28.5.22

Ora bem...

 

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28.05.1926 – Nunca esquecer

 


Em 1926, um dia terrível e decisivo na nossa História marcou o fim da 1ª República e esteve na origem do Estado Novo. Todos os anos havia comemorações, mas duas ficaram na memória: as do 10º e as do 40º aniversários.

Ver AQUI porquê (com vídeos).
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Olhem para Portugal, c…!

 


«Há um problema na actual disputa interna do PSD, que está bem longe de ser exclusivo desse partido, mas que se revela com maior nitidez neste tipo de confrontos. Portugal, o país onde vivem e para onde dirigem a sua acção política, está completamente ausente do seu discurso político. Hesitei antes de escrever “completamente”, mas voltei aos textos, entrevistas, manifestos e outras produções de campanha e perdi as hesitações. Aliás, ainda recentemente numa discussão com Nuno Melo no Princípio da Incerteza tive ocasião de dizer o mesmo a propósito da sua moção programática ao Congresso do CDS escrita em “burocratês”.

A raiz é a mesma: onde é que vão os políticos buscar o seu conhecimento e o seu discurso sobre o país? A quatro fontes, intrinsecamente ligadas entre si, a comunicação social, que é a dominante, a experiência da carreira política intrapartidária, e, em menor grau, a sua experiência profissional, hoje muito dominada, naqueles que têm maior currículo, pela linguagem burocrática europeia, dos planos, directivas, normativas, e, por fim, à sua “escola”, à sua educação. Poderia acrescentar a sua experiência de vida, mas ela é desde muito cedo dominada por aquilo que referi como fontes, e tão artificial fora disso que pouco traz para a acção política.

Felizmente para todos, eles já se formaram num mundo muito mais pacífico, não correram o risco da guerra colonial, nem da prisão ou de andar a receber bastonadas, nem de ser despedido e ficar na miséria, ou ser velho e ficar sem parte da pensão e da reforma, ou de ter que trabalhar nas limpezas às sete da manhã, ou de carregar baldes de cimento, ou estar a apertar uma peça de um carro todo o dia, ou a limpar doentes num hospital, a conduzir um autocarro em Lisboa, ou sequer a ter que dar aulas a adolescentes algures nos subúrbios. Ainda bem que é assim, mas convinha perceber o seu privilégio etário, geracional, social, porque a maioria do país vive assim.

O que é que sobra? O contexto desta situação é, em muitos casos, não em todos, uma vida feita na carreira política, com muitos jornais e quase nenhuns livros, muita televisão e “redes sociais” e objectivamente pouca cultura. Os políticos encontram na comunicação social (e vice-versa para os jornalistas) uma casuística superficial, ao ritmo e ao modo da “novidade” jornalística, que condiciona a “agenda”.

Portugal é um país pobre, pouco desenvolvido, muito inculto, pouco cosmopolita e não me é indiferente que seja assim, e eu prefiro quem o diz com clareza e não anda com a boca cheia de “transições digitais” e outros slogans da treta do “politiquês” actual. Tudo isto é ainda verdade, embora os últimos quase cinquenta anos de democracia tenham melhorado de forma drástica todos estes parâmetros, e tenha havido um progresso muito significativo, a partir de uma situação em que a pobreza era muito maior, o analfabetismo, a mortalidade infantil, o provincianismo e, valor dos valores, em que não havia liberdade e éramos servos de uns senhores muito bem vestidos e bem-falantes (havia excepções) e umas senhoras de cabelo com o colchão do Nicolau Tolentino dentro. Houve uma verdadeira revolução nestes cinquenta anos, mas estamos ainda muito longe de deixarmos de ser pobres, atrasados, incultos e provincianos. E, nalgumas coisas, estamos mesmo a andar para trás, principalmente nos valores da sociabilidade e na cultura.

Não vale a pena estar a falar da evidência da pobreza. Antes das prestações sociais, e mesmo depois, metade dos portugueses é pobre. Mas a pobreza não entra verdadeiramente no discurso político.

Enganados pela jactância da “geração mais bem preparada”, onde se pode fazer um curso universitário sem ler um livro, entregamo-nos a uma dicotomia entre o ensino amável, sem esforço, fofinho e o decorar à bruta coisas em grande parte inúteis e que são esquecidas no mês seguinte. Mas o falhanço da educação não entra verdadeiramente no discurso político.

Mas também andámos para trás. A civilidade diminuiu. O português abastardou-se. Bastaram dois anos de restrições e confinamentos – o que seria se fosse uma guerra a sério – para aumentar a agressividade nas ruas, os divórcios ou os lamentos porque os meninos não puderam ir a discotecas e a “saúde mental” da população se deteriorou. Está tudo cheio de “estados de alma”. Os mais relevantes actores da felicidade dos dias de hoje, dependurada em frases guturais e insultos no Twitter, ou na “noite”, são a Super Bock e o Facebook ou o Instagram. Mas a incivilidade e a incultura não entram verdadeiramente no discurso político.

