21.8.12

O Álvaro é que sabe!



Cá estão eles, agora entre as 10 melhores sobremesas do mundo. E classificação de Lonely Planet é versão actualizada de estrelas do Michelin.
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Recusa de pagamentos por multibanco?



O Pingo Doce anunciou que, a partir de 1 de Setembro, deixará de aceitar pagamentos com cartões de multibanco e de crédito, para compras inferiores a 20 euros (e o Grupo Auchan admite vir a tomar uma posição semelhante), e as reacções não se fizeram esperar. As redes sociais enchem-se de indignação («sempre os mesmos», «mais uma vez a ganância», etc., etc.), a DECO afirma que a medida «vai prejudicar a segurança e comodidade dos consumidores». (A comodidade certamente, quanto a segurança... enfim: não me parece que 20 euros seja uma quantia exorbitantemente tentadora para ladrões.)

Mas o que importa não deixar de sublinhar, embora se trate de guerra antiga, é o conteúdo da declaração da directora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que recorda que as taxas cobradas aos retalhistas, nas transacções com cartões, são muito elevadas. Mais concretamente que «nas operações de crédito, o pagamento é duas vezes superior à média europeia, enquanto que nas operações a débito o valor a pagar pelos retalhistas é quase 3 vezes superior.» Mas porquê???

Se isto é verdade, não há por aí nenhuma entidade que possa arbitrar esta questão entre a SIBS e os comerciantes que, aparentemente, já tentaram fazê-lo mas sem sucesso? É que se a «virtude» do Pingo Doce pode ser duvidosa (beneficiar os clientes com esta decisão...), o mesmo não são se aplica a pequenos retalhistas que, em grande número, já praticam o que agora o grupo Jerónimo Martins vai pôr em prática, por serem mesmo forçados a todo o tipo de poupanças na terrível luta pela sobrevivência, que estão a travar.

E, como sempre, quem se lixa é...?
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Título dispensado



... para esta foto da Paulete Matos, que ela divulgou hoje no Facebook, (Ou talvez se pudesse escolher o que está escrito no boné do leitor de jornais: «Portugal».)
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Praga, numa madrugada de 21 de Agosto



... de 1968, quando as tropas do Pacto de Varsóvia invadiram a Checoslováquia.



O que se seguiu é bem conhecido.





(Texto e fotos de Josef Koudelka, Invasion of Prague, Thames & Hudson, 2008.)
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20.8.12

As Cidades e as Praças (39)



Praça da Liberdade (Tbilisi, 2012)

(Para ver toda a série «As Cidades e as Praças», clicar na etiqueta «PRAÇAS».)
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Não está esquecido

Eu sei que isto é só para dinossauros



Mas Scott McKenzie morreu há dois dias e este seu «hino» fez parte de muitos imaginários.



E se nunca foram a S. Francisco, ponham-se a caminho, com ou sem flores na cabeça.
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A Birmânia sem censura?



A partir de hoje, a censura prévia está oficialmente abolida na Birmânia. Ou seja, os meios de comunicação social podem publicar o que entenderem sem que os seus textos passem primeiro pelo crivo do «lápis azul». A decisão precipitou-se depois de uma série de manifestações de jornalistas que reagiram contra a suspensão de dois semanários, no fim do mês passado.

Apesar de toda a evolução recente, concretizada num conjunto de medidas de liberalização (e na própria libertação da «senhora»), estranha-se esta mudança tão repentina num país considerado até há pouco como um dos piores do mundo em termos de liberdade de imprensa e de utilização de internet, mesmo o pior para a vida dos bloggers. (Aliás, quando lá estive há três anos, não consegui aceder a esta plataforma ─ o único sítio do mundo em que isso me aconteceu.)

Será que os ferozes militares que continuam no poder (sim, não houve nenhuma «revolução»...) vão permitir que as suas vidas, escandalosamente corruptas, sejam denunciadas a céu aberto? Que se escreva que é praticamente impossível, para um birmanês, obter um passaporte sem abrir a carteira e dar umas boas luvas ao funcionário que tem à sua frente? Irão os jornalistas dissertar sobre os misteriosos túneis de Nay Pyi Taw, a nova capital do país desde 2005, construídos com a ajuda da Coreia do Norte? O que pensa desta medida este «democrático» vizinho, e também a China e a Rússia, trio de que a Birmânia tanto depende?

Enfim... a seguir com atenção. É que, quando a esmola é grande, o pobre desconfia. 

Fonte, entre outras.
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19.8.12

Felizmente há Moçambique



Enquanto grande parte do mundo parece estar a caminho de um certo abrandamento económico (e de que maneira...), existem alguns pontos brilhantes no horizonte e Moçambique é um deles ─ sublinha hoje a Aljazeera.

