28.9.19

Bloco de Esquerda



Mega almoço nacional. 
Pontapé de partida para os próximos quatro anos.





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28.09.1974 – A «Maioria [que ficou mesmo] Silenciosa»



Há 45 anos, o país esteve agitado. Esperava-se a realização da chamada «Manifestação da Maioria Silenciosa» – uma iniciativa de apoio ao apelo do general Spínola, convocada dias antes por cartazes que invadiram a cidade.



Acabou por ser proibida pela Comissão Coordenadora do Programa do MFA. Antes disso, Spínola, que tinha tentado, sem sucesso, reforçar os poderes da Junta de Salvação Nacional, acabou por emitir um comunicado, pouco antes do meio-dia, a agradecer a intenção dos manifestantes, mas declarando que, naquele momento, a manifestação não seria «conveniente».

Os partidos políticos de esquerda (CARP M-L, CCRM-L, GAPS, LCI, LUAR, MDP/CDE, MES, PCP m-l, PCP, PRP-BR, URML), sindicatos e outras organizações tinham desencadeado, no próprio dia, uma gigantesca operação de «vigilância popular»: desde as primeiras horas da manhã, dezenas de grupos de militantes distribuíram panfletos e pararam e revistaram carros em todas as entradas de Lisboa. Mas não só: foram erguidas barragens, para impedir o acesso à manifestação, em Viana do Castelo, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto, Chaves, Mealhada, Viseu, Guarda, Coimbra, Vila Nova de Poiares, cintura industrial de Lisboa, Grândola e Alcácer do Sal.

Em 30 de Setembro, Spínola demitiu-se do cargo de presidente da República, sendo substituído pelo general Costa Gomes. Fechou-se assim o primeiro ciclo político do pós 25 de Abril. 
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Macron? Como eu os compreendo...


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As campanhas servem para alguma coisa?



«Se o padrão se repetir, 80% dos eleitores já decidiram, por esta altura, o sentido do seu voto a 6 de outubro. Aliás, se se confirmar o que aconteceu nas últimas cinco legislativas, é expectável que cerca de 8% dos portugueses decida em quem vai votar ao longo da semana, 4% no sábado e uns surpreendentes 7,5% no próprio dia do voto.

Escrito assim, parece um determinismo exagerado, contudo é o que nos dizem os dados dos inquéritos pós-eleitorais que têm sido conduzidos pelo ICS desde 2002. É precisamente sobre este tema que trata o oportuno livro acabado de publicar de Marco Lisi, “Eleições — Campanhas Eleitorais e Decisão do Voto em Portugal”.

A grande inovação do livro de Marco Lisi está no facto de ir além da análise dos determinantes clássicos do voto (que explicam os 80% já decididos) para se concentrar nas margens de instabilidade eleitoral, nomeadamente no papel das campanhas e dos fatores que explicam o voto dos eleitores mais indecisos ou daqueles que mudam de sentido de voto de eleição para eleição. No fundo, é um livro sobre o que foi decidido na semana que terminou e o que falta apurar na que agora se inicia.

O tema é importante. As campanhas eleitorais são momentos únicos para um contacto menos intermediado entre os cidadãos e a política e a literatura dá conta de um progressivo enfraquecimento dos fatores de longo prazo na decisão do voto (os sociodemográficos e as predisposições políticas), acompanhado por uma relevância crescente dos fatores de curto prazo (o impacto da economia, o desempenho do governo e a avaliação dos líderes). E é nesta medida que as campanhas contam, resta saber de que modo.

Lisi concentra-se em dois grupos de eleitores, que são, aliás, em número crescente: os indecisos e os voláteis. Com uma análise sofisticada, deixa-nos conclusões importantes que ajudam a compreender o que ainda está em jogo nos próximos dias.

Ficamos a saber que, entre nós, os indecisos já não são os menos qualificados, mas, sim, tendencialmente, os jovens, aqueles que têm níveis de qualificação mais elevados e estão empregados. E, claro está, apresentam traços de desafeição e fraco interesse pela política. Já aqueles que mudam de voto entre eleições são relativamente indistintos sociodemograficamente e fazem-no mais por fatores conjunturais. Ao que acresce que a volatilidade é maior à esquerda do que à direita, já que, neste sector, a disponibilidade para ultrapassar a fronteira ideológica é menor.

O que nos devolve ao próximo fim de semana. Haverá 20% de eleitores que ainda não decidiram o seu voto e que, mesmo pouco mobilizados, são particularmente influenciados pela campanha. Um grupo de eleitores que, na hora do voto, tende a decidir com base nas lideranças e na avaliação da governação da legislatura. Desta feita, não será muito diferente.»

