24.5.11

E porque a imaginação não está no poder

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… mas passa certamente pelo Youtube, aqui fica como adenda ao post anterior:



(Via Carlos Vaz Marques no Facebook)
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E para rematar várias conversas


… leia-se o insuspeito Ferreira Fernandes, hoje, no DN:

«O que o PS fez em Évora, levando imigrantes indocumentados ao seu comício, já não é só aquela mentirinha eleitoral comum a todos os partidos. É uma indecência. Porque o que ali conta não é o truque generalizado, e que já nos engana pouco. O que ali houve foi abusar dos mais desapossados, os que nem têm a prova de que são cidadãos.»
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Espanha - O que a «Democracia Real Ya» NÃO é


Diez mentiras sobre Democracia Real Ya

1. Es falso que sólo traigan protestas y no propuestas. Están en su web, y son más concretas que algunos programas electorales.

2. Es falso que estén contra los políticos. Lo que piden es políticos responsables que no estén en contra de la sociedad y que no utilicen las instituciones de todos para su interés personal.

3. Es falso que rechacen la democracia. Lo que quieren es más democracia, y que la soberanía resida en el pueblo, no en los mercados ni en los banqueros.

4. Es falso que no crean en el voto. Por eso exigen una reforma electoral, para que cualquier voto de cualquier ciudadano valga igual.

5. Es falso que sean unos antisistema. Antisistema es la corrupción, la injusticia o la impunidad. ¿Es acaso esa democracia, que ellos reivindican desde la primera palabra, contraria al sistema actual?

6. Es falso que sean violentos. Apenas ha habido incidentes, a pesar de la muchísima gente que hay.

7. Es falso que sean apolíticos. Es un movimiento apartidista, que no es igual.

8. Es falso que sean sólo jóvenes. Hay muchos jóvenes en esas plazas; jóvenes a los que ya no se podrá descalificar como “ninis” o “conformistas”. Pero también hay ciudadanos de cualquier edad.

9. Es falso que pidan la abstención. Lo que piden es el voto responsable: un atrevimiento “contra la libertad“, según el casposo criterio de la Junta Electoral de Madrid.

10. Y sobre todo es falso que esto se vaya a terminar el domingo, después de votar. Porque la democracia no consiste en votar y callar. Porque el lunes, cuando estas elecciones hayan terminado, el Mayo de 2011 continuará.

(Daqui.)
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23.5.11

Será que 2+2=4?


A notícia anda pelos jornais, até Manuel António Pina referiu hoje os factos na sua crónica, mas nada como ler para crer e ir à fonte, neste caso à página do GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional), no sítio do Ministério da Educação. Lá estão os chamados «Testes Intermédios» da disciplina de Ciências Físico-Químicas para o 9º ano.

O caso mais badalado é certamente o deste complexo problema, para o qual, note-se, era permitido utilizar uma calculadora:

«O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos celestes que orbitam à sua volta. Actualmente, considera-se que os planetas que fazem parte do sistema solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Em 2006, Plutão deixou de ser classificado como um planeta, embora continue a fazer parte do sistema solar.
Actualmente, considera-se que o sistema solar é constituído por quantos planetas?»

Uma coisa é certa: o meu neto, que acabou de fazer seis anos e não é superdotado, responderia a esta pergunta sem contar pelos dedos.

Num outro exemplo, pergunta-se o que acontece a água a 100ºC: condensação, fusão, solidificação ou ebulição. Ou seja: quer-se averiguar se os alunos do 9º ano sabem que a água ferve a 100ºC…

Para além destes dois casos, há outros ridiculamente, ofensivamente, vergonhosamente, elementares.

Eu não sei qual o objectivo destes testes e, ainda muito menos, o que pode ter na cabeça quem os concebeu, reviu e aprovou. Mas sinto-me gozada e nem sou capaz de exprimir a revolta que me causam! Tudo tem limites, não?
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Don't give up

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In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail

No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
Ive changed my face, Ive changed my name
But no one wants you when you lose

Dont give up
cos you have friends
Dont give up
Youre not beaten yet
Dont give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
Never thought I could be affected
Thought that wed be the last to go
It is so strange the way things turn

Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground

Dont give up
You still have us
Dont give up
We dont need much of anything
Dont give up
cause somewhere theres a place
Where we belong

Rest your head
You worry too much
Its going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Dont give up
Please dont give up

got to walk out of here
I cant take anymore
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That rivers flowing
That rivers flowing

Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs

Dont give up
cause you have friends
Dont give up
Youre not the only one
Dont give up
No reason to be ashamed
Dont give up
You still have us
Dont give up now
Were proud of who you are
Dont give up
You know its never been easy
Dont give up
cause I believe theres the a place
Theres a place where we belong

(Via Pedro Penilo no Facebook)
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Porque, afinal, parece que o rei vai nu


… mais vale ir aprendendo algumas coisitas sobre «Renegociações, reestruturações e outras confusões».