Com esperanças de se tornar o principal exportador mundial de carvão dentro de uma década, é bem possível que venha a ocupar o quarto lugar no que diz respeito a gás natural (depois da Rússia, do Irão e do Qatar).

Razões para optimismo, portanto, embora uma taxa de desemprego de 27% mantenha a população numa certa reserva quanto ao que pode vir a acontecer-lhe. 

Que a vida corra bem a alguns!... 
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Lorca



Federico García Lorca conta-se entre as primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola. Foi fuzilado, com apenas 38 anos, em Agosto de 1936, entre os dias 17 e 19, pelo seu alinhamento político com os Republicanos e por ser declaradamente homossexual.

Como todos os anos nesta data, em Viznar, perto de Granada, ciganos cantam, dançam e dizem poesia em honra de Lorca e de cerca de 3.000 fuzilados pelos franquistas, cujas ossadas se encontram por perto.



Los caballos negros son.
Las herraduras son negras.
Sobre las capas relucen
manchas de tinta y de cera.
Tienen, por eso no lloran,
de plomo las calaveras.
Con el alma de charol
vienen por la carretera.
Jorobados y nocturnos,
por donde animan ordenan
silencios de goma oscura
y miedos de fina arena.
Pasan, si quieren pasar,
y ocultan en la cabeza
una vaga astronomía
de pistolas inconcretas.

¡Oh ciudad de los gitanos!
En las esquinas, banderas.
La luna y la calabaza
con las guindas en conserva.
¡Oh ciudad de los gitanos!
¿Quién te vio y no te recuerda?
Ciudad de dolor y almizcle,
con las torres de canela.

Cuando llegaba la noche,
noche que noche nochera,
los gitanos en sus fraguas
forjaban soles y flechas.
Un caballo malherido
llamaba a todas las puertas.
Gallos de vidrio cantaban
por Jerez de la Frontera.
El viento vuelve desnudo
la esquina de la sorpresa,
en la noche platinoche,
noche que noche nochera.


La virgen y San José
perdieron sus castañuelas,
y buscan a los gitanos
para ver si las encuentran.
La virgen viene vestida
con un traje de alcaldesa,
de papel de chocolate
con los collares de almendras.
San José mueve los brazos
bajo una capa de seda.
Detrás va Pedro Domecq
con tes sultanes de Persia.
La media luna soñaba
un éxtasis de cigüeña.
Estandartes y faroles
invaden las azoteas.
Por los espejos sollozan
bailarinas sin caderas.
Agua y sombra, sombra y agua
por Jerez de la Frontera.

¡Oh, ciudad de los gitanos!
En las esquinas, banderas.
Apaga tus verdes luces
que viene la benemérita.
¡Oh ciudad de los gitanos!
¿Quién te vio y no te recuerda?
Dejadla lejos del mar,
sin peines para sus crenchas.

Avanzan de dos en fondo
a la ciudad de la fiesta.
Un rumor de siemprevivas
invade las cartucheras.
Avanzan de dos on fondo.
Doble nocturno de tela.
El cielo se les antoja
una vitrina de espuelas.

La ciudad, libre de miedo,
multiplicaba sus puertas.
Cuarenta guardias civiles
entran a saco por ellas.
Los relojes se pararon,
y el coñac de las botellas
se disfrazó de noviembre
para no infundir sospechas.
Un vuelo de gritos largos
se levantó en las veletas.
Los sables cortan las brisas
que los cascos atropellan.
Por las calles de penumbra
buyen las gitanas viejas
con los caballos dormidos
y las orzas de monedas.
Por las calles empinadas
suben las capas siniestras,
dejando detrás fugaces
remolinos de tijeras.
En el portal de Belén
los gitanos se congregan.
San José, lleno de heridas,
amortaja a una doncella.
Tercos fusiles agudos
por toda la noche suenan.
La Virgen cura a los niños
con salivilla de estrella.
Pero la Guardia Civil
avanza sembrando hogueras,
donde joven y desnuda
la imaginación se quema.
Rosa la de los Camborois
gime sentada en su puerta
con sus dos pechos cortados
puestos en una bandeja.
Y otras muchachas corrían
perseguidas por sus trenzas,
en, un aire donde estallan
rosas de pólvora negra.
Cuando todos los tejados
eran surcos en la tierra.
el alba meció sus hombros
en largo perfil de piedra.

¡Oh, ciudad de los gitanos!
La Guardia Civil se aleja
por un túnel de silencio
mientras las llamas te cercan.

¡Oh, ciudad de los gitanos!
¿Quien te vio y no te recuerda?
Que te busquen en mi frente.
Juego de luna y arena.
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Oferta em tempo de crise


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To speak



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