22.3.08

«Era para matar saudades»
















Diálogo desta tarde, numa pequena livraria de Lisboa, com uma senhora, muito bem aperaltada, que folheava o livro de Irene Pimentel sobre a MPF.

Ela – A senhora sabe se este livro é bom? É que é do meu tempo...

Eu – É bom sim, minha senhora, eu gostei muito.

Ela – Mas diz bem ou mal?

Eu – É um livro de História: relata e comenta os factos.

Ela – Mas acha que a autora gostava da Mocidade?

Eu – Acho que não, que não gostava.

Ela – Ah, então não levo. É que era para matar saudades!


E lá se foi – só com as saudades.
E eu fiquei a rir para dentro e a imaginar diálogos delirantes entre aquela senhora e a Irene.

3 comments:

poesianopopular disse...

Tenham pena da Irene!
José Manangão

cfreitas disse...

A saudade esse sentimento tão português. Oficio dificil este o de historiador a sério.

Joana Lopes disse...

Pena da Irene? Porquê?