Também não vale a pena falar da desvalorização do trabalho a favor dos unicórnios e das start-ups em incubadoras, e outras coisas que ficam bem nos discursos modernaços, onde parece que a riqueza é obra exclusiva dos empresários e não dos trabalhadores. Deviam ler o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, esse texto comunista, já que não querem ler Karl Marx onde também aprendiam alguma coisa. Mas o trabalho não entra verdadeiramente no discurso político.

Por aqui adiante. Encontram um átomo destas coisas nos textos prolixos da disputa no PSD, nos discursos da Assembleia, nos anúncios dos governantes? Nada (deixemos por agora o PCP, que é de outro planeta, e o BE, que é um asteróide perdido na sua órbita). Por isso, eu torno-me um imprecador e sigo o exemplo do Milhazes. Os excitados e indignados profissionais das redes sociais ficaram entre agradados e zangados porque o bom do Milhazes traduziu à letra uma imprecação de uma multidão num concerto na Rússia contra a guerra – o “c…” com que eu não vou colocar a digna redacção do PÚBLICO no dilema de saber se escreve a palavra toda ou não. Mas o que apetece dizer aqui é o mesmo: olhem para Portugal, a vossa terra, a vossa Pátria, o local onde dez milhões de pessoas esperam que sirvam o seu bem comum, a sua autoridade no voto, a sua liberdade, “c…”!»

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27.5.22

Avós unidos, admitam que estão vencidos

 

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Habemus OE2022

 


Pelo que tenho lido, parece-me que foi dada pouca importância à discussão e votação do OE2022. Com razão: foi um longo jogo com vários prolongamentos e que nem teve de recorrer a penalties porque o resultado já era conhecido. Tentei algumas vezes ir até ao canal do Parlamento, mas passava por aqui uma mosca e distraía-me.

Ganhou o PS, claro, com as abstenções dos novos parceiros – Livre, Pan e três madeirenses do PSD – e os votos contra de todos os outros partidos, da esquerda à direita. Fica aqui um dos discursos finais.


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De pé, ó vítimas da fome!

 

«A dependência de pelo menos 35 países africanos dos cereais russos e ucranianos está a estrangular a capacidade de alimentar as suas populações devido ao declínio das exportações de trigo, milho, cevada e sementes de girassol. A Rússia também controla, juntamente com sua aliada Bielorrússia, o mercado de fertilizantes, enquanto a continuação do conflito ameaça as próximas colheitas num país em guerra. A crise alimentar pode não ter feito parte dos planos de Putin, mas seu efeito está a ser devastador em muitos lugares do planeta, com dezenas de milhões de pessoas a sofrer os efeitos colaterais de uma guerra de conquista somada a condições climáticas que agravaram a situação, com colheitas bastante reduzidas na Ásia, devido a inundações, e partes da África submetidas à pior seca em décadas.

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Na cabeça de Putin

 


«A invasão da Ucrânia é mais do que uma guerra por território no intento de reconstruir o império russo. A sua lógica é mais ambiciosa. “É uma guerra de civilização. [Putin] procura alargar o domínio russo sobre o continente euroasiático.” Estas são duas teses desenvolvidas pelo ensaísta e filósofo francês Michel Eltchaninoff, no livro Dans la Tête de Vladimir Poutine, Actes Sud, 2015, e cuja tradução portuguesa, Na Cabeça de Putin (Ed. Zigurate), chegará às livrarias no dia 9 de Junho.

No auge da maior guerra na Europa desde o fim da II Guerra Mundial, é imperioso tentar perceber Vladimir Putin. Se é difícil penetrar na sua personalidade, resta conhecer as ideias que estão por trás da sua estratégia imperial. O livro foi escrito logo a seguir à anexação da Crimeia perante a dificuldade de perceber os objectivos e as intenções de Putin. A análise permanece actual e o autor acrescentou um curto capítulo final após a invasão da Ucrânia em 2022.

A filosofia russa de Putin ajudaria a compreender a estratégia de um líder que gosta de se mostrar enigmático. É um realista e, ao mesmo tempo, um homem que passou a ignorar a realidade, como se verifica na aventura ucraniana.

Numa entrevista recente ao diário Le Monde, Eltchaninoff reafirma que a ideologia de Putin assenta em quatro pilares: neosovietismo, eslavofilia, euroasiatismo e conservadorismo. “Putin nunca acreditou no comunismo mas é sensível ao patriotismo sacrificial do sovietismo.” Estaline pode ser apreciado como vencedor da Alemanha nazi e da “grande guerra patriótica”, mas o revolucionarismo de Lenine deve ser apagado.

