuteiros. Então que raio de coisa é esta que existe e persiste, mas que não serve para nada que se veja?! Porque, se serve para o que não se vê, é porque não é coisa boa. E não está cá a fazer nada.

A maçonaria é como a "Casa dos Segredos", tem grandes audiências mas não há ninguém que tenha visto e que saiba o que é. Valha-me o Arquitecto. Este país está entregue às lojas dos chineses e às lojas maçónicas. (…)

Se a maçonaria não servisse para nada, o Isaltino não andava por lá. Para fazerem aquela figura ridícula e terem de usar aqueles títulos parvos, a compensação só pode ser grande - é como nas despedidas de solteiro. Eu falo por mim, a despender algum tempo de forma estúpida preferia jogar badminton.

Ao menos os maçons podiam fazer umas marchas populares com a Casa Mercúrio, a Casa Mozart, a Casa Africana. Se quiserem fazer festas com farturas, rifas e aventais tudo bem, se for pelo poder é porque querem mama, nesse caso, sou a favor de implantes mamários à força em todos os maçons. Sendo que o presidente teria de ter o maior. - "Olha, vai ali o grão-mestre do GOL, que grande parzorro!"»

Trump: nem tudo lhe está garantido




«As 68 Mayors representing 38 million Americans, we will adopt, honor, and uphold the commitments to the goals enshrined in the Paris Agreement. We will intensify efforts to meet each of our cities’ current climate goals, push for new action to meet the 1.5 degrees Celsius target, and work together to create a 21st century clean energy economy. (...)
The world cannot wait — and neither will we.» 
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