«A conversa vai animada, mas transmite a ideia de que os que nela participam nem sempre compreendem o que dizem, umas vezes, porque não sabem, outras vezes, porque não conseguem distinguir entre o conteúdo técnico das propostas e os seus pressupostos políticos, ou ideológicos.

Não se trata de matéria despicienda, porque das várias alternativas resultam consequências diversas e gravosas, sobretudo para os que têm, sempre, beneficiado de rendimentos mais baixos sem poderem participar no banquete do “poder”.

Renegociações e reestruturações, de quê? Claro que, da dívida. Mas importa, apesar de a chamada de atenção já ter sido feita várias vezes, que o que está em causa não é, apenas a dívida pública mas, também, a dívida privada. Se outra razão não existisse há, pelo menos, a da forte interdependência entre uma e outra; tudo o que se fizer numa não deixa de ter consequências sobre a outra e vice-versa. E vale a pena recordar que a dívida privada representa mais de 80% do total da dívida.
Porquê as confusões? Vejamos o que se discute:

- Há quem não queira ouvir falar nem numa, nem noutra;
- Há quem considere que se pode admitir a possibilidade de renegociação, mas de reestruturação, nunca;
- Há quem diga que a reestruturação é inevitável e nem quer ouvir falar de renegociação.

Terá tudo isto algum sentido? O meu ponto de vista é o de que não.»

Ler o resto aqui.
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Da resignação?


Na sua crónica de hoje no DN, Ferreira Fernandes retoma a questão, recentemente tão badalada, de 20 x portugueses x 20 ocuparem lugares na administração de mais de 1.000 empresas. Fica aqui na íntegra, porque é curta, e remeto para o meu comentário final.

Os 20 que nos têm cativos

Sim, também se aprende em eleições. Já a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários revelara no relatório anual sobre as sociedades cotadas (mas quem lê relatórios da Bolsa?), mas foi Francisco Louçã que disse em campanha: 20 administradores acumulam lugares nas administrações de mais de mil empresas portuguesas! Os discursos eleitorais sendo como os almoços, nunca grátis, Louçã puxou a coisa para o efeito imediato: um desses administradores omnipresentes ganhava 2,5 milhões de euros por ano. Ora esse é talvez o aspecto menos interessante do facto extraordinário de haver 20 pessoas com presença, cada uma, em 50 conselhos de administração. Aliás, alguns até estão em cargos não remunerados - e isso sublinha todo o sentido daquela bizarria. Os 20 tipos espalhados por mil empresas não estão lá para as gerir, estão lá para influenciar. Noutros negócios - máfia, maçonarias, Opus Dei (ou se quiserem ser românticos, dez estudantes finalistas brilhantes que fazem um pacto secreto para dirigir o País ao fim de uma dúzia de anos...) -, noutros negócios similares há a construção de um polvo, com estatutos mais ou menos secretos e uma vontade de organização. Mas os nossos "20 em mil" não são filhos de um complô - eles existem porque a nossa economia (centralizada e sem rasgo) respira naturalmente esta distribuição de poucos por quase tudo que dê dinheiro a sério. É assim porque é assim. E não vai deixar de ser assim.
(O realce é meu.)

Os factos são conhecidos e não voltaria a eles não fosse o «remate» do texto de FF - perfeito se for declaração de puro cinismo, terrível se tomado à letra. Porque se acreditamos mesmo que isto nunca «deixará de ser assim», que nada mais há a esperar destes europeus esburacados e agoirentos que somos, mais vale levantarmos os euros que ainda temos no banco e zarparmos com a família para um local remoto, se possível em terras férteis e com clima razoável, asilados de preferência junto de uma qualquer tribo de linguajar para nós desconhecido.
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22.5.11

1º Manifesto do Rossio


Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:

Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadores, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas, reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico-financeiro vigente.

De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países, mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos, o funeral da democracia.

A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperança média de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia, não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.

Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.

Isto é só o início. As ruas são nossas.

(Daqui)

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Conta-me outra vez

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Elefantes na campanha de Sócrates?

A esquerda e a democracia


«Todo apunta a que la izquierda partidista estará obligada a atravesar, no sólo en España, sino en el conjunto de Europa, una larga travesía del desierto. Es hora de que asuma la obligación de ensayar, en un futuro próximo, planteamientos nuevos que sólo pueden pasar por la aceptación de los límites a su representatividad y por la cooperación con los movimientos y las formas de agregación que crecen en las nuevas texturas urbanas. El acceso a la vivienda, el derecho a la salud y el cuidado, el reconocimiento de los comunes, el derecho al estudio o a la movilidad resuenan como un clamor subterráneo de los nuevos tiempos, que exige ser escuchado porque se hace realidad en el ejercicio cotidiano de las nuevas formas de habitar la ciudad. Se requiere, para refundar la izquierda institucional, futuros gobiernos que, en vez de plegarse a los poderes económicos y extrademocráticos, se pongan al servicio de las urgencias que señalan los nuevos movimientos sociales.»

(Via Zé Neves)
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E o mundo não acabou ontem

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(Via Carlos Vaz Marques no Facebook)
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