Outro pilar é a eslavofilia, encarnada por pensadores como Nikolai Danilevski (1822-1885), leitura obrigatória para os responsáveis putinistas. Danilevsk acrescenta à eslavofilia tradicional “a ideia de um desenvolvimento orgânico da Rússia e de um confronto inevitável com o Ocidente, caracterizado pelo primado do Direito, pela predominância do comércio e por um materialismo que se opõe frontalmente a uma Rússia impregnada de cristianismo”.

O euro-asiatismo nasceu nos anos 1920 entre os imigrados “brancos” e nega que a Rússia seja próxima do mundo romano-germânico e da Europa Ocidental. É mais próxima das populações asiáticas: a Eurásia tem como vocação virar-se para o Oriente. Putin foi muito influenciado pelo filósofo Ivan Iline (1883-1954), que imaginava já uma “ditadura nacional como remédio para o caos separatista que se seguiria ao comunismo”.

A partir de 2013, Putin lança uma viragem conservadora, que reforça a sua aliança com a Igreja Ortodoxa. Faz a apologia da família tradicional e assume o confronto com a ofensiva liberal e o politicamente correcto: “A Rússia deve atrair os conservadores do mundo inteiro e fazer da Rússia o pólo mundial do conservadorismo.”

“Putin trava no seu espírito, cada vez mais fechado na ideologia, uma guerra de civilização. O objectivo é estender a dominação russa ao continente euro-asiático.” Sonha tornar-se líder da Europa quando os países europeus façam chegar ao poder os partidos nacional-populistas que Moscovo apoia e financia.

No seu discurso de 21 de Fevereiro sobre a visão histórica da Rússia e da Ucrânia, disse Putin: “Eles detestam-nos apenas porque existimos. A Rússia é fundamentalmente diferente da civilização ocidental.” Evocou a “ameaça existencial” que paira sobre a Rússia.

A Ucrânia tornou-se numa obsessão para Putin: ele não tolera a existência, ao lado da Rússia, de um Estado que proclamou a sua independência e começou a virar-se para a Europa ocidental. Retoma as teses de Ivan Iline a um nível quase apocalíptico: “Não seria exagero dizer que este impulso para uma assimilação violenta, para a formação de um Estado ucraniano etnicamente puro, agressivo em relação à Rússia, é comparável nas suas consequências ao uso contra nós de armas de destruição em massa.”

“Ninguém sabe, repitamo-lo, se Vladimir Putin enlouqueceu.” Mas a loucura dos ditadores costuma ser de outra ordem. “Esta sequência, na qual funde um passado mitificado num presente reinventado, sugere que ele caiu num mundo paralelo”, escreve Eltchaninoff na derradeira página do livro.

As “raízes ideológicas” ajudam a perceber a estratégia russa, mas não a decisão de fazer a guerra. Nem explicam a “cabeça de Putin” nem o seu desfasamento da realidade, facto que o torna particularmente perigoso.

Resta um ensinamento: a guerra decorre na Ucrânia, mas é mais do que geopolítica. Após a anexação da Crimeia em 2014, um marco histórico, “Putin preparou-se para o grande confronto com o Ocidente”. O imperialismo putiniano é dobrado por uma tentativa de restauração conservadora e de imposição do “Estado forte” no Continente. Por isso, a Ucrânia se tornou palco de uma guerra sobre a identidade da Europa.»

Jorge Almeida Fernandes
Newsletter do Público, 26.05.2022
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26.5.22

Gentes deste mundo – Fim

 

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É isto

 


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Viver cada segundo como nunca mais

 

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A crise da fome global está aí

 


«Os preços globais dos alimentos estão a subir. O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação - que cobre um cesto de alimentos básicos (cereais, carnes, laticínios, óleos vegetais e açúcar) - atingiu uma alta histórica de 159,7 em março, face a 141,1 no mês anterior. Embora tenha baixado ligeiramente em abril, para 158,5, a situação atual - como a guerra da Rússia na Ucrânia - devem continuar a elevar os preços para novos máximos, com implicações devastadoras para a fome global.

A pandemia de covid-19 expôs a fragilidade e a disfuncionalidade dos sistemas alimentares do mundo, com restrições de movimento e interrupções na cadeia de abastecimentos fazendo subir os preços, prejudicando os meios de subsistência rurais e exacerbando a insegurança alimentar, especialmente para os pobres. Agora, a guerra na Ucrânia está a agravar esses desafios, porque ambos os lados são grandes exportadores de alimentos, combustível e fertilizantes.