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27.9.19

Tancos – é mais ou menos isto



«Já experimentaram contar a um americano que em Portugal os tipos que assaltaram um arsenal militar, arrependeram-se, contactaram com quem os procurava, combinando com quem os devia prender a devolução do que tinham roubado e acabaram a devolver mais equipamento do que o que tinham levado?

E que depois a trama foi descoberta porque um especialista em comunicações militares foi fazer uma chamada anónima a uma cabine telefónica num local remoto e levou o seu telemóvel pessoal ligado?

E que depois deputados e especialistas militares partilharam entre si informações em segredo de estado através de SMS?

E que um dos alegados envolvidos era chefe da casa militar do Presidente da República?

E que nada disto se passou na surreal Fargo, mas sim na bucólica localidade de Tancos?

Post scriptum: Já vos disse que alguns dos arguidos respondem pelas alcunhas de "Laranjinha", "Caveirinha", "Tije" e "Baião" e que o informador da PJ é o... "Fechaduras"?

E que ainda ninguém sabe quem afinal é o "Papagaio-mor do reino".»

Paulo Mendes no Facebook
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Raoni diz que Bolsonaro "deve sair para o bem de todos"




«Jair Bolsonaro "não é um líder e deve sair", para "o bem de todos": esta foi a resposta do cacique Raoni Metuktire, emblemático defensor dos direitos dos povos indígenas da Amazónia, ao discurso do presidente brasileiro em Nova Iorque.»
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PSD sobe quase cinco pontos e deixa PS mais longe da maioria


Sondagem da Aximage, hoje divulgada:

PS 37,4% / PSD 25,2% / BE 11% / CDU 6,8% / CDS 5,1% / PAN 3,6%

Livre 1,6% / Chega 1,4% / I.Liberal 1,2%

(Daqui)
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Golpe de marketing em Alfama



«O problema da campanha do Minipreço nos estendais de roupa de Alfama não é ser publicidade a fazer de conta que não é publicidade. Conhecemos isso há anos. Chama-se product placement ou embedded marketing.

Em 2002, os candeeiros Boa Nova, de Álvaro Siza, apareceram em dois episódios da série Sexo e a Cidade a custo zero — foi pura sorte. No mesmo ano, um quarto do orçamento de Relatório Minoritário, de Steven Spielberg, foi financiado com product placement: a Toyota pagou cinco milhões para ter um Lexus futurista, a Nokia pagou dois milhões para os protagonistas usarem os seus auscultadores — e se vir os logos da Gap, Pepsi, American Express e Reebok também não é por acaso. Em 2014, a Emirates Airlines pagou 100 milhões para ter sete manequins vestidas com a farda das hospedeiras da companhia alinhadas atrás da equipa da selecção nacional que ganhasse o mundial de futebol do Brasil — foi a Alemanha. E há dias soubemos que a telenovela da SIC Nazaré tem uma personagem que é enfermeira porque a Ordem dos Enfermeiros pagou 36 mil euros.

Com mais ou menos dinheiro, desde os anos 1970 que é assim. As marcas querem aparecer sem parecer que pagaram para ali estar. Nisso, a campanha Estende a Renda do Minipreço segue uma linhagem com pedigree.

A diferença está no orçamento. O Minipreço não pagou milhões, nem milhares, nem nada que se aproxime dos valores do mercado de publicidade português. Pagou 50 euros a cada uma das 12 pessoas que penduraram cartazes nos estendais. 50x12=600. O Minipreço fez uma campanha publicitária com impacto mediático nacional, que gerou buzz nas redes sociais, 30 notícias e pseudo-notícias no Google e a “repercussão na sociedade” de que os especialistas em marketing falam por 600 euros. Perguntei a um especialista: alugar uma rede de mupis em Lisboa custa entre cinco mil e 30 mil euros. Alfama foi um bom negócio, mas não é a definição de win-win.

O que o Minipreço conseguiu é de mestre. Fez passar a mensagem de que é uma empresa “solidária”, que se preocupa com a cidade, que “quer combater a subida de rendas” nos bairros históricos e ajudar os pobres que estão a ser pressionados para sair das suas casas. Tudo isso e ainda poupou milhares de euros.

