25.11.25

Falsificações e absurdos do 25 de novembro

 


«1 Sem o 25 de novembro não teria havido Constituição, diz Marcelo. Quem propôs esta cerimónia evocativa foi o partido que votou contra a Constituição, o CDS.

2 Foi a salvação do país, dizem os novembristas. O facto é que depois do golpe terminado, ficou o mesmo presidente, ficou o mesmo governo (que tinha um ministro do PCP) e continuou a elaboração da Constituição, que enunciou o “caminho para o socialismo”.

3 O PCP queria um golpe militar, dizem os novembristas. É uma inventona: na reunião do Comité Central de 10 de agosto de 1975, Cunhal criticou o novo governo Vasco Gonçalves, formado dois dias antes, exprimindo “muitas reservas” e comunicando que não o apoiava. Acrescentou que a divisão no MFA entre o que se chamou esquerda militar e o Grupo dos 9 “foi talvez o acontecimento mais grave de todo o processo revolucionário”. O ministro do PCP no 6º governo provisório continuou no seu posto depois de 25 de novembro.

4 Sim, a relação de forças mudou e a luta social perdeu a capacidade ofensiva. Contudo, a reforma agrária só começou a ser desmantelada um ano depois e a ofensiva conservadora precisou de Soares, Cavaco Silva e Guterres para avançar com as privatizações.»

Francisco Louçã no Facebook.

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