Além disso, as alterações climáticas representam uma ameaça ainda maior à segurança alimentar global. O clima extremo, como ondas de calor, inundações e secas prolongadas, já provocou choques na produção agrícola e na disponibilidade de alimentos. À medida que as temperaturas aumentam, esses choques tornar-se-ão cada vez mais frequentes e poderosos. Se o aquecimento global ultrapassar o limite de 1,5° Celsius (em relação à temperatura pré-industrial da Terra), eles tornar-se-ão provavelmente catastróficos.

Como mostra o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, evitar o limite exigirá uma ação imediata e drástica. Mas a mitigação é apenas parte do desafio. Também serão necessários investimentos em larga escala na adaptação para proteger comunidades vulneráveis do aquecimento que já está em curso.

Mesmo sob o cenário de mitigação mais otimista, espera-se que o aquecimento global atinja o limite de 1,5°C numa década, antes de retroceder. Isso resultará em mudanças nas zonas climáticas, subida do nível do mar e interrupções no ciclo da água que aumentam a frequência e a intensidade do clima extremo. Além de aumentar os riscos económicos e de saúde, as interrupções resultantes no abastecimento de alimentos e água provavelmente causarão convulsões sociais e políticas, alimentando um ciclo vicioso de pobreza, fome, instabilidade e até conflito, acompanhado por um aumento acentuado da migração.

Um sistema alimentar mais resiliente, sustentável e equitativo deve ser um pilar de qualquer agenda de mitigação ou adaptação climática. Mas as barreiras para a construção de tal sistema não devem ser subestimadas, especialmente para países e regiões onde o solo é pobre, a terra tem pouco valor agrícola, outros recursos naturais, como a água, são limitados ou degradados e as condições socioeconómicas são difíceis.

Dada a baixa produtividade das suas terras agrícolas, esses ambientes marginais são incapazes de suportar a produção sustentável de alimentos suficientes para atender às necessidades nutricionais da população local. De facto, enquanto os ambientes marginais abrigam menos de 25% da população global - cerca de 1,7 mil milhões de pessoas - eles representam 70% dos pobres do mundo e a maioria dos desnutridos.

A pobreza e a fome podem levar os agricultores a utilizar em demasia os frágeis recursos ambientais para garantir a sua sobrevivência a curto prazo, mesmo à custa do esgotamento a longo prazo das suas terras e do empobrecimento das suas famílias e comunidades. Aqueles que vivem em áreas remotas com infraestruturas mínimas, poucas oportunidades económicas alternativas e acesso limitado ao mercado são particularmente propensos a fazer essas escolhas.

Assim, os países com terras marginais significativas dependem da importação de alimentos - em alguns casos para mais de 80% das suas necessidades. Mas as interrupções relacionadas com a pandemia e a guerra, juntamente com os aumentos de preços que aquelas provocaram, mostraram o quão vulneráveis são esses países. De acordo com o relatório sobre a Situação da Alimentação e Agricultura 2021 da FAO, mais 161 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2020, em comparação com 2019. E o Programa Alimentar Mundial está a alertar agora que a combinação de conflito, covid, crise climática e aumento de custos levou 44 milhões de pessoas em 38 países até à beira da fome.

Com os países a lutarem para garantir alimentos suficientes para atender às necessidades nutricionais das suas populações, muitos estão agora a reavaliar as suas dependências alimentares e a procurar expandir a produção local. Mas, a menos que a sustentabilidade seja levada em consideração, os esforços para aumentar a resiliência de curto prazo, encurtando as cadeias de abastecimentos, podem minar a resiliência de médio e longo prazo, esgotando ainda mais os recursos agrícolas, como solo e água.

A sustentabilidade não é barata. A produção eficiente no meio de restrições biofísicas e climáticas requer investimento em tecnologias caras. Mas estruturas de governação deficientes, perspetivas de crescimento limitadas e dívidas elevadas representam grandes desafios para muitos países. A pandemia colocou uma pressão enorme nos orçamentos públicos e as crises da dívida surgem para muitos governos, à medida que vencem os empréstimos contraídos para lidar com a pandemia.

Não se pode esperar que os países pobres e vulneráveis resolvam os inúmeros desafios interligados que enfrentam, desde a poluição e perda de biodiversidade até fome e pobreza, sem ajuda. Para reforçar a segurança alimentar e nutricional de longo prazo, devemos olhar além das soluções nacionais para soluções regionais e internacionais que considerem as necessidades das comunidades que vivem em ambientes marginais. Caso contrário, não haverá como escapar aos ciclos desestabilizadores de fome, migração e violência.»

© Project Syndicate, 2022.
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25.5.22

Gentes deste mundo (12)

 


Ainda tenho uma espécie de dragão comprado a este simpático chinês, perto da Barragem das Três Gargantas, Rio Yangtze (China), 2004.
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