Declaração de interesses: os donos do PÚBLICO são donos do Continente. O Minipreço tem 4% do mercado e o Continente 22%, mas é possível que sejam adversários. Não lhes quero complicar a vida e sei que o grupo espanhol que comprou a rede teve um prejuízo de 420 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

Mas ontem quando acordei e li as notícias, a manchete do Guardian era sobre o choque causado por uma resposta de Boris Johnson, na véspera, num debate na Câmara dos Comuns e cosi as duas coisas.

Emocionada, uma parlamentar trabalhista pediu a Johnson para “moderar a linguagem” de modo a não inspirar os fanáticos pró-Brexit e o primeiro-ministro britânico respondeu assim:

— I have to say Mr. Speaker I’ve never heard such humbug in all my life. 

O dicionário Merriam-Webster diz que o primeiro registo de “humbug” é de 1751 e que significa “alguma coisa feita para enganar ou iludir”.

Não tenho a certeza de que “humbug” seja a palavra certa para descrever a campanha publicitária do Minipreço em Alfama. Mas à falta de melhor proponho esta.

O problema da campanha do Minipreço não é a ideia. O problema são os números. O Minipreço não distribuiu cupões de 50 euros pelo bairro de Alfama, onde ainda há dois mil eleitores, mais as crianças. Deu cupões de 50 euros a 12 pessoas do bairro. Definiu um limite de dez beneficiários e, com jeitinho, aceitou acrescentar mais dois. E, no início, quando a empresa de marketing foi ao bairro apresentar a proposta, não havia sequer a intenção de pagar fosse o que fosse. Queriam que as pessoas “estendessem” publicidade nos seus estendais a troco de nada.

Liguei a Lurdes Pinheiro, presidente da Associação do Património e População de Alfama e ex-autarca da CDU, e ela contou que foi a associação quem perguntou à agência de publicidade se “havia contrapartidas para os moradores”. “Fomos nós que perguntámos. Senão, seria como a Sagres, que nos Santos Populares e no festival do fado pendura bandeiras nas varandas de Alfama a troco de quatro garrafas de cerveja.” E a Sagres, contou também, nem pede licença: “Vi com os meus olhos eles abrirem o escadote e montarem as bandeiras nas varandas por fora.”

A conversa com Lurdes Pinheiro daria uma crónica inteira. Há uma tragédia a acontecer em Alfama. Explorar essa tragédia é um golpe de marketing. O problema é que é apenas isso.»

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26.9.19

Memória dos sítios e História: a propósito do Estado Novo e sua museologia



A questão do «Museu de Salazar» (chamem-lhe o que quiserem, será sempre isto) não está esquecida. Miriam Halpern Pereira, que foi directora do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, manifesta-se, hoje, no Público:

«É no edifício da ex-Escola-Cantina Salazar, sediada junto à antiga casa do ditador, em Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, que se tem vindo a propor a instalação de um centro interpretativo do Estado Novo. Mais tarde, os objectos ligados à memória pessoal do ditador seriam expostos na casa onde nasceu, facilmente transformada em lugar de romagem política. Ambos os edifícios ficam próximos, na Av. Dr. António Oliveira Salazar. (…)

Estamos bem posicionados para avançar com uma musealização do Estado Novo. A questão que se coloca é a sua topografia. Há necessidade de outra dimensão. Um museu ou centro interpretativo sobre o Estado Novo, e não sobre Salazar, não deve estar ligado a um sítio de memória. Isto conduz-me a levantar uma questão mais ampla, a necessidade de um museu de História de Portugal. Os principais países europeus têm este tipo de museu, que se encontra sediado nas suas capitais. (…)

Porventura, poderíamos também nós ter evocado criticamente a institucionalização do Estado Novo nesse ano, se tivéssemos um museu dedicado à História de Portugal. Num país com parcos recursos, não se devem multiplicar os museus históricos de âmbito nacional, cada um referente à sua época. É tempo de pensar nisso.»
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Apelo ao voto no Bloco de Esquerda



Figuro nesta lista, como habitualmente e com muita honra.


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O PS, os empecilhos e as circunstâncias



«1975, de novo. Era inevitável que esta retórica do PS e de Costa contra os partidos à sua esquerda (“os empecilhos” à governação), e em especial contra o Bloco (“irresponsável”, não fiável) o fizesse regressar à memória da Revolução. Omitindo que foi Costa abriu as hostilidades, Manuel Alegre, que foi dos que, ao contrário de boa parte dos atuais ministros, aplaudiu os acordos à esquerda de 2015, acha que “o Bloco voltou metaforicamente ao verão de 1975”, como se “fosse preciso (...) criar outro partido verdadeiramente socialista” (PÚBLICO, 23.9.2019). É que, pelo menos desde aquela famosa tirada de Mário Soares sobre ser necessário “meter o socialismo na gaveta” (1978) dadas as condições económicas do país, que o PS sabe bem que essa é a dúvida que toda a gente tem em Portugal sobre ele.

A razão pela qual, ao contrário da maioria dos países europeus, a CDU e o BE, os “empecilhos” à esquerda do PS, têm mantido nos últimos 45 anos entre 15% e 20% dos votos, impedindo (como em 2005) que este consiga (apesar de ser claramente favorecido pelo sistema eleitoral) a maioria absoluta, tem tudo a ver com essa dúvida: querem os socialistas caminhar para o socialismo? A pergunta não é extravagante: o PS fundou-se a dizer que era isso mesmo que queria; e por isso aprovou a Constituição de 1976, que inclui ipsis verbis o essencial do seu programa – redigido em 1973, num momento em que o PS não estava sujeito (como depois Soares tantas vezes insistiria) a nenhuma “pressão revolucionária”, muito menos ao “anarco-populismo” que Alegre voltou agora a dizer que teria caracterizado “as tentativas pseudo-revolucionárias do verão [de 1975]”! O PS e Soares assumiam que lutavam pela nacionalização da “grande banca” e das “grandes empresas monopolistas que exerçam uma atividade de serviço público”, pela “coletivização dos meios de produção e distribuição”, pela reforma agrária “optando pela exploração em herdades coletivas ou através de cooperativas agrícolas”, por uma “via portuguesa para o socialismo”. Não pasmem, foi assim mesmo! E se tudo isto ficou na Constituição de 1976, votada pelo PS e pelo PPD quatro meses depois do 25 de Novembro e da derrota da esquerda militar, até pode ter sido por pressão do PCP na Constituinte, ou, sobretudo, como resultado dos movimentos de ocupação de terras e casas, do controlo operário de empresas cujos proprietários as tinham deliberadamente abandonado e feito soçobrar – mas, se assim foi, é porque o PS terá sido obrigado então a constitucionalizar o seu próprio programa e não o programa do PCP!

Quem há quatro anos fez toda aquela campanha contra a inédita negociação que Costa aceitou fazer à sua esquerda, acusando-o de “trair o partido de Mário Soares”, esqueceu-se de que, a haver uma tradição fundadora do PS, ela teria que estar no programa de 1973, no qual se dizia, por exemplo, que a Comunidade Europeia era um projeto “neocapitalista” e “uma criação do patronato multinacional”. Que tenha sido o primeiro governo socialista a iniciar, em 1977, a adesão a tal projeto é revelador de como os socialistas entendem que se deve governar em democracia: comprometer-se com princípios centrais da democracia económica e social mas encontrar permanentemente razões contextuais para impedir a sua realização e fazer outra coisa. Que o PS tenha descrito a Constituição de 1976 como uma imposição com que tivera que transigir, apesar de ela ser em grande medida o seu próprio programa, e que tenha acordado com a direita todas as revisões estruturais (1982 e 1989) que eliminaram tudo quanto o PS incluíra no seu próprio programa económico e social, que os governos PS tenham privatizado muito mais que os da direita, que tenham negociado três acordos com o FMI (1977, 1983, 2011), permitiu sempre alimentar essa dúvida sobre a fiabilidade do PS – a mesma que tem vindo a arruinar a social-democracia europeia. Esta não é apenas uma história de não se cumprir o que se promete; é de não se ser quem se diz que é.

O PS é o partido do contexto: se não der, adia-se; se Costa diz agora que “Portugal não é um país cor de rosa” (SIC, 4.9.2019) é porque se prepara para mudar de contexto, e dir-nos-á que as circunstâncias o obrigam a mudar de rumo.

Tinha razão Jerónimo de Sousa quando dizia que em 2015 “o PS não mudou; as circunstâncias é que mudaram”. Só nos resta é fazer com que as circunstâncias o obriguem a mudar. E isso só votando nos “empecilhos” à esquerda do PS.»

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25.9.19

Notícias do mundo real




«O Aeroporto Internacional de Pequim Daxing foi construído em menos de cinco anos e está projetado para receber 72 milhões de passageiros por ano. (…) 

O principal aeroporto da capital chinesa, situado no norte da cidade, é o segundo mais movimentado do mundo e o volume de passageiros está próximo do seu limite de capacidade. Em 2018, pela primeira vez, excedeu os 100 milhões de passageiros anuais.»
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